A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 


CAPÍTULO 13

           

Com o tempo, ao final dos passeios, o  moço começou a convidá-la para ir para sua casa.
Naiara desconversava.
Dizia sempre que precisava voltar para casa.
Samuel por sua vez, já havia ouvido a história de namoro santo, mas embora tenha achado curioso, não levou a sério.
A moça percebendo a insistência dos convites, comentou que não poderia ir para a casa dele sem um motivo.
Samuel achou graça.
Pensando nisto, disse que ela precisava saber onde ele morava.
E assim, relatou que ela não precisava ficar preocupada, pois iria levá-la até lá durante o dia, e que se ela não ficasse confortável no local, eles poderiam sair e ir passear em algum outro lugar.
Naiara ficou desconfiada.
Samuel respondeu:
- Não precisa ficar preocupada!
Com tanta insistência, ao final de algum tempo, Naiara acabou concordando.


Nisto, a moça adentrou o prédio junto com Samuel.
Entraram em seu apartamento.
O moço lhe ofereceu um suco, mas Naiara recusou.
Samuel percebeu que ela não estava confortável.
Pediu para ela se sentar, que ele iria trazer um suco.
A moça sentou-se no sofá da sala, que era pequena, e ligada a também pequena cozinha.
Samuel trouxe o suco, e disse que morava sozinho no apartamento.
Perguntou se Naiara queria conhecer o restante da casa.
Pegou então a mão da moça, e puxou-a de leve; e enquanto ela pensava no que iria responder, Samuel lhe mostrou a cozinha, e a minúscula lavanderia.
Naiara ficou admirada com o apartamento ter área de serviço.
Samuel comentou:
- Foi um dos principais motivos para eu me decidir a ficar com este imóvel!
Naiara achou muito legal.
Nisto, o moço pediu para ela olhar para cima, e lá estava o quarto e o banheiro. 
Era uma suíte.


Naiara por sua vez perguntou se eles não poderiam sair para caminhar.
Samuel pediu para ela terminar de beber o suco primeiro.
Naiara bebeu, e em seguida perguntou se não poderiam sair.
Samuel concordou e saíram.
Nisto, o moço mostrou o bairro onde morava, para Naiara.
Ao se depararem com uma praça, a moça achou muito bonito o lugar, e pediu para darem uma paradinha no local.
Tiraram algumas fotos.


Depois caminharam mais um pouco, e Samuel mostrou outros lugares para Naiara.
Entre eles, outra praça, um monumento, alguns prédios históricos.
Em dado momento, andando de mãos dadas, Samuel comentou que ela não precisava ficar desconfortável.
Salientou que ela deveria se acostumar com a ideia de frequentar a casa dele, já que ela não era uma estranha.
Naiara por sua vez, respondeu que estava tudo bem.


Com isto, Naiara passou a frequentar o apartamento de Samuel.
Naiara às vezes ficava algumas horas, e depois ela e Samuel saíam para comer alguma coisa fora, em algum restaurante ou lanchonete.


Todavia, em dado momento, o rapaz preparou um almoço em seu apartamento.
Naiara admirou-se do moço saber cozinhar.
Samuel comentou sorrindo, que ela não sabia muitas coisas sobre ele.  
Naiara então perguntou se ele precisava de alguma ajuda.
Samuel perguntou se ela sabia cozinhar.
A moça respondeu que não, mas podia lavar uma louça, enxugá-la, guardá-la, e arrumar a mesa.
Samuel comentou rindo, que no momento não estava precisando de ajuda.
Mas convidou Naiara para entrar na cozinha e fazer-lhe companhia.
O rapaz comentou sobre o prato que estava fazendo.
Disse que era sua comida favorita.
Relatou que sua mãe havia o ensinado a cozinhar, e ensinado este prato que ele adorava.
Era strognoff.
O moço preparou a carne, cozinhando-a numa panela, colocou creme de leite, catchup e mostarda.
Também preparou o arroz e pediu para Naiara lavar algumas folhas, para preparar uma salada.   
Nisto, o almoço ficou pronto e Samuel serviu a mesa.
Naiara pegou os pratos, os talheres e duas taças.  
Nisto comeram e conversaram.
Depois lavaram a louça, enxugaram e guardaram.
Depois saíram.
Mais tarde, Naiara respondeu que precisava voltar para casa.
Samuel disse que levaria a moça até lá.
E levou Naiara de carro até sua casa.


Elen ao ver a amiga voltando de carro com Samuel, constatou que os dois estavam namorando firme.
Naiara em seu trabalho, comentou com Elen, que estava namorando o moço, e que até conhecia o apartamento dele.
Elen parabenizou a amiga.
Comentou que o namoro estava indo de vento em popa.
Naiara agradeceu.
Nisto perguntou como estavam ela e Caio.
Elen um pouco sem graça, comentou que ainda estavam se conhecendo.
Naiara achou graça.
Desejou sorte.
Comentou que ela era uma pessoa maravilhosa, e merecia ser muito feliz.
Elen agradeceu os votos de felicidade da amiga.
Respondeu que todos mereciam ser felizes.
Naiara concordou e sorriu.


Com o tempo, Elen passou a perceber que Naiara voltava cada vez mais tarde para casa.
Com isto, ao encontrar a amiga no trabalho, perguntou a ela, se estava tudo bem.
Naiara respondeu que sim.
Disse que ela não precisava se preocupar.
Elen desculpou-se, e respondeu que tudo bem.


Assim, o tempo foi passando ...
Elen por sua vez, estava saindo com Caio.
Inicialmente, foram ao cinema.
Encontraram-se no shopping.  
Caio perguntou se ela queria pipoca, refrigerante.
Elen respondeu que não.
O moço durante todo o filme, ficou próximo da moça.
Colocou seu braço, atrás dela.
Elen só ficou olhando.
Caio tentou beijá-la algumas vezes, mas a moça esquivou-se.
O moço ao final do encontro, quando haviam saído do cinema, comentou que ela era muito jogo duro.
Elen comentou então, que eles precisavam conversar um pouco.
A moça perguntou, se ele estava interessado em ficar com ela.
Caio respondeu que sim.
Elen comentou que era católica praticante, e que procurava seguir os preceitos de sua religião, e que um deles era a castidade.
Caio perguntou:
- Castidade? Católico não faz sexo?
Elen ao ouvir isto riu.
Comentou que não era bem assim.
Mencionou que no namoro não teria sexo, pois para os católicos praticantes, sexo fora do casamento é considerado pecado.
Caio ao ouvir isto, ficou chocado.
Pensou: “Como ficar sem sexo?”
A moça ao perceber isto, disse:
- Desculpe não ter falado isto antes com tantos detalhes. Mas não posso mentir! Se você quiser ficar comigo, vai ter que ser assim! Mas se isso for muito difícil, muito pesado para você, eu vou entender. Você não está obrigado a nada!
Nisto, Elen levantou-se da mesa, e fez menção de ir embora do local.
Caio a segurou pelo braço, e disse:
- Espere, eu ainda não respondi!
Elen sentou-se novamente.
O moço procurando medir as palavras, disse que nunca havia passado por isto, e que não sabia o que dizer, mas que estava interessado nela.
Mencionou novamente, que apenas, não sabia o que dizer.
Elen percebendo o nervosismo do moço, comentou que entendia a surpresa dele.
Disse que isto não era fácil.
Nisto, sugeriu que ele pensasse no assunto, e quando tivesse uma resposta, falasse com ela.  
Caio, disse que iria sim pensar no assunto.
Elen respondeu então, que ele pensasse bem no assunto, e que entenderia se ele não quisesse ficar com ela.
O moço, um pouco constrangido, abraçou a jovem.
Disse que iria ligar para ela, mas que precisava pensar no assunto.
Elen ficou surpreendida com a reação do moço.
Após alguns minutos, Caio se despediu da garota beijando seus lábios.
A moça ficou sem reação.
Caio disse tchau.
Acenou para Elen.       
A certa altura, caminhando, perguntou se ela não queria uma carona.
A moça respondeu que não.
Caio recomendou que voltasse para casa e tivesse cuidado.
Elen respondeu que não havia problema.


Com efeito, em questão de dias, o rapaz estava ligando novamente para a jovem, convidando-a para passear em um parque, no Ibirapuera.
Ao encontrar a moça, Caio, cumprimentou-a com um beijo no rosto.
Elen perguntou se ele estava bem.
Caio respondeu que sim.
Sugeriu que saíssem para caminhar.
A certa altura, o moço comentou que ficou a semana inteira pensando no que ela havia falado. Comentou que ficou tonto com tanta novidade.
Disse que pesquisou sobre o assunto para entender melhor.
Contou que pensou muito no assunto.
Confessou que chegou a pensar que ela estava tirando uma com a cara dele, zoando ele.
Porém, ao pesquisar, percebeu que era algo sério.
Nervoso, perguntou se o namoro santo, não tinha possibilidade de ser um pouco mais flexível.
Elen respirou fundo.
Comentou que namoro não era um carro, para ser flex.
Ressaltou que ou faria as coisas da forma correta, ou seria melhor nem começar o namoro.      
Caio ao ouvir o comentário da moça, pediu desculpas.
Disse que não iria ficar perturbando ela, com essas coisas.
Mencionou que gostaria de tentar o “tal namoro santo”.
Elen perguntou-lhe se tinha certeza disto.
Caio respondeu que sim.
Mencionou que havia gostado dela, que não tinha conhecido uma garota como ela, e estava disposto a enfrentar a situação.
Elen ao ouvir isto, disse que estava bem.
O moço ao ouvir isto, ficou feliz.
Perguntou:
- Isto é um sim?
Elen respondeu que sim.
Caio levantou a moça e comemorou.
As pessoas que passeavam no parque, ao verem a cena, tentaram disfarçar o riso.  
Elen sem graça, pediu para ele colocá-la no chão.
Caio, riu.
Concordou e deixou Elen no chão.
Nisto, o casal saiu para caminhar.
Andaram de mãos dadas.
Caio aproveitou algumas oportunidades para beijar a moça.
Elen às vezes era surpreendida, às vezes deixava.
No final do encontro, o moço deixou-a em casa.
Não sem antes se despedir e brincar dizendo:
- Estamos namorando!
Nisto, beijou a moça em frente à casa.
Aline, acabou vendo a cena.
Quando a filha entrou em casa, perguntou se ela estava namorando.
Elen surpresa, perguntou como ela sabia.
Aline rindo, disse que viu uma cena na janela.
E contou que nesta cena a mocinha era beijada pelo mocinho.
Elen ao ouvir as palavras da mãe, também caiu na risada.   
Comentou:
- Ai, mãe! A senhora não tem jeito!   

                 

Com efeito, certa vez, ouvindo música no apartamento do rapaz, Naiara acabou perdendo a hora, e quando percebeu, já era quase onze horas da noite.
Aflita, comentou que precisava se apressar, ou não conseguiria voltar para casa.
Samuel pediu para ela ficar.
Argumentou que estava muito tarde, e que era muito perigoso andar sozinha por São Paulo naquele horário.
Naiara insistiu, dizendo que precisava voltar para casa.
Samuel disse que ela podia dormir em sua cama, e que ele dormiria no sofá da sala.       
Nervosa, Naiara disse que preferia ir para casa.          
O moço insistiu que ela ficasse.
Disse que estava tarde, que não havia problema, que ela dormiria em seu quarto, e ele dormiria no sofá ou no chão.
Naiara se recusou.
Disse que não poderia desalojá-lo.
Samuel disse que não havia problema.
A moça respondeu que não podia, que não tinha roupa de dormir e nem escova de dentes.
A Samuel então, só restou concordar e levá-la para casa.
Não queria brigar com Naiara e nem tampouco, parecer inconveniente.
E assim, levou a moça de carro para casa.  


Em outra ocasião, Naiara e Samuel acabaram dormindo na sala.
Quando acordaram, já era de madrugada.
Naiara ficou em pânico, disse que tinha que voltar para casa.
Samuel disse que não seria possível, já que estava muito tarde.
Conversando, acabou convencendo-a dormir em sua casa.
Naiara então, dormiu em sua cama e ele dormiu no sofá da sala.
Por diversas vezes ele levantou-se, e foi até o quarto para ver se ela estava dormindo bem.
A moça nem percebeu o barulho na escada, bem como a aproximação do moço.


Quando Naiara voltou no dia seguinte para casa, sua família perguntou-lhe onde estava.
Naiara respondeu que estava em casa de uma pessoa conhecida.
Que não precisavam se preocupar.
Nisto sua mãe pediu-lhe apenas para avisar quando fosse ficar na casa de alguém.
Naiara prometeu que assim o faria.


Em outro encontro com Samuel, Naiara pediu-lhe desculpas e disse que preferia fazer um passeio na rua e depois voltar para sua casa.
Samuel respondeu que eles poderiam passar primeiro no apartamento, e depois sair para caminhar.
Naiara um pouco contrariada, concordou.
E assim, o moço preparou um almoço para eles, almoçaram e depois ficaram vendo série na televisão.
Em dado momento começou a chover.
Era uma chuva forte, com raios e trovões. 
O dia escureceu.
Naiara ficou preocupada. 
Indagou como faria para voltar para casa.
E a chuva não parava.
Samuel por sua vez, comentou que ela poderia dormir novamente em sua casa.
Prevenido, contou que havia providenciado alguns pijamas, escova de dentes, escova de cabelo e cremes para a moça.
Nisto, preparou uma salada para o jantar e comeram.
Naiara por sua vez, não parava de olhar para a janela.
Mas a chuva não cessava.
Em dado momento, Samuel perguntou a Naiara se ela não queria dormir.
Naiara então, percebeu que precisaria dormir novamente na casa do namorado.    
Ligou então para os pais, e avisou que por causa da chuva, não conseguiria voltar para casa, mas disse que não ficassem preocupados, pois iria ficar na casa de uma pessoa amiga.  
Nisto Samuel, arrumou a cama e chamou-a para dormir.
Naiara novamente dormiu na cama do moço, e ele no sofá.
Em dado momento do temporal, acabou a luz.


Naiara acordou e ficou tentando achar o interruptor.
Em vão.
Tateando, conseguiu descer a escada e continuou tateando, tentando chegar a cozinha.
Mas estando tudo escuro, perdeu a noção de onde ficavam os cômodos, e acabou esbarrando no sofá. Foi o suficiente para Samuel acordar.
Assustado, o moço perguntou o que havia acontecido.
Percebeu que estava tudo escuro.
Imediatamente perguntou a Naiara onde ela estava.
Naiara respondeu ainda massageando a perna:
- Acho que estou do lado do sofá. Estava tentando procurar uma vela.
Samuel sentou-se no sofá.
Tateando, achou a moça. Tocou em sua perna.
Naiara assustou-se, recuou, e acabou caindo.
Samuel ao ouvir um barulho, perguntou o que havia acontecido.
Naiara respondeu que havia caído.
O moço pediu-lhe desculpas:
- Me desculpe! Eu sou um desastrado! Deixa eu encontrar uma vela que eu te ajudo a levantar.
Nisto, Samuel levantou-se e tateando as paredes, chegou na cozinha, onde achou um pacote de velas; acendeu algumas e colocou-as no balcão.
Naiara então, levantou-se.
Agora massageava a perna e o quadril.
Samuel perguntou-lhe se havia se machucado.
- Acho que não! - respondeu.
Samuel perguntou-lhe se estava dolorida e ela respondeu que um pouco.
O moço foi então procurar um remédio para passar na área dolorida.
Naiara por sua vez, dizia que não precisava.
Samuel insistiu.
Ao ver a perna roxa, passou o remédio na perna, massageando-a.
A moça tentou se esquivar, mas Samuel foi mais rápido.
Aplicou o remédio na perna, e ficou massageando.                   
Enquanto massageava a perna de Naiara, Samuel disse que ela não precisava se preocupar, e que a mancha sairia rápido.
Pediu para que ela se sentasse.
Naiara sentou-se, e Samuel percebeu que ela havia machucado também o quadril.
Samuel entregou-lhe o remédio e instruiu que passasse também no quadril.
Nisto, Naiara foi até o banheiro passar o remédio.
Preocupado, o moço bateu na porta, e perguntou se estava tudo bem.
Naiara abriu a porta e disse que sim.


Ao sair dali, percebeu que a moça estava mancando.
Insistiu na pergunta.
Como Naiara dissesse que estava tudo bem, ele pegou a moça no colo e colocou-a na cama.
A moça se assustou com a atitude abrupta, mas depois agradeceu a gentileza.
Samuel antes, percebendo a dificuldade da moça em caminhar, ao vê-la subindo as escadas para usar o banheiro, perguntou se não precisava de ajuda, mas Naiara mancando, disse que não.
O moço no entanto, seguiu-a enquanto ela subia as escadas.
Segurava uma vela dentro de um castiçal.
Entregou a vela para a moça, e acendeu uma lanterna que havia encontrado na cozinha e deixado no bolso.  
Agora estava ajudando a moça a se acomodar na cama.
Naiara agradeceu.


Samuel disse então, que iria dormir no quarto com ela.   
Pediu desculpas, mas disse que iria dormir do lado dela.
Naiara se assustou, dizendo que poderia dormir na sala.
Samuel respondeu que se ela fizesse isso, ele também teria que dormir na sala, e ela teria dificuldades para usar o banheiro.
Sem alternativa, a moça acabou concordando.
Samuel prometeu que não encostaria um dedo nela.
Naiara demorou para pegar no sono.
Ficava o tempo todo olhando na direção de Samuel.
O moço, percebendo isto, pedia para ela dormir.
Naiara depois de alguns minutos, acabou dormindo.


O castiçal ficou então, em cima de um móvel do quarto.
Samuel por sua vez, ao perceber que Naiara havia dormido, ficou observando-a.
Por fim, acabou dormindo também.
A certa altura, ao acordar, perguntou a moça se ela estava sentindo-se bem, se estava com alguma dor, pois caso estivesse, quando amanhecesse, poderiam ir a um médico.
Naiara disse que não precisava.       
Samuel passou a mão em seu rosto.
Naiara voltou a dormir.
Samuel continuou do lado de Naiara.

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