A HISTÓRIA DE TODOS NÓS
CAPÍTULO 31
Cláudio, então passou a procurá-la.
Pedia-lhe perdão.
Dizia que estava arrependido, e que a traição foi uma experiência muito ruim.
Destacou que se arrependimento matasse, ele estaria morto.
Janice porém, passava por ele, e nem sequer olhava em sua direção.
Era fria e impassível com ele.
O moço precisou de tempo e paciência para convencê-la a voltar para seu apartamento.
Acrescentou que sua casa estava alugada, mas que o período de locação estava acabando, e ela poderia voltar a residir no local.
Cláudio, ao ouvir isto, respondeu que não havia necessidade.
O homem, após abandoná-la por conta de uma traição, após quase um ano, estava voltando para casa.
Arrependido, Cláudio pediu desculpas, e perdão por toda a dor que havia causado a ela.
Lutou, correu atrás, chegou até a embebedar-se e adoecer.
Assim, entre idas e vindas, acabaram se entendendo.
Respondeu-lhe que não acreditava em seu arrependimento, que estava cansada de sofrer, e que não aguentava mais, e que se ele não estava disposto a respeitá-la, podia ir embora definitivamente, não precisava voltar nunca mais, pois ela não iria ficar implorando para ele voltar.
Cláudio ao ouvir isto, ficou profundamente magoado e envergonhado.
Respondeu que não estava mentindo, que estava verdadeiramente arrependido.
Comentou que Gláucia, sua colega de trabalho, uma garota mais nova que ela, havia engravidado dele, e perdido a criança que esperava.
Janice ao ouvir isto, comentou que não sentia nem um pouco de pena deles.
Nervosa, disse que ele conseguia despertar o pior que havia nela.
Cláudio comentou que entendia sua ira, sua raiva, e que assim como ela havia pedido inúmeras vezes para ele ficar, também teria paciência e saberia esperar por ela.
Janice por sua vez, respondeu que já havia desistido dele, e que a traição, matou o sentimento que ela tinha por ele.
Destacou que queria se separar dele.
O homem respondeu que eles estavam casados, e que não estava disposto a dar o divórcio para ela.
Comentou que depois de se casarem, ele se converteu ao catolicismo, e descobriu que para dissolver o matrimônio, precisava anulá-lo, e que este não era um processo fácil.
Janice, impaciente, virou as costas para ele, e o deixou falando sozinho.
O homem ficou irado, mas disse para si mesmo que não iria desistir de seu matrimônio, e que iria lutar por ela.
E assim, em conversas com Elen, a mulher percebeu aos poucos, que de fato não era uma católica de verdade.
Isso por que, não frequentava missa, não seguia os preceitos da religião.
Só dizia ser católica, mas não professava a fé.
Janice ficou chocada ao descobrir que o processo de conversão era algo profundo.
Mais profundo do que imaginava.
Implicava em adotar uma vida de oração, de adoração, de leituras, e de ouvir pregações, adquirir conhecimento, além de participação em missas, e uma catequese profunda, além de fazer o bem.
Janice, ao se aprofundar na religião, percebeu que ser católica não era uma coisa simples.
E com efeito, este processo não foi imediato.
Seguindo as recomendações da jovem, Janice, procurava se vestir de forma discreta.
Mesmo assim, a mulher chamava a atenção.
Certa vez, de vestido de comprimento médio, a mulher se apresentou elegantemente para a missa.
Elen ficou impressionada.
Rindo, comentou que de fato, ela era muito bonita.
Janice rindo também, respondeu que ela era bem mais.
Elen achou graça no comentário.
Nisto, quando Janice entrou na igreja, algumas mulheres e homens, repararam nela.
Elen percebeu os olhares, e pensou que não era só ela que achava Janice bonita.
Rindo, pensou que Cláudio devia se cuidar, ou ela poderia arrumar outro marido.
Ao pensar isto, tentou afastar este pensamento, pois para os católicos, casamento é algo indissolúvel.
Pensou: “Para desfazer o vínculo, Janice teria que apelar para um Tribunal Eclesiástico, e conseguir a anulação de seu casamento. Só assim, poderia se casar novamente.”
Que era a história de Maria, que de um vaso de alabastro, derramava um perfume raro e caro, de bom odor nos pés de Cristo, nardo puro, e os enxugava com seus cabelos.
Na Homilia, o sacerdote, comentou que se tratava de um produto caro, que custava praticamente um ano de trabalho.
Perfume, essência de valor incalculável, e que Judas, o apóstolo, questionou o gesto, considerando um desperdício, pois o dinheiro poderia ser usado para ajudar os pobres.
Todavia, sua intenção não era sincera.
Pois Judas só queria o dinheiro para se apoderar dele.
Para roubar.
Segundo o padre, esta era a prefiguração da morte de Cristo, quando seu corpo seria ungido de óleos e essências para o sepultamento.
Comentou que Maria muito amou a Cristo, e não poupou o agrado e o carinho ao Mestre.
Se deu até o extremo, até a última gota, não economizando nada, seguindo o exemplo do próprio Cristo que não se poupou, ao salvar a humanidade, se submetendo a morte, e morte de cruz. Derramando todo o seu sangue por nós, até a última gota, quando seu lado foi aberto por uma lança, e jorrou sangue e água.
O sacerdote, disse que nós também, não devemos nos poupar.
Devemos nos deixar consumir por inteiro, nos gastar como vela.
Derramar todo nosso perfume, nosso bem odor por Jesus, pela causa de Cristo.
Conforme Ele próprio, e os Seus Santos nos ensinaram.
As moças entoaram cânticos, durante a Missa, como este, chamado "Santo, Senhor Deus do Universo":
Senhor Deus do universo
O céu e a terra proclamam
A vossa glória!
Hosana nas alturas, Hosana
Em nome do Senhor
Bendito aquele que vem
Em nome do Senhor
Hosana nas alturas, Hosana"
Relembrou das histórias que sua mãe contava dos tempos de criança, quando frequentava a Santa Missa, e participava cantando.
Recordou dela falando que usava sua melhor roupa quando ia a igreja aos domingos participar da Missa.
Janice comentou que sua mãe tinha uma belíssima voz, e às vezes quando ficava triste, gostava de lembrar de sua mãe cantando alguma música para ela.
Recordou-se da mãe cantando esta música algumas vezes, e contando que ouvia muito esta música na igreja, e assim, falou que este louvor, lembrava um pouco de sua infância.
Emotiva, Janice comentou que sua mãe havia falecido há alguns anos.
E que algumas recordações traziam saudade.
Elen comentou que entendia este sentimento.
Janice relembrou que o pai da moça também havia falecido recentemente.
Tocou o ombro de Elen.
Com efeito, ao começar a ter uma vida de oração e buscar conhecimento sobre as coisas de Deus, este também foi um dos motivos para o conflito entre o casal, pois Cláudio não concordava com certas posturas que Janice começou a adotar, como rezar de madrugada sempre que podia, bem como ir a missa todos os domingos, e dias de festa.
Com o tempo, a mulher passou confessar-se.
Certa vez, Cláudio, ao ver sua mulher ser preparando para sair, arrumando-se, perguntou-lhe se não estava cedo para sair por aí.
Janice respondeu que iria passar mais cedo na igreja para se confessar.
Cláudio ao ouvir a esposa, perguntou se havia necessidade disto.
Janice respondeu:
- Claro que sim! Como vou poder comungar em pecado mortal?
Curioso o homem perguntou sobre o que se tratava, e rapidamente a mulher explicou que quando não respeitamos algum dos Dez Mandamentos, estamos em pecado mortal, e precisamos nos confessar antes de receber a comunhão, ou estaremos nos condenando ao inferno se comungarmos.
Janice percebendo que Cláudio não estava entendendo muito bem o que estava falando, comentou que quando voltasse da confissão, poderia explicar melhor.
Nisto, terminou de ajeitar os cabelos, deu um beijo no rosto do marido e saiu do quarto, pegando sua bolsa, de forma apressada.
Chegou na igreja, pegou uma senha, e aguardou sua vez, na fila da confissão.
Trazia seus pecados anotados.
E ao confessar-se ao padre, falou de seus pecados, da falta de paciência com seu marido, das brigas, da crise de seu casamento.
O sacerdote ouviu tudo, concedeu-lhe a absolvição e deu-lhe como penitência, rezar um terço, e pensar antes de falar qualquer coisa.
Ao sair da confissão, a moça sentou-se em um banco na Capela do Santíssimo, e rezou o terço.
Após, ajoelhada ficou em adoração por alguns minutos e depois voltou para casa.
Cláudio ouviu-a calmamente.
Janice admirou-se.
Mas conforme Cláudio perguntava, Janice explicava sobre a necessidade de participar da missa dominical, de participar das missas em dias de preceito, em dias de solenidade, de festa.
Destacou que não participar das missas nestes dias era pecado grave, pois não estavamos dedicando um tempo para Ele, para Lhe fazer companhia.
Ele que está ao nosso lado em todos os momentos.
Destacou que não devemos usar Seu nome de forma leviana.
Devemos honrar nossos pais e respeitar nossos superiores.
Não devemos matar a ninguém, com armas, nem com atitudes ou palavras, não devemos ter ódio de nossos irmãos, mesmo quando recebemos o mal destas pessoas.
Cláudio perguntou se era preciso aceitar o mal, e Janice respondeu que quem está sendo prejudicado ou prejudicada, poderia se afastar da pessoa, mas não odiá-la por isto.
E destacou que isto, não quer dizer que devem ser aceitos ataques.
Pois preservar-se não é pecado, mas ter ódio, raiva, e querer se vingar é.
Salientou que não se deve pecar contra a castidade, ou seja, sexo fora do casamento, não é aceito na religião católica.
Cláudio, comentou que este pecado, ambos cometeram.
Janice respondeu que sim, mas que este pecado foi confessado em sua primeira confissão.
O sacerdote, deu-lhe uma penitência, de rezar dez Ave Marias.
O homem perguntou se mesmo nos dias de hoje, isto ainda era considerado pecado.
Janice respondeu que sim, que a sociedade mudou, mas a igreja não.
Cláudio comentou que estes Mandamentos eram muito difíceis de serem seguidos.
Janice concordou, mas ressaltou que este era o único caminho até Deus, pois não havia outro.
Comentou ainda, que não devíamos levantar falso testemunho falando mal dos outros.
Fofocando, criticando, difamando, destruindo reputações.
E salientou também que não devíamos cobiçar os parceiros ou parceiras, bem como os bens materiais do próximo ou da próxima.
Não devemos ser invejosos, ou gananciosos, lascivos, tendo pensamentos impuros sobre as pessoas. Pois quem teve pensamentos impuros com alguém, já adulterou em seu coração.
Cláudio ao ouvir isto, ficou espantado:
- Pecamos até pelo pensamento?
Janice respondeu que sim.
Cláudio respondeu que provavelmente por isso, as pessoas buscavam outras religiões.
Destacou que ser católico não era nada fácil.
Janice concordou.
Ressaltou que nosso Deus era ciumento, e nos queria somente para Ele, não aceitando nos dividir com outros deuses.
Por isto, não aceitava a idolatria, ou seja, colocar coisas e pessoas acima Dele.
A mulher explicou que idolatria, é quando uma pessoa por exemplo: Fica obcecada por um artista, ou figura pública e coloca sua admiração por ele ou ela, acima de Deus.
Ou quando temos um parceiro ou parceira, ou mesmo filhos, e os amamos mais do que a Deus.
Salientou que devemos amar nossa família, cuidar muito bem dela, mas não devemos colocá-la acima de Deus.
Que não devemos nos descuidar de nossos deveres na esfera religiosa, não devemos nos descuidar dos pobres, dos desvalidos, dos necessitados, dentro das medidas de nossas possibilidades.
Cuidando das coisas de Deus e dos pobres e necessitados, que estamos honrando e cumprindo com os Mandamentos.
Cláudio perguntou se idolatria, era um apego exagerado a algo ou alguém, e Janice concordou, disse que sim, que tudo ultrapassa a razoabilidade pode ser considerado idolatria, como o apego exagerado ao dinheiro, aos bens materiais, ou consumismo, as compulsões, as paixões desordenadas.
Ao ouvir as palavras de Janice, o homem disse que tudo o que ela estava dizendo parecia muito racional e fazia sentido.
Janice comentou que o processo de conhecimento da Fé, e o entendimento da Religião dependiam muito mais do raciocínio do que da emoção.
E que entendera que a Fé passava pela intelecção.
Cláudio ao ouvir isto, comentou que nunca pensou a religião desta forma, e que havia gostado do que ela havia dito.
Janice ao ouvir isto, ficou feliz.
Passou a ler a Bíblia, e quando tinha dúvidas, perguntava a Naiara ou a Elen, que a esclarecia as dúvidas que tinha.
Às vezes, Naiara acompanhava Janice na igreja, junto com seus pais e marido, outras vezes Janice ia a igreja com Elen, e até com Aline.
Janice percebeu por ela mesma, que o processo de conversão não era imediato, e como tudo indicava, era um percurso que todos deveriam seguir, mas que o caminho não era igual para todos.
Alguns abraçavam a Fé de forma mais rápida, outros eram mais endurecidos e levavam mais tempo.
E por vezes o moço a ouvia com todo o interesse, ora dizia que estava ocupado, e que mais tarde poderiam conversar sobre o assunto.
Nisto, a moça comentou que cabia ter paciência, e que algum dia, estes homens entenderiam a beleza, em meio a todas as dificuldades do caminho, de seguir a Deus.
Janice respondeu que também tinha esta esperança.
O casal ao ver a mulher, cumprimentou-a e perguntou como estava.
Janice educadamente respondeu que estava tudo bem.
Perguntou se eles estavam bem, e Clara comentou que estava cuidando dos preparativos para se casar.
A mulher ao ouvir isto, desejou felicidades ao casal, pediu para que Deus abençoasse a união.
Clara e Rodrigo agradeceram.
A moça comentou sobre os perrengues para guardar dinheiro.
Mencionou que montar uma casa do zero era muito caro, e que organizar uma festa além de trabalhoso, também era caro.
Ressaltou porém, que eles iriam conseguir vencer essa barreira, e sugeriu que quando se cassassem, fizessem uma lista das coisas que gostariam de ganhar e os valores.
Talvez, isso, auxiliassem na montagem do enxoval.
Clara e Rodrigo comentaram que era uma boa ideia, e Janice perguntou então, se eles gostariam de ganhar algumas louças e panos de prato.
Janice comentou que eles não eram novos, foram utilizados, mas estavam em perfeito estado, e que ainda possuía as caixas das louças.
Salientou que como usava pouco, poderia dar a eles, e que não se incomodassem, que ela e Cláudio ainda dariam um bom presente de casamento, a eles.
O casal ao ouvir a oferta de Janice agradeceu e aceitou a oferta.
Janice comentou que era um jogo de louca de quarenta e quatro peças, com seis pratos: fundos, rasos, e de sobremesa; seis xícaras: de chá, e de café – com seus respectivos pires. Mencionou ainda uma sopeira e uma molheira. Também na caixa.
Roberto, comentou que isto era muito chique.
Janice respondeu que nem tanto, e ressaltou que não usava mais por que recebeu várias louças.
Destacou que os convidados de seu casamento haviam sido bastante generosos.
Por, fim o casal agradeceu.
Clara e Rodrigo informaram seus endereços, e Janice combinou de encontrar o casal na casa da moça.
Nisto, participaram da missa.
Cláudio a acompanhou na visita.
O casal ao receber o presente, notou que a louça tinha um desenho muito bonito, e estava limpa, pronta para ser utilizada.
Clara comentou que nem parecia que a louça havia sido usada, tamanho o cuidado para embalar tudo.
Janice cuidadosa, usou plástico bolha para separar as peças.
Clara comentou que provavelmente ao receber a encomenda, os produtos não foram entregues com tanto cuidado.
Janice comentou que usou um pouco mais de plástico bolha, pois ficou com medo que algumas peças quebrassem.
Cláudio comentou que Janice era um pouco exagerada, mas que o cuidado se justificava, pois não poderia haver o risco de alguma louça se quebrar.
Clara respondeu que o exagero de Janice, era um cuidado muito grande com as coisas que fazia.
Comentou que suas colegas de trabalho lhe disseram, que Janice era muito detalhista em tudo o que fazia.
Cláudio concordou.
Algumas vezes mencionou que era um assunto chato, enfadonho, e que ela estava se tornando uma carola; e até chegou a chamá-la de fanática religiosa.
Janice disse que ele estava sendo radical, e que ele não era obrigado a seguir a religião católica, mas que deveria ao menos haver respeito.
Cláudio ao ouvir isto, deixou-a só.
E era assim.
Por vezes o moço até a ouvia com atenção, por vezes, ficava impaciente, e cortava o assunto dizendo não estar interessado.
Janice chegou a comentar sobre isso com as amigas que pediam para ela ter paciência.
Cláudio ao ouvir isto, perguntou a Janice se ela queria ter filhos.
A mulher respondeu que estava um tanto madura para isto, mas que se Deus quisesse enviar, ela iria aceitar.
Destacou porém, que não acreditava muito nesta possibilidade, em razão da idade que ela tinha.
Cláudio comentou que gostaria de ter um filho ou uma filha.
Contudo, não gostaria de ter uma baciada de filhos.
Ou seja, muitos filhos.
Janice respondeu que isto não iria acontecer, e que ele não precisava ser preocupar, pois eles não estavam mais com idade para isto.
Cláudio, um pouco ofendido respondeu:
- Pois saiba você, que os nossos quarenta anos, são os novos vintes!
Janice ao ouvir isto, caiu na risada.
Este foi um dos raros momentos de descontração do casal.
O homem então, aproximou-se da mulher, segurou-a, e levou-a pelo braço até o quarto.
Janice comentou, que existiam métodos naturais de controle de natalidade.
E pacientemente explicou ao marido.
Disse que havia pesquisado informações em sites, e verificou a seguinte informação:
“A mulher aprende a reconhecer os padrões de fertilidade através do muco cervical (sensação de umidade, características, consistência semelhante a clara de ovo).
Com a identificação do ápice, onde a ovulação é identificada pelo "dia ápice" do muco, permitindo que casais evitem relações sexuais nesse período, se desejarem adiar a gravidez, ou as concentrem para aumentá-la.
É aplicável em todas as fases reprodutivas: ciclos regulares/irregulares, amamentação, pós-parto e pré-menopausa. Recomendando-se o aprendizado com instrutores qualificados da CENPLAFAM (Centro de Planejamento Familiar Natural).”
Comentou que não poderia nem namorar mais sua esposa, sossegado.
Ressaltou que era um absurdo ter relações com sua mulher, preocupado se iria gerar filhos. Acrescentou ainda, que não havia se casado, para não poder ficar com sua mulher.
Enfim, salientou que não havia se casado para passar por isto.
Janice aos ouvir estas palavras, ficou um pouco chateada.
Cláudio por sua vez, não procurava entender a esposa, ou pelo menos conversar sobre isto com ela.
Não tinha paciência.
Com o tempo, passou a se irritar com o tempo que ela passava nas missas, nos grupos de oração, nos terços.
Dizia que ela estava negligenciando o casamento deles.
Que era mais atenciosa com um estranho, e com o povo da igreja do que com ele.
Que ela estava virando uma carola, etc.
Tudo isto ia cansando Janice e minando o relacionamento dos dois.
No início do namoro, o homem, convidava a moça para jantares, almoços, iam ao cinema, teatro.
Era gentil, brincalhão, atencioso.
De vez em quando trazia presentes para ela.
Flores, perfume, às vezes alguma joia, uma bijouteria bonita, uma peça de roupa, etc.
Janice ficava encantada, agradecia os presentes.
E sempre que podia, usava seus presentes em seus encontros com o moço.
As flores, Cláudio levava, quando visitava a casa da mulher.
Contudo, não era sempre que Janice deixava o homem entrar em seu apartamento.
E comentava com o próprio, que ele era muito saidinho, que ficava sempre pedindo para pernoitar por lá.
Isso, quando não pedia para ela ficar no apartamento dele.
E ela sem jeito, tinha que dizer não.
Destaca que não podia, que tinha que voltar para seu apartamento.
Cláudio ria do constrangimento dela.
Argumentava que tudo isto era uma grande bobagem, mas não discutia com a mulher.
Procurava entender.
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