A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 


CAPÍTULO 22



Elen certa vez, ao perceber a tristeza da amiga, perguntou se estava tudo bem.
Naiara respondeu que sim.  
Elen porém, não ficou convencida.
Contudo, não quis incomodar.
E assim, disse a amiga, que se estivesse precisando de alguma coisa, poderia falar com ela a qualquer tempo.
Naiara agradeceu, mas disse que não precisava se preocupar.
Elen lhe disse para ficar bem, e Naiara agradeceu.   


E assim, a moça ficou a semana inteira pensando em seus pecados, e em como faria uma boa confissão.
Ansiosa, Naiara não via a hora de se liberar de todo aquele peso.
Durante a semana, por algumas vezes Samuel ligou para a moça, perguntando novamente sobre os pecados, os mandamentos, e o que mais seria necessário para fazer uma boa confissão.
Naiara percebeu que ele estava um pouco nervoso, mas procurou acalmá-lo.
Disse que anotando tudo de forma objetiva, era só ler para o padre, que não teria como esquecer, e esquecendo-se de algo, era preciso mencionar em outra confissão.
A moça disse a ele que se confessar, não era nenhum bicho de sete cabeças.
Com isto Samuel aos poucos, foi se tranquilizando.        


E assim, conforme os dias passaram, finalmente o casal foi se confessar.
Ao final da confissão, Naiara sentiu que um peso era retirado de suas costas e Samuel entendeu por que a moça falava tanto da necessidade de se confessar.
Samuel teve a mesma sensação de alívio.
Comentou que era um conforto na alma.
Como um afago depois de uma falta e de uma bronca.


Naiara por sua vez, contou que ao se confessar, ficou envergonhada.
Mas depois, ao sair do confessionário, sentiu um alívio.
Comentou que durante a confissão o sacerdote deu uma “bronca” no casal, dizendo que eles não poderiam começar a construir uma casa pelo teto, e que tudo na vida tem um momento certo para acontecer. 
Contou que o sacerdote mencionou que esta passagem está em Eclesiastes, e sugeriu ao casal que lesse este livro da Bíblia como reflexão.
Ao final, o casal comentou o que padre havia dito, como recomendação para eles.
Perceberam que o sacerdote deu a mesma “bronca” em ambos.    
Samuel comentou que achou graça nas palavras do padre, mas prometeu a moça que iria seguir o tal preceito.
Prometeu a ela que leria o tal livro da Bíblia que o padre recomendou.  
Juntos foram à casa do moço.
Naiara tomou um suco na casa dele, e depois saíram para caminhar.  


E assim, como combinado, o casal leu o referido Livro da Bíblia.
Para isto, o moço foi uma Livraria Católica e comprou uma Bíblia.
Naiara ao ver a Bíblia no carro do moço, perguntou se ele a estava lendo.
Samuel comentou que estava lendo o Livro que o Padre havia recomendado que lesse depois da confissão.    
Naiara disse que também fizera a leitura do Livro.
E assim, cada um em sua casa, tratou de fazer a referida leitura.
Sentados em seus quartos, ambos leram o referido texto.   


Nisto, ao final de alguns dias, Samuel e Naiara, voltaram a se encontrar.
Passearam, e ao levá-la para casa, Naiara percebeu que ele estava um pouco ansioso.  
Samuel, por fim, comentou que estava pensando em marcar a data do casamento.
A moça ficou surpresa:
- Mas já?
Samuel retrucou:
- Não sei por que a surpresa, já estamos noivos há quase seis meses. E que eu saiba, noivado é uma etapa anterior ao casamento.
Naira respondeu rindo de nervoso, que sabia disto.
Desta feita, prometeu que pensaria no assunto.
Samuel então, sugeriu-lhe três datas.
E Naiara prometeu pensar nisto.      

      

Retomando seus pensamentos, Naiara percebeu então, que estava feliz, pois estava reconciliada com Deus.
Pensava: “A filha pródiga foi ao encontro do Pai, contou-lhe as faltas, e Ele a perdoou de todo o coração.”
Logo lhe veio a mente a canção, “Tudo É do Pai”:


“Eu pensei que podia viver por mim mesmo
Eu pensei que as coisas do mundo
Não iriam me derrubar
O orgulho tomou conta do meu ser
E o pecado devastou o meu viver


Fui embora, disse: Ó Pai, dá-me o que é meu
Dá-me a parte que me cabe da herança
Fui pro mundo, gastei tudo
Me restou só o pecado
Hoje sei que nada é meu
Tudo é do Pai


Tudo é do Pai
Toda honra e toda glória
É Dele a vitória
Alcançada em minha vida


Tudo é do Pai
Se sou fraco e pecador
Bem mais forte é o meu Senhor
Que me cura por amor


Tudo é do Pai 
Toda honra e toda a glória...


Tudo é do Pai 
Se sou fraco e pecador ...


Eu pensei que podia viver por mim mesmo ...


Fui embora, disse: ó Pai, dá-me o que é meu ...


Tudo é do Pai
Toda honra e toda glória ...


Tudo é do Pai
Se sou fraco e pecador ...


Tudo é do Pai
Toda honra e toda glória ...


Tudo é do Pai
Se sou fraco e pecador ...

(Composição: Frederico Cruz)"


Não tinha muita certeza se letra era exatamente assim, mas era o que lhe vinha à mente.


Também recordou-se de outra canção que tinha o mesmo tema, a qual se chama: "Este Pranto Em Minhas Mãos", e que ouvia quando era mais nova e dizia:


"Muito alegre eu te pedi o que era meu
Partir, um sonho tão normal
Dissipei meus bens e o coração também
No fim, meu mundo era irreal


Confiei no Teu amor e voltei
Sim, aqui é meu lugar
Eu gastei teus bens, ó Pai, e Te dou
Este pranto em minhas mãos


Mil amigos conheci, disseram adeus
Caiu a solidão em mim
Um patrão cruel levou-me a refletir
Meu Pai não trata um servo assim


Confiei no Teu amor e voltei ...


Nem deixaste-me falar da ingratidão
Morreu no abraço o mal que eu fiz
Festa, roupa nova, anel, sandália aos pés
Voltei à vida, sou feliz


Confiei no Teu amor e voltei
Sim, aqui é meu lugar
Eu gastei teus bens, ó Pai, e Te dou
Este pranto em minhas mãos


Confiei no Teu amor e voltei
Sim, aqui é meu lugar.
(Composição: Waldeci Farias, Carlos Alberto Navarro)"    

                  

Concluindo, Naiara chegou a conclusão  que todos nós somos “Filhos e Filhas Pródigas”, e que esta é uma “História de Todos Nós”.


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