A HISTÓRIA DE TODOS NÓS


CAPÍTULO 2


E assim, mais uma vez, Naiara tentando espairecer, saiu para caminhar.
Mas ela só conseguia se lembrar da humilhação em frente ao restaurante. 
E de outras situações semelhantes que viveu com André.
No começo ele até tentava se desculpar e fingia que não estava havendo nada, mas depois o pouco de respeito que havia passava; e ele passava desprezá-la.
E quanto mais Naiara corria atrás dele, mais ele aprontava.
André saía com outras mulheres. 
E não fazia questão nenhuma de disfarçar.
Durante algum tempo ela ficava com raiva. 
Mas depois acabava voltando para o moço.


E assim, quando reatava com Naiara, André voltava a ser atencioso.
Eles saíam para jantar, para ir ao cinema, ao teatro.
Mas com o tempo, o moço voltava a traí-la.
Naiara estava cansada destas idas e vindas.


Por fim, a moça acabou colocando um ponto final na relação.
Lembrando da conversa que tivera com os pais, Naiara percebeu que aquilo não estava certo.
Disse então ao moço, que não estava conseguindo viver naquele relacionamento iôiô.
André acabou concordando. 
Chegou a dizer que depois, ela viria atrás dele.
Naiara ao ouvir isto, respondeu que não.
André, por sua vez, respondeu que não acreditava nisto. 
Enfim, fez pouco caso da moça. 


Naiara então se afastou. 


Mas com o tempo, o moço passou a ligar para ela.


E assim, Naiara, marcou um último encontro com André, que estranhamente estava bastante atencioso.
Mas Naiara estava sem paciência para sua conversa.
Comentou que não estava entendendo por que ele queria conversar com ela.
André, inicialmente pediu desculpas pela última conversa que tiveram, disse que não tivera a intenção de ser rude com ela, mas estava com raiva, e queria lhe fazer ciúmes, por isto, saiu com aquela moça.
Com isto, começou a falar mal da garota; comentou que ela estava certa, que ele fora um canalha.
Naiara, concordou, mas continuou a dizer que não estava entendendo o que ele queria.
André disse-lhe então, que queria voltar.
- Como assim? Você me trai com todas as mulheres de São Paulo, e agora vem falar comigo como se isto não fosse nada? Como assim, quer voltar? Até encontrar outra e me fazer de idiota de novo? Quem você pensa que eu sou? - indagou Naiara irritada.          
André tentou argumentar dizendo que havia mudado, que não iria mais traí-la. 
Mencionou que era um novo homem.
Naiara respondeu com uma expressão de incredulidade.
André ainda tentou um último recurso.
Aproximou-se e a beijou.
Naiara correspondeu.
Ao perceber isto, André ficou convencido.
Beijaram-se mais algumas vezes.
Em dado momento, Naiara esquivou-se.
André estranhou.
Perguntando se ela não estava gostando dos seus beijos, comentou que ela gostava muito de ser beijada por ele.
Naiara respondeu que estava cansada de viver naquela confusão e naquela incerteza. 
Isto por que, ora ele a queria, e dizia que gostava dela. 
Instantes após, dizia que não queria mais vê-la em sua frente.
Naiara comentou que André não dava sinais de que gostava dela, e sim de que queria usá-la.  
André ao ouvir isto, tentou argumentar, dizendo que não era nada disso, que ela estava enganada.
Mas Naiara estava cansada daquela conversa.
Disse que ele estava acostumado demais com aquela muleta que era ela, mas que as coisas mudariam. 
Falou-lhe que nunca mais choraria por ele, que nunca mais ele a humilharia, e que não precisava mais ir atrás dela. 
Por que ela também não iria mais correr atrás dele.     
André ao ouvir isto, ficou furioso, disse que ela estava confusa, que lhe daria um tempo para pensar, e que não precisava dar uma resposta naquele momento. 
Salientou que ela estava sendo precipitada. 
Rindo, comentou que ela sempre dizia isto para ele, mas com o tempo, acabava voltando.
Nisto, André segurou-a pelo braço e disse que ela não podia tê-lo esquecido.
Naiara pediu ao moço que a soltasse.
André segurou-a então, com mais força.


Samuel, de longe, viu a cena, e percebendo o perigo, perguntou a moça se havia algum problema.
Naiara disse que não. 
Comentou que o rapaz já estava de saída, e que iria sair do restaurante sem fazer alarde.
André, sem saída, acabou tendo que sair do recinto.
Naiara por sua vez, agradeceu o moço.
Retirou-se do restaurante, não sem antes pagar a conta.
Naiara saiu do local e caminhou até um ponto de ônibus.


Nisto, a moça entrou no veículo, e ficou pensando no que havia acontecido nas últimas semanas. Pensava em seus relacionamentos.  
Não parava de pensar nisto.        
Naiara, estava cansada de errar ...


E na praia, Naiara continuava caminhando a beira-mar.  
E lembrando-se do último término, estava disposta a tentar uma última vez.
Mas desta vez pensava: “Tem que ser a pessoa certa!”
Pensava que não era possível que não houvesse uma pessoa legal para ela. 
Afinal, constatou que não era uma pessoa ruim, e não era possível que ninguém prestasse. 
“Tem que ter pessoas boas neste mundo”, pensou. 
Deve ter um alguém para mim.
Em dado momento, ficou a imaginar como seria esta pessoa: 
Se acaso seria alto, de estatura mediana, magro, esportista, intelectual, cabelos lisos, ondulados, cacheados, crespos, moreno, branco, loiro, negro, etc., etc., etc.
Em seu pensamento vieram muitas imagens.  
Pensava, pensava, pensava, e não chegava a nenhuma conclusão.
Ficou a imaginar como seria esta pessoa.
Pensou, pensou, mas de fato não chegou a nenhuma conclusão.

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