A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 


CAPÍTULO 20

    

Nisto, Samuel ficou a pensar em como faria, para contar a Naiara que estava pensando nesta possibilidade.  
Pensou em fazer um pedido surpresa, mas chegou a conclusão de que ela poderia não gostar, e desistiu.
Pensando, pensando, Samuel chegou a conclusão de que seria direto, que contaria a ela sua intenção, sem rodeios.
Assim o fez, ao buscá-la em seu trabalho.
No caminho, conversando com Naiara, Samuel perguntou há quanto tempo estavam namorando.
A moça respondeu que há quase um ano.
Surpreso, o homem comentou:
- Há quase um ano? Como o tempo passa rápido!
- Por que? - perguntou a moça.
Samuel pensando respondeu:
- É que precisamos comemorar… Bem, eu estive pensando … Nós estamos juntos há algum tempo … Seus pais já me conhecem …        
Naiara percebeu que ele estava hesitante.
Curiosa, perguntou se ele estava querendo dizer alguma coisa.
Samuel respondeu:
- Eu? Sim… É que estava pensando, já é tempo de ir para um outro momento no nosso relacionamento… - nervoso, estava tentando escolher as palavras, mas enfim, decidiu ir direto ao ponto - Bom…, eu estava pensando, em como seria, se nós nos casássemos!
Naiara ficou perplexa.
- Casar? Como assim?
Samuel ficou um pouco surpreso com a reação da moça:
- Você não estava esperando por isto, não é?
Naiara respondeu de forma sincera:
- Não!
Samuel comentou:
- Foi um pouco repentino mesmo. Mas vendo que a gente gosta de coisas parecidas, gosta da companhia um do outro, e eu já conheço sua família! Eu não vejo problema, a menos que você ache que está muito cedo para isto!
O moço disse estas palavras, mas estava ansioso.
Naiara retrucou que não sabia o que responder.
Samuel por sua vez, disse que não a estava pressionando, e que ela poderia responder quando tivesse uma resposta.
Naiara prometeu pensar no assunto, mas disse que a resposta poderia demorar um pouco.
Samuel disse que teria paciência.


E assim, depois de algum tempo, em um jantar oferecido pelo moço, Naiara respondeu que sim, aceitava o pedido dele, desde que o pedido ainda estivesse de pé.  
Samuel ficou feliz com as palavras da moça.
Comentou há tempos estava esperando uma resposta, e que estava quase perdendo a esperança de ouvir um sim.
Naiara ficou espantada, perguntou se ele havia desistido do pedido.
Rindo, Samuel comentou que não.
Feliz, disse que precisavam sair para comemorar.
Convidou então Naiara para jantar fora, mas a moça disse que precisava voltar para casa, e sim, aceitava jantar com ele no final de semana.
E assim fizeram.
Samuel fez uma reserva em um restaurante.
Levou a moça para comer frutos do mar.
Naiara usava um macacão verde, algumas bijouterias que ele havia comprado para ela, e sapatos de salto.
Ao vê-la toda arrumada, Samuel comentou que ela estava linda como sempre.
Samuel abriu a porta do carro para a moça entrar, e no restaurante ajeitou a cadeira para ela sentar-se.   


Com isto, apreciaram a apresentação de dança, comeram, se divertiram.
Mais tarde o moço, levou Naiara para casa.
Mas não sem antes, dar um presente para a moça.


Isto por que, durante a semana, escolheu um par de alianças de noivado.


Antes havia levado a moça para uma loja, em um dos passeios que costumavam fazer juntos.
Nisto, Naiara escolheu algumas bijouterias, entre elas alguns anéis, e assim, o moço descobriu o tamanho do dedo da moça.
E assim, foi só mais tarde em uma joalheria, e escolheu um dos anéis, conforme o tamanho do dedo da namorada.
Auxiliado pela vendedora da loja, escolheu um modelo de joia delicado, e comentou que queria fazer uma surpresa para a noiva.


Nisto, no restaurante, o moço pediu ao garçom - em um momento em que Naiara foi ao toilette -, para fazer uma surpresa.
Conversando com o garçom, Samuel, pediu para o moço colocar a caixa da aliança junto com o prato pedido pedido pela moça.
O garçom concordou, solícito com o pedido.
E assim, quando o prato da moça foi entregue, Naiara percebeu que havia uma caixinha no meio da comida.
Achou linda a apresentação, e perguntou a Samuel o que era.
O moço pediu para ela abrir.
Naiara comentou que parecia uma caixinha de joia.
Nisto segurou a caixa e abriu.
Pegou o anel.
Neste momento, Samuel pediu para segurar a caixa e colocou joia no dedo da moça.
Feliz, comentou que ficou perfeito.
Naiara perguntou como ele descobriu que o anel teria que ter aquele tamanho.


Depois, pensando um pouco, lembrou-se que ele levou-a para experimentar algumas bijouterias, entre elas alguns anéis.
Ao se recordar disto, comentou admirada:
- Você fez tudo isto de caso pensado! Você não dá ponto sem nó!
Samuel riu e mostrou o anel que trazia no dedo.

 

Quem estava ao lado, riu do comentário da moça.
Alguém no restaurante, comentou com o namorado, que ele poderia seguir o exemplo, do rapaz que presenteou a moça com um anel de noivado.    
E ouvindo isto, outras pessoas riram.
Outra pessoa perguntou se era um pedido de noivado.
Samuel respondeu que ela já havia aceitado o pedido que ele havia feito, semanas antes.
Um outro, mais, engraçadinho, comentou que ele deveria fazer um discurso.
Sem alternativa, o moço entrou na brincadeira, levantou-se e comentou que estava feliz com o noivado, que havia encontrado uma garota sensacional, e que tinha certeza que o relacionamento dos dois seria um sucesso, pois ambos estavam determinados em fazer as coisas darem certo.
Nisto, o restaurante inteiro, aplaudiu o discurso, e Samuel sentou-se novamente a mesa.
Todos disseram parabéns ao casal.
Com isto, transcorreu a apresentação musical, e até os dançarinos homenagearam o casal, que riu, jantou, conversou e depois foi embora.   
Feliz, Samuel levou a moça para casa.


Com efeito, quando os pais de Naiara souberam que ela estava noiva, parabenizaram a filha.
Elen quando soube, também ficou feliz pela amiga, e comentou que também estava começando um namoro, e que as coisas estavam caminhando bem.
Naiara ao ouvir isto parabenizou a amiga.
Desejou-lhe que fosse muito feliz, e que encontrasse o seu José.
Elen ao ouvir as palavras da amiga, achou graça.
Naiara acrescentou que gostaria de ser convidada para o próximo casamento, que seria o dela.
Elen comentou que a amiga não tinha jeito mesmo!
Em seguida, as garotas riram.


Certa vez, Samuel comentou que Naiara, havia deixado algumas roupas no apartamento, e perguntou se ela não iria buscá-las.
A moça educadamente, disse que não havia necessidade.
Samuel disse que ela poderia passar rapidamente por lá, e que não havia problema.
Naiara respondeu que iria outro dia.
O moço, paciente, entendeu a moça.


Ainda assim, de vez em quando, convidava a moça para ir a seu apartamento.
Certa vez, a moça acabou convencida por Samuel a ir até o local.
O moço resolveu mostrar seus dotes culinários aos pais dela.
E Sandra e José, finalmente conheceram a residência do rapaz.
A mulher achou tudo muito ajeitadinho.
José também achou que os espaços eram bem distribuídos, e davam uma sensação de amplitude.
Naiara fez companhia ao moço, enquanto cozinhava.
Sandra comentou que só recentemente soube que ele cozinhava.
Relatou que Naiara era uma negação na cozinha.
A moça ficou sem graça com o comentário, respondendo que Samuel já sabia que ela não cozinhava.
O rapaz respondeu que embora não soubesse cozinhar, Naiara sempre o auxiliava na cozinha.
Ora lavando as louças, enxugando e guardando, ora arrumando a mesa, cortando alguns legumes, mexendo panelas, etc.  
Sandra porém, comentava que ela devia aprender a cozinhar.
Samuel cochichou no ouvido da sogra, que iria ensinar a moça a cozinhar.
Sandra riu.
Mas vendo que Naiara o auxiliava na cozinha, pensou: “Tudo é possível!”    


Com efeito, pensando nos momentos ao lado de Samuel, Naiara recordou-se do dia em foi até o apartamento do moço, entretida em conversas e assistindo séries, e acabou novamente, perdendo a hora.
Ao olhar o relógio percebeu que estava muito tarde, e não tinha como voltar para casa de transporte público.
Samuel comentou que se ela quisesse, ele a levaria para casa, embora não achasse uma boa ideia, tendo em vista o adiantado da hora.
Constrangida, Naiara concordou.
Mencionou que vivia numa cidade violenta, e que não iria se arriscar a atravessar a cidade de madrugada.
Samuel disse que ela iria dormir em sua cama.
Naiara tentou retrucar, mas ele disse que iria dormir novamente no sofá, e recomendou que ela ligasse para casa, ou deixasse uma mensagem para não deixar seus pais preocupados.
A moça comentou que deixaria uma mensagem para eles.
E Sandra foi a primeira a ler,  e respondeu dizendo para filha ficar bem.
José também leu a mensagem, e disse para ela não demorar para voltar para casa.


Nisto a moça vestiu um pijama.
Disse que ia dormir.
Samuel deu um beijo na moça, que tentou se esquivar.
O moço puxou-a para junto de si.
Nesse momento, Naiara correspondeu o beijo.
O moço continuou beijando-a.
Segurou-a e levou-a para o quarto, onde continuaram se beijando.
Abraçaram-se.  
Samuel tirou sua blusa.


Pela janela da sala, se via uma claridade, que iluminava o ambiente.
Pelo quarto, havia roupas espalhadas pelo chão.
Quando Samuel acordou, ficou incrédulo.
Não estava acreditando que estavam dormindo juntos, na mesma cama.
Entre incrédulo e feliz, ficou observando a moça enquanto dormia.
Ajeitou a coberta, pois fazia muito frio e Naiara estava sem roupa, com o corpo parcialmente exposto.
Com isto, a moça começou a espirrar.
Em dado momento, Samuel abraçou a moça, que ainda dormia.
Ajeitou o cobertor.
Depois de algum tempo Samuel voltou a dormir.
Naiara despertou.


Ao olhar o ambiente, Naiara, recordou-se do que havia acontecido.
Ao perceber as roupas jogadas e no chão, deu-se conta do que havia se passado.
Isto por que, por alguns instantes, achou que estava sonhando.
Constatado que havia dormido com o noivo, ficou desesperada.
Tentou levantar-se da cama, mas não conseguiu, pois Samuel a segurava.
Pacientemente, tentou acordá-lo, mas o homem dormia como uma pedra.
Como não conseguiu despertá-lo, Naiara começou a ficar nervosa, e começou a chorar.
Nisto, ao ouvir o choro da moça, Samuel acabou acordando.
Sorriu para ela.
Olhando o rosto dela, porém, percebeu que ela estava chorando.
Ao notar isto, depois de algum tempo, Samuel perguntou-lhe o que estava acontecendo.
Naiara respondeu entre lágrimas, que não devia ter feito o que fez.
Samuel ficou perplexo com a reação da moça.
Perguntou o que estava acontecendo com ela.
Naiara explicou-se:
- Nós não devíamos ter ido para cama antes de casar. Isto é pecado!
O moço ficou sem reação. 
Sem saber o que dizer, comentou que este era o caminho natural para um casal que se amava, e que inclusive estavam prestes a se casar.
Disse que não havia nada demais nisto, e que estava muito feliz por estar ali com ela. 
Ressaltou que não havia, e não via, problema algum nisso.
Naiara respondeu:
- Samuel, tem problema sim! Eu sou católica, e para quem é católico praticante, que segue a religião de verdade, isto é pecado! E pecado mortal, matéria grave. Com minha conduta, a cada vez que eu cometo um pecado, eu estou mandando Cristo para cruz novamente, eu estou flagelando Ele de novo!
Samuel não compreendeu o que ela estava dizendo.
Naiara pediu então para que ele a soltasse, para que pudesse se vestir, e eles pudessem conversar melhor.
O moço tentou beijá-la novamente, mas a garota se esquivou.
Naiara pediu desculpas e insistiu para que ele a soltasse.
Por um momento, o rapaz não a soltou.
Naiara pediu novamente desculpas, e chorando disse que estava arrependida.
Samuel ficou magoado.
Disse que como noivo dela tinha direito a ter intimidade com ela, e insistiu que estavam noivos, que não era um cafajeste, e que não iria abandoná-la.
Salientou que gostava dela e que ele não estava arrependido de nada.
Naiara, tocou o rosto do moço, beijou de leve os lábios dele.
Samuel ficou sem reação.
A moça pediu novamente desculpas.
Disse que não queria ofendê-lo, que tinha consciência de que não havia feito nada sozinha, e tampouco havia sido forçada a fazer o que não queria.
Samuel perguntou se ele havia maltratado ela, sido bruto, ou qualquer coisa do gênero.
Naiara disse que não, visto ele foi muito gentil com ela.
Constrangido, o moço perguntou se ela não havia gostado.
Sem graça, a mulher disse que não era nada do que ele estava pensando.
Comentou um pouco envergonhada, que passar a noite com ele não havia sido ruim.
Mas salientou que questão era outra:
- Sexo não é algo ruim, só que não era para acontecer agora. Você não entende! Sexo é só depois do casamento... Eu devia estar vivendo um namoro santo, e eu falhei!
Samuel ouviu as palavras da moça, viu suas lágrimas, sua tristeza.
Tocou em seu rosto, beijou sua fronte.
Um estremecimento tomou conta dele, e percebendo isto, soltou a moça.
Pediu desculpas, sentou-se na cama.
Sem jeito, vestiu sua calça. Disse que sairia do quarto.


Naiara disse que não precisava.
Sentou-se na cama.
Estava trêmula.
Samuel perguntou se ela não queria tomar um banho.
Naiara disse que sim.
Samuel explicou que havia umas coisas que havia comprado para ela.
Comentou constrangido, que não tinha calcinha, pois não tivera tempo de comprar.
A moça disse que não havia problema.
Samuel perguntou o tamanho da peça que ela estava usando.
Constrangida, a mulher respondeu.
Nisto, Naiara levantou-se enrolando-se no lençol.
Samuel separou uma toalha e a moça foi para o chuveiro.
Quando a moça entrou no banheiro, Samuel recolheu as roupas dela.
Levou as peças para a área de serviço.
Quando a moça saiu do banheiro, percebeu que suas roupas não estavam no quarto.
Abriu as portas do guarda-roupa, e escolheu uma roupa para vestir.
A seguir, descendo as escadas do apartamento, encontrou Samuel preparando o café da manhã. Perguntou de suas roupas, e ele comentou que havia posto para lavar.


Samuel então, serviu a moça, que comeu pouco.
O homem perguntou se estava tudo bem.
Naiara respondeu que o que aconteceu não devia ter acontecido.
Novamente pediu desculpas a ele, e comentou que se as coisas estavam pesadas para ele, podia terminar o relacionamento com ela.
Destacou que ela iria entender se ele não quisesse continuar a namorá-la.
Samuel ofendeu-se, comentou que não era um trapo velho para ser descartado.
Relatou que relacionamento não era só sexo, e que gostava dela.
Chateado, comentou que ela o estava tratando como um cafajeste que só havia se aproximado dela para ter relação sexual, e nada mais.
Naiara ficou perplexa.
Olhou-o com espanto.
Desculpou-se novamente.
Samuel respondeu:
- Chega de desculpas! Você não fez nada sozinha! Eu também tenho responsabilidade sobre o que aconteceu!… E se você me deve desculpas, eu também tenho que me desculpar. Afinal de contas eu forcei um pouco a barra! Mas eu não fui um cafajeste, eu só queria ficar um pouco mais com você…
Naiara tentou interrompê-lo, mas Samuel continuou falando, disse que não estava arrependido, e que se pudesse faria de novo.
Comentou que se sentia atraído por ela, que ela era bonita, atraente, e que ele gostava muito dela. Salientou que eles não usaram nenhum método contraceptivo, e que ela estava dispensando ele, mas que poderia estar grávida.
Ao ouvir isto, Naiara se desesperou.
Não havia pensado nisto.
Nervosa, disse que precisava fazer alguma coisa.
Samuel ao perceber isto, começou a rir.
A mulher ficou ainda mais nervosa.
Tentando acalmá-la, Samuel comentou que para fazer qualquer tipo de exame, precisava de algum tempo, ou não seria possível detectar uma possível gravidez.
Samuel então, pediu para ela se acalmar, pois ela não estava falando coisa com coisa.
Naiara voltou a chorar.
Samuel a abraçou.
A moça tentou se desvencilhar, sem êxito.
O rapaz disse-lhe então que ela não precisava ter medo, pois ele não iria forçá-la a fazer o que não queria, e que mesmo atraído por ela, iria esperar quando ela decidisse ficar com ele.
E não iria forçar nenhuma situação.
Naiara ficou espantada.


Samuel, percebendo o nervosismo da moça, comentou que a noite tinha sido maravilhosa, e que eles iriam se casar, portanto não havia problemas.
Naiara retrucou dizendo que ele não havia entendido nada.
Samuel respondeu que entendeu sim.
E nisto, perguntou se havia uma forma de reparar o que ela entendia ser um pecado.
Naiara recuperando um pouco da calma, disse que precisava se confessar.
Samuel pediu para ela marcar a confissão, pois ele iria junto.
Diante da insistência da moça, Samuel prometeu também se confessar.
Pediu para que ela ficasse calma, e não ficasse de cinco em cinco minutos pedindo para terminar.
- Tá! - disse Naiara concordando.


Naiara então, ao rememorar estas lembranças, sentiu muita tristeza.
Começou a chorar.
Entendeu que o que fizera não estava certo.
Arrependida, sentiu-se como uma filha pródiga, que precisava voltar a casa do pai.
Percebeu que não construiria um relacionamento saudável com Samuel queimando etapas, e que tudo tinha seu tempo.
O moço por fim, ao ver o sofrimento de Naiara, também concordou.
Naiara percebeu então, que ele estava se segurando, e que estava respeitando sua vontade.


Com o tempo, Naiara fez um teste de gravidez, e sentiu um grande alívio ao perceber que não estava grávida.
Ao ver o teste dar negativo, Naiara chorou de alívio.
Ficou tão aliviada que assim, que pode, contou ao namorado que não estava grávida.
Quando o moço soube, comentou:
- Tá vendo? Não tem que ficar sofrendo por antecipação!
E nisto abraçou-a.
Por fim, pediu desculpas.
Disse que na hora nem pensou em método contraceptivo.


Neste momento, Samuel comentou que precisavam fazer exames e decidir qual método contraceptivo, iriam utilizar.
Ao ouvir isto, Naiara comentou:
- Então ... nós católicos, não podemos impedir o nascimento de uma vida. Então… não usamos nenhum método contraceptivo, com pilulas, camisinha, etc.
Samuel ficou espantado:
- Todas as relações são sem camisinha?
“Que interessante!”. Pensou, mas não verbalizou.
Mas depois preocupado, perguntou:
- E como fazer para não ter filhos?
Naiara relatou que os métodos para não ter filhos, eram todos naturais.
Samuel ficou assustado.
Por um momento se viu cercado de muitos filhos.
A moça ao perceber isto, comentou que eles poderiam usar um método natural.    
Naiara notou que ele ficou preocupado.
Tentando tranquilizá-lo, disse que poderiam procurar um instrutor para auxiliá-los.
Samuel mesmo hesitante, concordou.
Comentou que casamento era uma coisa mais complicada do que pensava.
Naiara perguntou se ele realmente estava certo, de que queria se casar.
Samuel respondeu que sim.       


Naiara, por sua vez, ao lembrar-se destes acontecimentos, também recordou-se dos seus estudos, e dos ensinamentos que tivera, como do Castelo Interior, bem como de suas inúmeras moradas.
Ao todo sete.
Percebeu que agora que já estava há algum tempo em sua caminhada, os embates se tornaram maiores, as tentações e as provas também, como a que havia passado recentemente com seu namorado.
Percebeu que adentrou a Primeira Morada, e que muitas coisas que a tiravam do sério, passaram ser-lhe mais leves, ou pelo menos, menos complicadas.
Enfim, estava conseguindo administrar melhor suas frustrações no trabalho, o stress no transporte público.
Nos momentos de deslocamento, aproveitava para ler alguma coisa.
Mas outros desafios apareciam.
E as tentações passaram a ser maiores.
Ao assistir uma formação sobre o assunto Vida Interior e Espiritualidade, entendeu que já estava se encaminhando para a Segunda Morada.
Rindo, chegou a conclusão que evolução espiritual era igual a um jogo de videogame, conforme mudava de fase, iam aumentando as dificuldades.
Ao comparar espiritualidade com um jogo, pensou no absurdo que era a comparação, mas conseguiu ver uma lógica neste processo.
Pois afinal, as dificuldades aumentavam, não diminuíam.
Pensar nisto lhe deu um pouco de medo, pois se no começo da caminhada as coisas estavam difíceis, imagina no final da estrada.  
Durante a pregação, constatou que se tratavam de Sete Moradas, e que havia um longo caminho a ser percorrido, e que ela estava no começo desta jornada.
E estava de fato, um pouco temerosa.
Mas pensando no assunto, Naiara constatou que não poderia mais voltar atrás.
Então só restava seguir em frente.
Lembrou-se então, de uma música, “Segura na Mão de Deus”:


“Se as águas do mar da vida quiserem te afogar
Segura na mão de Deus e vai
Se as tristezas desta vida quiserem te sufocar
Segura na mão de Deus e vai


Segura na Mão de Deus,
Segura na Mão de Deus,
Pois Ela, Ela te sustentará
Não temas segue adiante, não olhes para trás
Segura na Mão de Deus e vai …


Segura na mão de Deus ...


Se a jornada é pesada
E te cansa a caminhada
Segura na mão de Deus
E vai
Orando, jejuando, confiando
E confessando
Segura na mão de Deus
E vai 


Segura na mão de Deus ...


O Espírito do Senhor
Sempre te revestirá
Segura na mão de Deus
E vai
Jesus Cristo prometeu
Que jamais te deixará
Segura na mão de Deus
E vai


Segura na mão de Deus ...”      


Nisto, o tempo foi passando, e a moça agendou a confissão.
Samuel sabendo, relatou que também iria se confessar com ela.
Naiara explicou-lhe então, como era feita a confissão.
Mencionou que deveria ser feito um bom exame de consciência, passando em revista todos os seus pecados, e não apenas o pecado da castidade.


Ao ouvir isto, o moço surpreendeu-se:
- Todos os meus pecados?
Naiara disse que sim.
Argumentou que não precisava entrar em detalhes na confissão, mas precisava mencionar todos os pecados, a quantidade de vezes que praticou, e mostrar arrependimento sincero, pois só assim, obteria a absolvição deles.
Naiara comentou que um bom exame de consciência, passava em revista todos os mandamentos, bem como todos os sete pecados capitais.

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