A HISTÓRIA DE TODOS NÓS
CAPÍTULO 42
Caio ao ouvir isto, comentou que nos Avisos ao final da Missa, alguém falou sobre isto.
Curioso, mencionou que pesquisou o assunto, mas comentou que ainda assim, não entendeu direito sobre o que se tratava.
Um pouco constrangido, mencionou que ao ouvir trevas, pensou se tratar de algo macabro, relacionado ao satanismo.
Cláudio ao ouvir isto, comentou que no começo também uma ideia parecida, até alguém explicar-lhe o que era.
Animado, resolveu participar.
Até chegar a última que é levada atrás do altar, e após colocada de novo na estrutura.
Esta vela não é apagada, por representar Jesus, que é a luz do mundo.
Luz que não se apaga.
As demais velas são apagadas uma a uma, até restar somente uma vela.
Um estrondo, lembrando o terremoto ocorrido após a Morte de Jesus, é reproduzido através de efeitos sonoros.
Cláudio ficou encantado com a cerimônia.
O Ofício de Trevas, conhecido pelo termo latino Tenebrae (Escuridão ou Trevas) é uma cerimônia cristã celebrada nos três dias que antecedem o Sábado Santo.
Até 1970, o ofício era a forma prescrita para as Matinas e Laudes do Tríduo Pascal, as quais eram celebradas ao anoitecer do dia anterior.
Para este rito, era utilizado um candelabro de 15 velas dispostas em forma de triângulo, conhecido como tenebrário.
As velas, que representavam Jesus Cristo, os 11 apóstolos fiéis, a Virgem Maria, Maria Madalena e Maria de Cléofas, e vão sendo progressivamente apagadas, conforme progrediam as leituras de trechos bíblicos, até restar uma única vela acesa, a central.
Esta vela era então levada para atrás do altar, representando o sepultamento de Jesus, a luz do mundo.
Após, todas as luzes da Igreja eram apagadas, e um forte estrondo se fazia ouvir, rememorando os fiéis dos tremores de terra, e a escuridão que afligiram o mundo, quando da morte de Jesus.
A cerimônia tinha fim com o acendimento das luzes do salão, e a saída dos fiéis em silêncio.
Rindo, comentou que já estava ensinando as pessoas sobre os princípios da religião, e sobre algumas manifestações de devoção.
Ao ouvir isto, Cláudio falou para o garoto parar com o deboche.
Caio respondeu que não estava com deboche.
Mas por fim comentou:
- Quem te viu, quem te vê!
- Não enche! - respondeu Cláudio.
Este cordeiro deveria ser comido apressadamente com pães sem fermento, e o que sobrasse no dia seguinte, deveria ser queimado.
As portas untadas com sangue em seus batentes servia de sinal para o Anjo da Morte passar adiante. E assim, todos os primogênitos do Egito, homens e animais foram mortos.
E a nação lamentou.
Com isto, os judeus saíram ilesos.
Por fim, as famílias egípcias ofereceram presentes para eles, e todo um povo, partiu para o deserto.
Foram quarenta anos de peregrinação.
O sacerdote mencionou a Tentação de Jesus no Deserto, onde Ele jejuou por quarenta dias.
Quarenta, número simbólico, assim como o deserto, lugar de purgação.
Burilamento para a transformação, conversão, mudança de vida, a morte do homem velho, da mulher velha, para um homem novo, uma mulher nova.
Inicialmente, um cordeiro, um animal era sacrificado.
Após o Cordeiro, foi o próprio Jesus, que se sacrificou pelos nossos pecados.
Para que aí não fosse mais necessário o sacrifício de nenhum animal.
Ele o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.
Em outra leitura, o sacerdote mencionou a instituição da Eucaristia, com a fração do pão.
Destacou a leitura sobre a lavagem dos pés dos discípulos, e mencionou a humildade de Jesus, que Rei dos Reis, que se tornou servo dos servos.
Mencionou que em outra passagem, Jesus disse que o menor dos homens, o menor, o mais humilde de coração, será o maior no Reino dos Céus.
Destacou que é a humildade que torna alguém o maior no Céu.
O sacerdote ressaltou a necessidade da humildade.
E uma a uma, o sacerdote lavou os pés.
Com uma tina e uma jarra de alumínio, lavou os pés, um de cada vez.
Na sequência, os Apóstolos e Apóstolas, sentavam-se numa cadeira e estendiam o pé para ser lavado.
O sacerdote enxugou os pés.
Após, o Apóstolo ou Apóstola, voltava para o banco.
Ao término da Missa, uma Procissão e adoração a Jesus em uma Capela.
Acharam lindas as Missas e as Homilias.
Relembram da Paixão do Senhor, na Sexta-feira da Paixão.
E de que no início da celebração, se deita em sinal de penitência.
Na Homilia o sacerdote, mencionou a leitura do Profeta Isaías, que falou do Servo Sofredor, o Homem das Dores, de aspecto repulsivo, desfigurado, assemelhado um verme.
Mencionou que sua barba foi puxada, arrancada, e Ele nada disse, não gritou, blasfemou.
Aguentou tudo calado.
Não mencionou nenhuma palavra em sua defesa.
Sacrificou-se por nós, e como ovelha foi levado ao matadouro.
O padre mencionou que Jesus instituiu uma nova Classe Sacerdotal, da Ordem de Melquisedeque.
Nesta Missa a imagem de Jesus, que estava coberto por um pano roxo em sinal de luto e penitência, foi descoberta.
Jesus, representado em uma imagem, foi então beijado e adorado, em reparação a tantos males cometidos contra a Eucaristia, Confissões Mau Feitas, Comunhões Mau Feitas, Pecados, Sacrilégios.
Formou-se uma fila de fiéis para isto.
Marcos, Clara e Rodrigo também.
Com ele as velas e os círios foram acesos, em vigília por Jesus.
Jesus que é a Luz do Mundo.
Nisto, começou a Missa, o Sacerdote, os Ministros, Coroinhas e Acólitos, seguiram em procissão até o altar.
A assembleia que acendeu as velas e os círios do lado de fora da igreja, já estavam em seus lugares, segurando suas velas acesas.
Entoaram cânticos, apagaram as velas e seguiram as leituras.
Os animais servirão de alimento para o homem.
E a terra poderá ser cultivada.
E Deus viu que tudo era bom.
E ao final de cada leitura, um Salmo Responsorial foi cantado.
Abraão então, viu um cordeiro, e o utilizou para o sacrifício para Deus.
E novamente foi entoado um Salmo Responsorial.
Trata-se de um trecho de um Salmo da Bíblia, que foi adaptado e musicado, para ser cantado pela assembleia.
Na Terceira Leitura, os Judeus, em marcha para a Terra Prometida, são perseguidos pelos soldados egípcios.
O Anjo que os acompanhava, levou a coluna de nuvem para trás deles, e serviu de barreira entre eles e os egípcios.
Nisto Moisés recebeu o comando de Deus de usar sua vara e abrir o mar, dividindo-o em dois.
E os judeus caminharam pelo caminho do mar a pé enxuto.
Quando os judeus atravessaram o mar, os soldados egípcios investiram contra eles e avançaram mar adentro.
Mas suas rodas travaram e não conseguiram atravessar.
Por fim, foram cobertos pelas águas, uma profusão de cadáveres inundou o mar, após a passagem dos judeus em segurança.
E mais um Salmo Responsorial foi cantado.
Mas Deus se compadecerá dela, e a cidade será reconstruída e adornada.
Com apuro, beleza, esplendor e pedras preciosas.
E as pessoas não precisarão mais temer, pois não haverá mais flagelos.
E mais um Salmo Responsorial foi cantado.
Mesmo os desprovidos de bens materiais, poderão se fartar.
Orientação para não desperdiçar o salário com coisas inúteis.
Alimentos e bebidas serão para o deleite e revigoramento do corpo.
Nações acorrerão para Deus.
Povos que não conheceis, culturas que não sabeis, iram ao encontro de Deus.
Trata-se de um convite a conversão.
E da transformação de coração duro, para um coração contrito e arrependido, pois Deus operará sua salvação, a salvação dos homens.
O padre mencionou que a Bíblia é uma fonte de ensinamentos e de conversão.
Novo Salmo Responsorial foi cantado.
Novamente um pedido a conversão, uma mudança de atitude que os levará de volta a terra de origem.
Desta forma, obedeça a Deus e terá êxito, em teus intentos, em suas empreitadas.
E um novo Salmo Responsorial foi cantado.
Os judeus foram deportados e dispersos entre muitas nações, onde continuaram praticando suas iniquidades.
Mas Deus resolveu resgatá-los, não por merecimento, e os trará de volta em meio as nações, para mostrar o seu poder.
E deles retirará seu coração de pedra e os revestirá com um coração de carne.
E sobre eles será colocado um espírito novo, e assim ser dará uma metanoia, ou seja, uma conversão, ou ainda, uma mudança de vida.
Ao final da leitura, mais um Salmo Responsorial.
O sacerdote mencionou que passagem dos judeus pelo Mar Vermelho, que é considerava uma Prefiguração do Batismo, assim como o Dilúvio e a Arca de Noé.
Onde o homem ou a mulher velhos, são mortos no sentido figurado, dando lugar a uma mulher ou homem novos.
Trata-se de uma conversão, uma mudança de vida.
Destacou que não é apenas um ritual, é sim, um Sacramento de suma importância para os católicos.
Na Carta, há menção a morte de Cristo na Cruz, e a morte do homem e mulher velhos.
Que mortos pelo pecado, serão ressuscitados, pela Ressurreição e mérito da Crucificação de Cristo. Exortação ao abandono do pecado, e das más condutas, más ações.
Novamente referência a conversão, mudança de vida.
O abandono do pecado, da idolatria, adoração de falsos deuses, e dos crimes, pois a morte de Cristo, nos mostra que a morte não tem mais poder sobre nós, porque Ele venceu a morte, o pecado.
Ele se ofereceu em sacrifício para nós.
Maria Madalena e uma outra Maria, choravam.
Então o Anjo apareceu com aparência de raio, e pediu para que elas não temessem.
A seguir, Jesus apareceu a elas ressuscitado, e elas se prostraram diante Dele.
Recomendou-lhes que contassem a todos a Boa Nova.
Houve a Benção das Águas, com a Benção da Água Batismal.
Neste momento foi feita menção ao Espírito que pairava sobre as águas (passagem do Gênesis); o Episódio do Dilúvio; a Passagem dos Judeus pelo Mar Vermelho; O Batismo de Jesus nas águas do Rio Jordão.
“Que o Espírito Santo, por meio da água que foi abençoada, seja purificado da antiga culpa por esta água, e renasça pela água e pelo Espírito Santo para uma vida nova.
E assim, os que foram sepultados na morte com Cristo pelo Batismo, renasçam com Ele para a Vida Eterna, assim como Ele Ressuscitou.”
Em seguida, foram Renovadas as Promessas do Batismo, e feita a renúncia ao mau e a pecado, com a confirmação da fé, e de seus dogmas.
E depois, as velas foram novamente apagadas.
Houve a Fila da Comunhão, e os Ritos Finais.
Nessa época, foi realizado um mutirão de confissões.
E na igreja em que frequentavam, havia sacerdotes de outras paróquias para realizar a confissão.
Disse que poderia fazer este Exame verificando os Dez Mandamentos e os Pecados Capitais. Mencionou que se tivesse dúvidas, era só passar em exame as questões que mais nos incomodam e ficam a “martelar” em nossas cabeças, demonstrando ser um sinal de que algo está errado.
Elen mencionou que a Voz da Consciência nos indica o que é um erro.
Ressaltou que não devemos porém ser escrupulosos, considerando tudo pecado.
Salientou também, que uma questão levada a confissão, e tendo sido o pecado perdoado, não é necessário repeti-lo em uma nova confissão.
A menos que se pratique novamente o mesmo pecado.
Pacientemente a moça, explicou os Dez Mandamentos.
Caio começou a anotar as palavras da moça.
Fez muitas perguntas a ela.
Confessou os pecados diante do sacerdote.
Elen e Aline, também mostraram ao moço que anotaram seus pecados.
E também confessaram.
Por fim, cumpriram sua penitência, e depois voltaram para suas casas.
Onde Cristo se fez pecado para nos libertar do jugo e da escravidão do pecado, nos mostrando o caminho para uma nova vida.
No início da Missa foi realizado o Ato Penitencial:
“Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões.
Por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa.
E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.”
Os fiéis, pensando nisto, entregam a Deus seus Pecados Veniais, que alcançam o perdão durante este Rito na Santa Missa.
"Senhor, que viestes salvar
Os corações arrependidos
Kyrie eleison, eleison, eleison
Kyrie eleison, eleison, eleison
Os pecadores humilhados
Christe eleison, eleison, eleison
Christe eleison, eleison, eleison
Junto a Deus Pai que nos perdoa
Kyrie eleison (eleison), eleison, eleison (eleison)
Kyrie eleison, eleison, eleison (eleison)."
Pedro e João adentram o túmulo de Jesus e viram que o corpo não está ali.
O sacerdote em sua Homilia, mencionou as dificuldades do cotidiano, e que assim como Cristo foi crucificado, todos também temos a nossas cruzes para carregar no dia-a-dia.
E assim nos assemelhamos a Jesus.
Mencionou ainda, a necessidade de conversão, e que temos o poder de fazer com o que fazem conosco o que quisermos, mas sempre podemos escolher não fazer o mesmo mal que nos fazem.
Ressaltou que Cristo, foi deveras maltratado, humilhado, e mesmo sofrendo com isto, não devolveu o mal, fazendo o mal.
Muito pelo contrário, maltratado, só fez o bem.
Salientou que na Bíblia tem uma passagem em que alguns interpretam errado, que estabelece que quem se humilha será exaltado.
A moça comentou que muita gente diz que os humilhados serão exaltados.
Mas não, o correto é: “É quem se humilha será exaltado.”
Caio comentou que ela entendia muito do assunto.
Aline, respondeu que sim.
Era nítido o orgulho que sentia da filha.
Elen comentou com a turma, que estando todos devidamente confessados, se pode alcançar indulgência plenária, com o perdão dos pecados e com a possibilidade de se cortar o purgatório neste dia.
Todos da turma, comentaram que estavam confessados.
Elen sugeriu que rezassem o Terço da Misericórdia as quinze horas.
Pois esta era a Hora da Misericórdia.
A hora onde as maiores graças são concedidas.
Mencionou que Jesus disse a Santa Faustina, que esta era a sua última Tábua de Salvação.
Todos participaram da Missa, cada qual em sua Paróquia, e em muitas igrejas, foi feita apresentada a imagem de Jesus Misericordioso.
Em outra leitura, o padre mencionou, que Cristo apareceu para os Apóstolos menos para Tomé, e os mesmos contaram da aparição de Jesus, mas Tomé não acreditou e mencionou que gostaria de provas de que se tratava de Cristo, para acreditar.
E Cristo se apresentou diante dele.
Tomé tocou Nele e em seu lado aberto.
Jesus então exortou-o para que tivesse fé.
E mencionou que felizes os que não precisaram ver para crer.
O padre comentou que estes, eram os fiéis que frequentavam a igreja, e acreditavam pela fé que lhes foi ensinada e desenvolvida com a frequência na igreja, acompanhando os Ritos, a Liturgia, tendo vida de oração.
Mencionou a doação de Jesus, que não economizou, não poupou-se.
Destacou que se as pessoas tivessem a verdadeira percepção deste sacrifício, reclamariam menos de suas dores, e de suas cruzes.
Ressaltou que a beleza da criação mostrava o esplendor da misericórdia de Jesus.
Relatou que na pintura são mostrados o sangue e a água que irradiam de seus raios de misericórdia. E que só um Ser de Misericórdia, se preocuparia com tantos detalhes, em derramar tanta bondade sobre nós.
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