A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 


CAPÍTULO 14


Só acordaram quando o dia já ia alto.
O primeiro a se levantar foi Samuel.
Desceu e foi preparar o café da manhã.
Como Naiara não acordasse, foi até o quarto chamá-la, para tomar o café.
Perguntou se estava tudo bem.
Naiara então sentou-se na cama.
Samuel percebeu que a moça ainda estava com dor.
- Não melhorou não? Né! - perguntou.
Naiara respondeu que estava um pouco melhor.
O moço achou melhor levou o café para o quarto, em uma bandeja.
Naiara tentou argumentar que iria descer, mas ele não deixou.
Comentou se ela sentia dor para sentar-se numa cama macia, como iria descer para sentar numa cadeira dura? Destacou que ela acabaria forçando ainda mais a perna e agravando o problema.
Nisto, levou o café para o quarto.
Brincou que ela estava ficando muito mal acostumada.
Foi então que pegou um pedaço de melão e levou a boca da moça.
A certa altura, a moça riu dizendo que havia machucado a perna e o quadril, mas que poderia segurar a comia.
Samuel rindo, desculpou-se.
- Tá certo! Pode comer sozinha, eu deixo!


Terminado o café, Samuel levou a bandeja para baixo.
Retornando ao quarto, Samuel perguntou se ela não queria ir ao pronto socorro, tirar um raio-x para ver o que havia acontecido, se não fraturou nada.
Naiara disse que não.
Samuel ainda insistiu um pouco, mas percebendo que Naiara não iria atender seu pedido, disse que não a levaria para casa enquanto não melhorasse.
A moça tentou argumentar, mas ele disse que do jeito que ela estava, não seria confortável andar de carro.
Naiara argumentou que precisava trabalhar no dia seguinte.
Samuel respondeu então:
- Se você continuar sentindo dor, amanhã eu vou levar você em um pronto socorro, e você vai pedir um atestado para não trabalhar.
- Mas como eu vou explicar isto em casa? - protestou.
- Naiara! Eu não vou te levar para casa deste jeito! Descanse! Se quiser, pode dormir mais um pouco. Avise seus pais por telefone, que você não vai poder voltar para casa hoje.
Lembrando-se que tinha que comprar umas coisas para casa, Samuel comentou que precisava ir ao mercado, mas que voltaria rápido.
Prevenido, comentou que como ela não poderia acompanhá-lo até a porta, destacou que precisava deixar o apartamento trancado, e ela estava proibida de descer as escadas.
Ressaltou que qualquer problema, poderia ligar para ele, já que estava levando o celular.
Nisto, deu um beijo na fronte da moça, desceu as escadas, e pegou sua lista de compras. 
Samuel ficou olhando o quarto, e percebeu que a moça deitou-se novamente.
Pensou: “Menos mal.”
Saiu e trancou a porta.


No mercado, Samuel escolheu frutas, legumes e verduras.
Comprou alguns doces, biscoitos, bolachas, alguns salgados e bebidas.
Também comprou arroz e feijão, farinha, e um pouco de carne.
Voltou cerca de uma hora e meia depois.
Naiara continuava dormindo.
Quando chegou deixou as compras na cozinha, em cima do balcão.
E foi olhar a moça.
Depois, guardou as compras no armário da cozinha.


No mercado, ficou o tempo todo olhando o celular.
Em casa, fazia tudo de modo cuidadoso, para não acordá-la.
Samuel ao terminar seus afazeres, aproximou-se e colocou a mão na fronte de Naiara.
Percebeu que a moça estava um pouco quente.
Samuel procurou um termômetro, e encontrou-o em uma gaveta.
Com isto, aproximou-se da moça, e pedindo desculpas, disse que precisava medir sua temperatura.                 
Naiara acordou confusa.
Nisto, Samuel segurou o termômetro debaixo de sua axila.
Sentou-se na cama para chamá-la.
Tirou o termômetro e percebeu que ela estava um pouco febril.
Perguntou se ela não queria tomar um banho.
Naiara respondeu que sim.
Samuel perguntou se conseguia tomar banho sozinha.
A moça respondeu que sim.
Samuel respondeu então:
 - Tudo bem! Eu vou deixar shampoo, condicionador, máscara, no banheiro para você! O que mais você precisa?
Naiara comentou que precisava de um sabonete facial.
Samuel comentou que não tinha, e nem tinha se preocupado em perguntar do que ela estava precisando.
Com isto, pegou um bloco de notas e anotou o nome do produto que ela usava.
Naiara disse, que shampoo para lavar bebês também servia.
Samuel disse que tinha um produto desses em casa.
Procurou e deixou no box para a moça.
Nisto, Samuel perguntou se precisava de mais alguma coisa.
Naiara disse:
- Nada! Hidratante facial, eu tenho na bolsa.
- Você usa hidratante facial também? - perguntou.
- Sim, para pele oleosa.
O moço pediu para ela mostrar. 
Anotou o nome do produto.
Também perguntou o nome do sabonete facial que ela usava.
Naiara respondeu.
Samuel perguntou se havia mais algum produto de beleza que ela usava e que ele deveria saber o nome e para que servia.
Naiara achou engraçada a preocupação do moço.
Samuel não entendeu.
A moça explicou que nenhum dos namorados dela havia se preocupado com isto.
Comentou que gostou da atenção e da gentileza.
Nisto, respondeu o que usava, o nome dos produtos e a finalidade. 
Mencionou a necessidade de protetor solar facial.
Constrangida, contou até que usava sabonete intimo.
Afinal o moço não queria saber de todos os produtos que usava?
Samuel ficou surpreso.
- Existe isto para vender? Sabonete comum não limpava tudo? – perguntou.
Ao ouvir isto, Naiara ficou entre constrangida e com vontade de rir.
Mas não segurou o riso.
Samuel riu junto.
Comentou que as mulheres precisavam de muitas coisas.
E que para ele apenas um sabonete já era o suficiente.
Nisto, Naiara pegou uma toalha emprestada do moço, e foi até o banheiro.
Fechou a porta.
Ligou o chuveiro e começou seu banho.


Enquanto isto, o celular da moça começou a tocar.
Sem jeito, o rapaz pegou o telefone e atendeu.
Era Sandra, a mãe da moça, preocupada com a demora de Naiara em voltar para casa, e com a falta de notícias.
Samuel atendeu:
- Alô!
Sandra perguntou:
- Quem está falando?
- Desculpe, a senhora é a mãe da Naiara?
- Sou. E você, quem é!?
- Eu sou o Samuel! E não sei se a senhora sabe, mas eu sou o namorado de sua filha.
Sandra tomou um susto.
Naiara não havia contado que estava namorando.
Confusa, chegou a se perguntar se o namorado dela não era o André.
Samuel percebendo silêncio, perguntou, se ela o estava ouvindo.
Sandra, respondeu:
- Desculpe! Você disse que se chama Samuel?
- Sim. Desculpe a falta de jeito, mas por conta da chuva, a Naiara precisou dormir aqui.
- Sim, mas a chuva já acabou faz tempo e a luz já voltou há algum tempo. - retrucou ela.
- Sim, eu sei. Mas Naiara, durante a noite, procurando uma vela para iluminar o ambiente, acabou trombando no sofá, e sem querer, acabou perdendo o equilíbrio e caindo no chão. Nisto, ela se machucou um pouco, e eu achei melhor ela não ir embora ainda.
Ao ouvir isto, Sandra assustou-se:
- Como assim ela se machucou, e nem ligou para me avisar? - perguntou brava. - E o senhor, o que fez? Levou-a ao pronto-socorro pelo menos?
- Então...! A Naiara não quis ir! - respondeu o moço.
- Como não quis ir? O senhor pode passar o telefone para ela por favor? - indagou Sandra, um pouco irritada.
Sem jeito, Samuel respondeu:
- Não posso!
- E por que o senhor não pode? - respondeu Sandra já irritada.
- É por que ela está no banheiro! Mas eu prometo que assim que ela sair do banho, eu aviso da sua ligação e ela com certeza vai ligar de volta para a senhora. Desculpa o mau jeito, mas eu já avisei ela para descansar. Já que ela não quer ir para o pronto socorro, se quiser pode dormir bastante, e amanhã eu a levo no pronto-socorro, mesmo contra a vontade dela.
Sandra, ficou surpresa com a resposta.
- Como assim? Ela não vai voltar para casa hoje?
- Desculpe senhora, mas se ela não melhorar da dor, eu não vou levá-la para casa agora não. Ela está com um pouquinho de febre e o corpo um pouco dolorido.
Sandra perguntou se ela não fraturou o cóccix.
Samuel, respondeu que achava que não, mas só uma radiografia poderia mostrar.
Nervosa, a mulher pediu o endereço dele, e respondeu que ela e o marido iriam até o apartamento buscar Naiara.
Samuel, sentindo-se desrespeitado, retrucou:
- Olhe, desculpe senhora! Mas eu não vou passar o meu endereço neste momento não! A senhora está nervosa, eu entendo, mas isto não é motivo para me desrespeitar não! Eu não sou um cafajeste e sua filha não é uma criança! Eu estou cuidando dela, e se ela não foi até um pronto socorro ainda, foi por que ela não quis. Ela é adulta, e eu não posso obrigar uma pessoa adulta a fazer o que não quer! Aliás, eu até poderia, mas eu não acho isto, certo. Afinal de contas, eu acabei de dizer que não sou um cafajeste, e portanto eu respeito as pessoas. Mas de qualquer forma, eu entendo sua preocupação. Então, eu vou falar com ela, e tentar convencê-la a ir no pronto socorro ainda hoje, está bem? Fique calma, que eu não vou fazer nenhum mal a sua filha. Eu não a empurrei, não a machuquei, pode ficar tranquila, foi um acidente. Pois bem, eu vou conversar com ela e pedir também para ligar para a senhora de volta. Ela só não ligou antes, por que estava dormindo.
Sandra enquanto ouvia a justificativa do moço, ficou comentando com o marido, que ele estava escondendo alguma coisa dela.
José pediu então para falar com o moço.
Sandra então, passou o telefone para ele.
José então pediu desculpas e se apresentou.
Disse que era o pai de Naiara, e comentou que estava preocupado com a demora da filha em voltar para casa.
Samuel perguntou o nome dele, que prontamente respondeu, assim como falou o nome da esposa, Sandra.
Samuel disse então:
- Desculpe senhor! Desculpa mesmo o mau jeito, não era assim que eu gostaria que os senhores me conhecessem. Mas é que Naiara está um pouco machucada e eu achei por bem ela não voltar deste jeito para casa. Espero que não tenha havido nenhum mal entendido quanto a isto! Mas se os senhores quiserem ver a moça, eu converso com Naiara, pergunto se ela quer recebê-los aqui. Enquanto ela não melhorar um pouco, eu não quero deixá-la sozinha.
José ouviu tudo com paciência.
Também pediu o endereço do moço, mas prometeu esperar Naiara ligar de volta, para ir até o local.
Sandra comentou que isto era o cúmulo.
José pediu para ela se acalmar.
Por fim, José agradeceu e encerrou a ligação.


Samuel estava um pouco nervoso.
Perguntou-se não havia sido rude com a mãe da moça.
Pensou: “Nem bem comecei a namorar, e já me indispus com a minha sogra.”
Nisto a moça saiu do chuveiro.
Estava com o mesmo pijama com que havia dormido.
Estava de banho tomado, cabelo arrumado.
Nisto, Samuel comentou que os pais dela haviam ligado.
Naiara tomou um susto.
Havia se esquecido de ligar para eles novamente.
Samuel comentou que Sandra estava brava, e sabia que ela havia se acidentado e se recusado a ir ao pronto socorro.
Disse também que eles tinham o endereço do apartamento e que ela precisava ligar para dizer se iria para o pronto socorro ou não, e também para dizer se eles poderiam ir até lá ou não.
Naiara ao ouvir isto, ficou sem jeito e confusa.
Samuel, com paciência, disse que ela precisava se decidir.
Insistiu que ela deveria ir ao pronto socorro.
Naiara disse que não.
O moço comentou que ela iria precisar de um atestado, para não ir trabalhar.
Ao vê-la caminhando, notou que ela ainda mancava, e sentia dor ao sentar-se.
Ressaltou que ela não ia poder trabalhar daquele jeito.
Naiara respondeu que não poderia atrapalhar sua rotina.
Beijando os lábios da moça, ele disse, que se ela quisesse, a levaria para casa antes de trabalhar. 
Mas que querendo ou não, ela teria que ir ao pronto socorro antes.
Sem alternativa, a moça acabou concordando em ir ao pronto socorro.
Mas antes ligou para os pais.
Contou que estava bem, apesar da dor, pois havia dado uma trombada no sofá da casa de Samuel, e perdido o equilíbrio e caído no escuro.
Pediu desculpas aos pais, por não ter informado que o namoro com André havia acabado de vez, que agora estava namorando Samuel, e que estava na casa do atual namorado.
Comentou que a chuva a havia impedido de sair da casa.
Disse ainda que Samuel havia a convencido de passar no pronto socorro, e que eles não precisavam se preocupar, pois se o médico desse atestado, ela voltaria para casa na segunda-feira, já que Samuel estaria trabalhando e não poderia deixá-la sozinha.
Argumentou que eles não precisavam ir buscá-la na casa de Samuel, e que estava tudo bem.
A esta altura, o moço pediu, licença.
Disse a ela que queria conversar com seus pais.
Naiara disse que Samuel queria falar com eles.
E assim, entregou o telefone para ele.
Samuel, então, contou aos pais dela, que segunda-feira a levaria para casa, mas que no final do dia iria visitá-la para ver como estava, e que gostaria de se apresentar a eles, e pedir desculpas pela forma desajeitada como se conheceram.
José ficou admirado.
Pensou: “Nenhum namorado de Naiara tivera este cuidado.”
Nisto comentou:
- Que isto! Não foi sua culpa. É que minha Naiara também é um pouco estabanada, tenho que dizer! Vai se preparando! - finalizou rindo.
Samuel riu também.
E comentou:
- Eu percebi, quando chutou o sofá em que eu estava dormindo!
José caiu na risada.
Naiara comentou que não viu a menor graça nisto.
Por fim, desligaram o telefone.
Sandra, comentou:
- Já vi que você ficou amigo deste moço, sem nem o conhecer!
José explicou que Naiara voltaria para casa na segunda-feira, e que ele passaria no fim do dia para visitá-la.
Assim, poderiam conhecê-lo.


Com isto, Naiara precisou trocar de roupa.
Samuel separou a roupa que ela estava usando no dia seguinte.
Naiara voltou ao banheiro e se trocou.
Dolorida, teve um certo trabalho, mas sem graça, não pediu ajuda.
Samuel então, levou-a ao pronto socorro.
Não sem um certo desconforto para a moça.
Ao lá chegar, Naiara conseguiu ser atendida rapidamente, pois estava com um pouco de dor.
Foi feito um raio-x e verificou-se que ela havia fraturado o cóccix.
Samuel conversou com o médico.
Depois os dois foram comprar os remédios que o médico receitou.
E Samuel, percebendo que Naiara usava a mesma roupa do dia anterior, perguntou-lhe se estava bem, e se ela poderia ir com ele ao shopping.
Naiara não entendeu bem o porquê da ida ao shopping, mas disse que se não demorasse muito, poderia ir sim.
E assim foram.
Caminhando pelos corredores e vendo as lojas, Samuel levou a diversas lojas de departamento, onde pediu para ela escolher algumas peças.
Naiara não entendeu.
Samuel relatou que iria comprar algumas roupas para ela.
A moça respondeu que não precisava.
Samuel retrucou dizendo que precisava sim, e que ela poderia escolher o que quisesse, que ele iria pagar.
Como o moço ficasse parado esperando ela escolher, comentou que se ela não se decidisse, ele mesmo iria escolher.
Naiara então, percorreu a loja e escolheu algumas peças.
Samuel percebendo que ela só escolhia blusas, perguntou se não queria um macacão, vestido, calças, saias.
O moço viu algumas peças, e percebendo que poderiam servir, colocou na sacola que Naiara carregava.
Em dado momento, perguntou se ela ainda estava sentindo dor, visto que ela continuava mancando.
Naiara disse que sim.
Samuel perguntou se ela conseguiria provar as roupas.
Ela disse que iria tentar.
A vendedora, ouvindo a conversa, perguntou se estava tudo bem, e por que ela estava mancando.
Samuel comentou que ela havia se machucado, e estava com dificuldades de se movimentar.
Pediu uma ajuda a vendedora.
Perguntou se pela experiência que ela tinha, seria possível ter uma ideia se o tamanho das peças seria o correto para alguém com o tipo físico dela.
A vendedora sugeriu que ela vestisse uma das peças, e caso ela ficasse bem no corpo, poderia medir todas as peças nela, e assim, teria uma ideia se ficaria bem ou não no corpo.
Ao ouvir isto, Naiara pensou em desistir da compra, mas Samuel insistiu.
Chegou a sugerir que poderia ajudá-la a se vestir, caso fosse necessário.
Naiara disse que não precisava.
Perguntou se não podiam voltar outro dia.
Samuel retrucou dizendo que já estavam ali, então que se ela escolhesse algumas peças, pois pagaria e poderiam voltar para casa.
Sem opção, Naiara concordou.
Disse que ele era bem teimoso.
Samuel riu.
Perguntou a vendedora, se ele poderia entrar com Naiara.
A moça respondeu que sim.
E assim o casal entrou no provador.
A vendedora disse a outra funcionária, que permitisse a entrada.


Nisto Samuel e Naiara entraram no provador e fecharam a porta.
Naiara sem graça, disse que ele poderia ir; pois ela conseguia se vestir sozinha.
Samuel disse então, que ficaria de costas, e caso ele precisasse, ele iria ajudá-la.
Nervosa a moça perguntou:
- Você não vai virar para olhar?
- Só se você me pedir para ajudar!
Nisto a moça ficou de costa para ele, e tirou com uma certa dificuldade sua roupa.
Não sem antes pendurar as peças, com a ajuda dele.
E assim foi provando as peças.
Samuel ia perguntando se haviam ficado boas.
E conforme se vestia, as que ficavam boas ela colocava em um monte, e as que não ficavam boas em outro.
Quando chegou na última peça, a moça precisou pedir ajuda de Samuel para retirar a peça que estava pendurada.
Samuel pegou e entregou a moça.
Elogiou-a, dizendo que estavam muito bonita com aquele vestido.
A moça agradeceu, um pouco sem jeito.  
Nisto, Naiara então tirou a penúltima peça provada, e provou a peça de roupa que faltava.
Nisto, Samuel perguntou se a peça havia ficado boa.
Naiara disse que sim.
Samuel então recomendou-lhe que ficasse com a peça.
Percebeu que ela estava cansada.
Naiara concordou.
- Te aloprei muito com minha ideia de compras!? - perguntou ele preocupado.
- Não! - disse Naiara.
Mas Samuel percebeu o sacrifício que foi para ela, para que naquelas circunstâncias provasse as roupas.
Um pouco arrependido, comentou que podia ter pego as medidas dela e arriscado a comprar, mesmo sem ela experimentar.
Mas argumentou que uma oportunidade como aquela, talvez não acontecesse tão cedo.
Ainda assim, pediu desculpas.
Ao saírem do provador, Samuel informou a quantidade de peças, e que algumas peças, ela já estava usando.
Com isto, Samuel pagou as peças.
Saíram da loja e foram direto para casa.
Em casa, a moça disse que estava cansada e que iria dormir.
Samuel disse que iria preparar alguma coisa e que levaria para o quarto, para ela comer.
Ao ver que a moça iria dormir sem a trocar a roupa, perguntou se ela não queria ajuda para se trocar.
Naiara disse que já havia trocado muitas vezes de roupa naquele dia.
Samuel sentindo-se culpado, pediu desculpas novamente.
Nisto, comentou que ela iria amassar a roupa dormindo daquele jeito.
E assim pediu para ela levantar o braço.
E puxou a blusa que ela estava usando.
Pegou um cabide do armário e pendurou a blusa.
Ajudou a tirar a calça. E também pendurou no cabide.
Nisto, pegou o pijama e ajudou-a a vestir-se.
Nisto, acomodou Naiara na cama e ajeitou a coberta.
Deu um beijo no rosto dela e disse para que dormisse bem.
A moça, bem que tentou se esquivar da ajuda de Samuel, mas o moço foi logo pedindo para ela levantar o braço.
Samuel ficou parado esperando o gesto.
Naiara, percebendo que ele não iria sair dali, levantou o braço.
Mas ficou bem constrangida em ficar só de lingerie na frente do moço.
Samuel fez de conta que não reparou no constrangimento da moça, e continuou auxiliando-a se trocar.
Por fim, desceu.


Samuel pegou as roupas e cortou todas as etiquetas.
Em seguida colocou-as no guarda-roupa.
As roupas que Naiara usava, já teve suas etiquetas cortadas na loja.
Com muito cuidado, o moço abriu o guarda-roupa e guardou as peças em cabides.
Enquanto guardava as peças, olhou para a moça, que dormia um sono profundo.
Foi aí que percebeu que precisava comprar calcinha e sutiã.
Constrangido, pensou em como iria saber as medidas da moça para poder comprar.
Pensou então no tamanho das peças que comprou para ela e anotou as medidas. 
Em seguida, fechou a cortina, e deixou o quarto mais escuro.
Samuel chegou perto da moça e percebeu que ela continuava dormindo.                                                                                                       
Desceu e preparou o almoço.
Decidiu fazer uma sopa.
Em uma bandeja, levou a sopa para Naiara.
Acordou a moça.
Naiara tomou a sopa.
Enquanto comia, a moça percebeu que Samuel não estava comendo.
Perguntou se já havia almoçado.
Ele respondeu que não.
Naiara perguntou se ele não iria comer.
Samuel respondeu que mais tarde.   
Naiara respondeu:
- Não senhor! Vai comer agora comigo! - E começou a oferecer a sopa para ele.
Samuel ia fazer menção de que não queria comer, mas ela colocou a colher com sopa na boca dele.
Fazendo piada começou  dizer:
- Olha o aviãozinho!
Samuel começou a rir.
- Você não tem jeito!
E começou a comer as colheradas que ela oferecia.
Naiara por fim agradeceu, e disse que a sopa estava muito boa.
Beijou Samuel.
O moço correspondeu.
Em dado momento, Naiara sinalizou então para parar.


Samuel perguntou se ela estava com dor, e a moça respondeu que sim.
O rapaz preocupado, pegou a bandeja e colocou na mesinha ao lado.
Em seguida perguntou se ela não gostaria de dormir mais um pouco.
Naiara respondeu que precisava esperar um pouco para dormir, pois havia acabado de comer.
Samuel então lembrou-se que precisava ligar para os pais dela, e avisar que já havia passado no médico.
O moço pegou o celular da moça e lhe entregou.
Depois desceu.


Naiara ligou então para a mãe, e contou que já havia passado no médico, já havia almoçado, e iria tomar os remédios que o médico havia passado.
Sandra perguntou o que havia acontecido.
Naiara contou novamente da chuva, da falta de luz, de ter descido as escadas do apartamento tateando no escuro, de ter topado no sofá da casa do namorado, e depois ter tropeçado e caído no chão.
Com isto, acabou se machucando.
Sandra perguntou-lhe se não havia sido agredida.
Naiara respondeu que não.
Comentou que Samuel ficou preocupado, insistiu para levá-la ao médico, e agora estava cuidando dela.
A mãe perguntou se não queria que ela fosse vê-la.
Naiara disse que não precisava, que estava tudo bem, e que na segunda-feira iriam se ver.
Comentou que havia pego alguns dias de atestado médico, e que precisava avisar que na segunda-feira não iria poder ir trabalhar.
Sandra então, percebeu que havia sido grosseira com o rapaz.
Perguntou se Samuel estava com ela.
Naiara respondeu que ele estava na cozinha.
- Entendo! - respondeu Sandra.
Insistiu mais uma vez com a filha, se ela não queria voltar para casa.
Naiara respondeu que estava cansada.
Mencionou que foi ao pronto socorro, fazer exame, passar por um médico.
Comentou ainda que Samuel levou-a ao shopping.
Ao ouvir isto, Sandra ficou admirada. Indagou o porquê disto.
Naiara comentou que ele fez uma surpresa, comprando algumas roupas para ela.
Ao dizer isto,  percebeu que havia falado demais.
Com isto, comentou que estava ficando com sono, e que na segunda-feira iriam encontrar-se. Pediu desculpas, e disse que iria desligar.
Nisto, Naiara deixou o celular ao lado da cama, e procurando acomodar-se da melhor maneira possível, deitou-se na cama.
Como não tinha posição para ficar sentada, acabou dormindo.
Quando Samuel retornou ao quarto, percebeu que ela estava dormindo.
Questionou:
- Mas ela não disse que ainda não poderia dormir?
Nisto, sentou-se ao lado da cama, e ficou observando o sono da moça.
Com isto, ele também acabou dormindo.
Mais tarde, ao acordar, Naiara percebeu Samuel ao seu lado na cama, levantou-se de sobressalto.
O movimento brusco causou-lhe dor.


Samuel ao vê-la de pé, perguntou se estava tudo bem.
Um pouco assustada, Naiara respondeu que sim.
O moço percebeu então, que também havia dormido no quarto.
Naiara perguntou se ele havia dormido lá, e Samuel respondeu:
- Parece que sim! Apaguei!
Naiara respondeu que a noite, dormiria no sofá.
Samuel respondeu que não.
Incomodada, a moça respondeu que estava desalojando-o.
O rapaz respondeu que ela estava machucada e que não seria educado fazer isto.
Comentou que estava tudo bem, e que não precisava se assustar, por que ele não faria nada à força. Salientou que não era de seu feitio agir contra a vontade das pessoas, e realizar atos sem o consentimento delas.
Naiara ficou constrangida e pediu desculpas.
Samuel respondeu que estava tudo bem, mas que ficaria ofendido, se ela continuasse agindo daquela forma com ele.
Nisto, aproximou-se da moça e a abraçou.
Naiara aos poucos, abraçou-o de volta.
Por fim, Naiara pediu para descer, pois não aguentava mais ficar deitada.
Samuel ajudou-a a descer as escadas.
Para Naiara foi custosa a descida.


Quando terminaram de descer, Samuel perguntou se não queria que a carregasse na volta.
Naiara disse que não.
Comentou que seria complicado subir com ela.
Samuel então, ajudou Naiara a se acomodar no sofá.
Mas qualquer posição ficava desconfortável para ela.
Com isto, ajeitou almofadas e trouxe um travesseiro do quarto.
E assim, assistiram séries.
Diversas vezes Samuel percebeu Naiara dormindo.
Jantaram, e continuaram assistindo séries.
As horas foram passando, e o casal acabou dormindo abraçado na sala mesmo.
Quando Samuel acordou já era de madrugada, e não querendo acordar Naiara, continuou na mesma posição.
Mais tarde, sentindo necessidade de ir ao banheiro, pensou que teria que acordá-la.
Notando que ela dormia profundamente, pensou em carregá-la para o quarto.
E tomando todo o cuidado para não acordá-la, assim o fez.
Primeiro deitou a moça no sofá, e a seguir, foi puxando-a para si e levou-a para o quarto.
Deitou-a na cama.
Ao fazer isto, percebeu que a moça fez uma expressão de dor.
Quase sussurrando, pediu desculpas, e terminou de ajeitá-la na cama.
Cobriu-a com um cobertor.


Nisto, foi ao banheiro.
Por fim, ao sair do banheiro, apagou a luz do quarto e acendeu a luz do corredor.
Samuel, dormiu novamente na sala.
De manhã, Naiara espantou-se ao acordar na cama.
Perguntou-se como havia chegado até lá, pois não se lembrava de ter dormido no quarto.
Pensando nisto, constatou que o rapaz havia levado-a até lá.
Curiosa pensou no trabalho que deve ter dado.
Nisto, o moço que dormia na sala, levantou-se.
Samuel foi até o quarto.
Perguntou a moça se precisava de ajuda para se arrumar.
Naiara respondeu que não.
Samuel ajudou a guardar as roupas dentro do armário, e Naiara escolheu algo para se vestir.


Naiara, tomou um banho e se arrumou.
O moço preparou o café da manhã.
E enquanto a moça tomava seu leite e comia um pão, Samuel aproveitou para se arrumar.
Como a cama já estivesse arrumada, separou a roupa que iria usar no trabalho, entrou no banheiro, tomou banho, e se vestiu.
Com isto, desceu, Samuel tomou seu café, separou os itens que iria levar para seu trabalho.
Naiara e ele, desceram de elevador até a garagem.
Samuel, levou Naiara para casa.
Abriu a porta para a moça, ajudou-a a descer do carro.
Percebeu a expressão de dor no rosto dela.
Samuel perguntou se ela precisava de alguma coisa.
Naiara respondeu que não.
Com isto a moça, pegou a chave de casa e abriu o portão.
Disse a Samuel que ele poderia ir trabalhar.
O moço respondeu que só sairia, após vê-la entrar em casa.
Nisto a moça despediu-se agradecendo, com um beijo no rosto dele.
Naiara acenou e entrou em casa.


Elen que passava na rua, viu a cena.
E pensou, que o namoro estava firme mesmo.
Continuou caminhando.


Nisto, Samuel entrou em seu carro, e foi para o trabalho.


Naiara ao entrar em casa, percebeu que seus pais estavam dormindo.
Entrou em seu quarto e fechou a porta.
Aproveitou para dormir mais um pouco, pois ainda sentia muita dor ao sentar, caminhar, e até para dormir.
Deitou em sua cama, e acabou adormecendo de novo.
Quando Sandra e José se levantaram, acharam que a moça ainda não tinha voltado da casa de Samuel.
Com isto, foram abrir a porta do quarto de Naiara, e perceberam que a moça estava dormindo.
Ansiosa, Sandra iria acordá-la, mas José não permitiu.
A mulher ainda tentou argumentar que precisava perguntar o que estava acontecendo, mas José disse-lhe que poderia perfeitamente perguntar em outra hora, e que Naiara precisava descansar.
Nisto, puxou a mulher para fora do quarto e encostou a porta para Naiara ficar mais sossegada.
A moça então, dormiu por longas horas.
Quando acordou e viu o adiantado da hora, Naiara levantou-se assustada, sentiu uma fisgada e lembrou-se de que estava machucada.
Lembrou-se de ligar para seu chefe e avisar que ficaria alguns dias de licença.


Mais tarde, Naiara almoçou com os pais, e contou o que havia sucedido.
Por fim, resolveu tomar um banho e trocou de roupa.
Durante o dia, a moça contou aos pais mais detalhes do que havia acontecido.


No final do dia Samuel foi visitá-la.
Quando o moço entrou na sala, Naiara assustou-se.
Samuel perguntou:
- Você não sabia que eu vinha visitá-la?
Naiara respondeu que não.
O moço insistiu que ele comentou na frente dela que iria visitá-la no final do dia.
Dando um beijo em sua testa, disse que ela havia se esquecido.
José e Sandra caíram na risada.   
José comentou que a maior interessada não sabia da visita.
Samuel ficou um pouco sem graça.
Tanto que pediu desculpas.
Naiara respondeu que estava tudo bem.
Samuel então contou sobre seu trabalho.
Falou que trabalhava em um escritório de advocacia.
Curiosa, Sandra perguntou após, como haviam se conhecido.
Naiara, ficou apreensiva.

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