A HISTÓRIA DE TODOS NÓS  


CAPÍTULO 4


O tempo foi passando ...
E mesmo conversando com sua amiga, Naiara não conseguia se desligar de todo deste assunto.   
Desta forma, Naiara ficou encucada com o insucesso de seus namoros. 
Pensava no assunto frequentemente.  
E assim, tal discernimento não foi imediato.
Naiara ficou muito tempo pensando neste assunto …


Foram diversos passeios, muitas caminhadas na praia, muitas reflexões. 
Inclusive em suas voltas do trabalho.   
Pensou muitas vezes nisto, por muitos meses.
Estava triste, e se perguntando por que escolhia tão mal seus namorados.
Não conseguia entender. 
Considerava-se uma pessoa boa, mas só atraia pessoas ruins. 
Achou que estava sem sorte.


Elen, mais uma vez, ao ouvir as palavras da amiga, em uma lanchonete, comentou que talvez ela devesse mudar o foco. 
Talvez se ela se dedicasse a outras coisas, teria tempo para pensar melhor em seus relacionamentos, e arrumar alguém melhor, sem pressa.
Naiara comentou que talvez ela tivesse razão.
Elen comentou também, ela devia aproveitar o momento para se divertir.
A garota comentou que estava estudando a Bíblia e que estava aprendendo muito.
Naiara respondeu que não sabia que ela era protestante.


Elen ao ouvir isto, começou a rir, contando que não era protestante e sim católica. 
Mas destacou que entendia a confusão, pois os católicos raramente eram vistos como pessoas que conheciam as Sagradas Escrituras. 
Enfim, católicos raramente eram vistos como pessoas dedicadas aos estudos bíblicos. Como pessoas que conheciam a Bíblia. 


Naiara começou então a perguntar que se havia um Deus que amava todos os seus filhos, por que coisas tão ruins aconteciam.
Elen comentou que existia o livre arbítrio, e que Deus não podia interferir nas escolhas dos homens, e que as pessoas escolhiam o caminho que queriam seguir.
Naiara retrucou dizendo que muitas pessoas sofrem com as consequências de atos de terceiros.
Elen respondeu que muitos acontecimentos não tinham respostas prontas, e que momentaneamente não conseguimos entender, mas que havia uma razão para aquilo. 
Salientou que de todo mal era extraído algum bem, e que as razões e desígnios de Deus nos eram desconhecidos.
Naiara argumentou que não conseguia entender isto.
Elen respondeu com sinceridade, que também não conseguia compreender alguns acontecimentos. Mas ressaltou que mesmo nas coisas mais ruins conseguia enxergar “a mão de Deus” agindo, e contornando a situação, para que uma coisa ruim se tornasse menos pesada. 
Dando forças para a pessoa aguentar o fardo, e para tornar o jugo mais suave, conforme ensinamento da própria Bíblia. 
Elen salientou que Deus não iria tirar a pessoa do problema, mas iria garantir meios da pessoa superar ou suportar a adversidade. 
Tornando o fardo leve, e assim o jugo se tornaria mais suave.     
Naiara por sua vez, dizia que não conseguia concordar.
Elen perguntou se Naiara tinha religião.
A moça respondeu que sim, que era católica, mas não era praticante.
Elen, ao ouvir isto, riu. 
Comentou que era a velha história do católico de IBGE.
Naiara não entendeu.
Elen explicou: 
- Católico de IBGE, é aquela pessoa que diz ser católica, quando é feito um recenseamento, mas não pratica de fato a religião. Tanto que se denomina não praticante.
É uma negação da fé, na verdade, uma apostasia, um ateísmo prático. 
É uma afirmação apenas para fins estatísticos.  
Naiara não entendeu nada.
Elen explicou que quem se diz católico, mas não participa de uma missa dominical, não reza, não segue os preceitos da igreja – de guardar domingos e dias de festa, por exemplo, não seguindo os mandamentos, não pode se dizer católico.
Naiara ficou perplexa. 
Disse que nunca pensou que ser católica exigisse tanta coisa.
Elen ao ouvir isto, respondeu que sim. 
Destacou que ser católico ou católica era algo bastante exigente. 
Mencionou que a religião era muito bela e rica. 
E que estudando e conhecendo a doutrina católica, a Bíblia, muita coisa se torna clara. 
E que muitas dúvidas se desfazem, assim como muitos enganos. 
Destacou ainda, que dúvidas e questionamentos são normais, assim como os questionamentos da amiga, a respeito de Deus, e sua justiça. 
Elen salientou que não é errado questionar, mas é preciso estudar para entender. 
Desta forma, Elen sugeriu que ela estudasse a Bíblia, que procurasse ler boas fontes de religião católica, pois ela começaria a entender melhor as coisas.
Naiara, ficou de pensar no assunto...          


E assim, em seu dia-a-dia, Naiara continuou a pensar.
Pensou no que Elen lhe falou, tanto em relação a namoros, como em relação a ser católica.  
Seus pensamentos no entanto, resultavam em incógnitas. 
Suas ideias estavam confusas ...     

 

Naiara por sua vez, pensando na vida, constatou que nos relacionamentos, também deveria haver admiração, carinho, respeito, interesses recíprocos, amor mútuo.
Naiara entendeu e pensou e mais uma vez, chegou a conclusão, que não deveria se encaixar em um lugar que não foi feito para ela, mas sim no coração de outra pessoa, e que esta pessoa deveria gostar dela, e não apenas querer tê-la por perto quando fosse conveniente, ou quando não tivesse outra opção.
Mas tal discernimento, como dito, não foi imediato.
Pensou nisto diversas vezes.
Naiara ficou muito tempo pensando neste assunto …


Pensou muitas vezes, por muitos meses …


Naiara estava triste, e se perguntando novamente, por que escolhia tão mal seus namorados.
Não conseguia entender. 
Considerava-se uma pessoa boa, mas só atraia pessoas ruins.
Por fim, deu-se conta de que estava sendo repetitiva, e prometeu a si mesma que passaria a pensar em outras coisas.
E assim, saiu novamente para caminhar ...  

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