A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 


CAPÍTULO 33

      

De fato, o casamento no início, foi complicado.
O casal maduro, precisou de muito jogo de cintura para se adaptar.
Cláudio tinha muitas manias, e ela também.
E o casal teve dificuldade para contornar isto.
Janice queria continuar trabalhando, e Cláudio queria que ela deixasse seu trabalho, para se dedicar ao casamento, a casa e a ele.
Mas a mulher comentou que não poderia se tornar dependente dele.
Este fato, foi motivo de inúmeras brigas entre o casal.


Cláudio argumentava que tinha condições de sustentar a casa sozinho, mas Janice, acostumada a trabalhar desde cedo, comentou que não queria deixar seu emprego.
Temerosa, pensava que caso o casamento não desse certo, ela teria sérios problemas para se recolocar no mercado de trabalho depois.
Pensava nas dificuldades em arrumar emprego, e isto a fazia desistir da ideia de largar seu trabalho.
Janice, argumentava que a vida era muito incerta, e que gostava do que fazia, portanto não via motivos para deixar seu emprego.
Cláudio porém, insistiu para que ela largasse o trabalho.
Mas Janice, disse que não faria isto.
Argumentou que não havia motivos para isto.
Cláudio, por sua vez, após muito insistir, respondeu que desistia.
Comentou que só estava preocupado no bem estar de Janice.
Disse que ela poderia até estudar se quisesse.
Mas ressaltou que preferia que ela ficasse em casa.
Janice respondeu que isto não fazia sentido.
Perguntou sobre a necessidade de estudar. Pra que?
Cláudio comentou que pensava em abrir outro escritório.
Mencionou que pensou em colocá-la como sócia.
Janice respondeu que não era advogada.
O homem comentou que sabia disso.
Ressaltou que ela poderia fazer uma faculdade, e esta questão estaria sanada.
Janice, ficou de pensar.
Mas as brigas constantes do casal, acabaram por distanciá-los do projeto.         


Com o tempo, Cláudio começou a implicar com a forma gentil como ela tratava as pessoas, como cuidava da casa, das roupas, a forma como fazia a comida.
Janice, por sua vez, sentia-se sobrecarregada.
Por diversas vezes, comentou que Cláudio não ajudava nas tarefas de casa, e que deixava tudo bagunçado.
A certa altura, o homem disse que ela estava muito chata, descuidada, e não parecia a mulher que ele havia conhecido.
Salientou que já havia sugerido que ela parasse de trabalhar.
A mulher ao ouvir isto, retrucou dizendo:
- Agora é que não vou parar de trabalhar!
Cláudio ao ouvir isto, ficou furioso.
Janice não deixou por menos.
Salientou que se ele queria que ela parasse de trabalhar, deveria demonstrar que ela poderia confiar em sua palavra.
Cláudio por sua vez ficou bravo quando ouviu as respostas da mulher.
Perguntou para ele, quando havia deixado de cuidar de sua casa, de auxiliar no pagamento das contas.   
Janice por sua vez, falou que confiança não era somente no pagamento das despesas, mas também saber que ela estaria segura em deixar seu emprego.
Janice comentou que da forma como casamento estava, não considerava uma boa ideia parar de trabalhar.
Cláudio irritado, respondia que ela sempre tinha uma resposta atravessada para apresentar.
Disse que ela não era mais a mulher com que havia se casado.  
Janice retrucou que ele também havia mudado, que estava chato, mandão, egoísta.
Retrucou dizendo que não aguentava mais viver daquele jeito.
E assim, as brigas foram se avolumando.


Tanto que certa vez, depois de muitas brigas, o homem saiu de casa.
Chateado, Cláudio comentou em seu trabalho, que seu casamento não andava bem.
Gláucia e Clarisse ao ouvirem isto, responderam que com o tempo isto, acabaria se resolvendo, que eles iriam se acertar, e que as brigas acabariam.
Cláudio porém, respondeu que não acreditava nisto.

 

E assim, foi questão de tempo, para Cláudio começar a se envolver com Gláucia, que se tornou sua amante.
Frequentes vezes, o homem se encontrou com a moça em barezinhos, após o término do expediente.
Junto a outros colegas, Cláudio e Gláucia aproveitaram para conversar.
Cláudio sempre comentava sobre seu relacionamento com Janice nestes encontros.
Marcos, ao perceber a proximidade dos dois, não ficou nem um pouco confortável com a situação.
Tanto que chegou a comentar com Samuel que não achava certo o que Cláudio estava fazendo, estando tão próximo de Gláucia.
Samuel respondeu que também achou os dois muito próximos.  


Após alguns encontros, a moça acabou engravidando.
Ao descobrir que estava grávida, Gláucia exigiu que ele se separasse da esposa para ficar com ela.  
A esta altura, o homem já morava no apartamento de Gláucia.  
O homem, por seu turno, argumentou que se separar de Janice levaria tempo, e que ela deveria ter paciência, até que a situação se resolvesse.  
Inicialmente, a moça pareceu concordar, mas com o tempo Gláucia passou a argumentar que ele só estava tentando ganhar tempo, e que a estava enrolando. 
Mencionou ele só estava usando-a para fazer ciúmes para Janice.
Cláudio comentou que não era nada disso.
Destacou que tomaria as medidas necessárias para se separar da esposa.
E mais, destacou que não gostava de se sentir pressionado.
Gláucia ao ver que o homem estava irritado, mudou um pouco o seu discurso.
Pediu desculpas, abraçou-o, e disse que teria paciência.    
E assim, foi ganhando tempo.


Mas as constantes brigas do casal, acabaram por desgastar a relação e Cláudio, resolveu dar um basta.
Após a perda gestacional de Gláucia, o homem ainda ficou algum tempo convivendo com a moça. Contudo, as brigas, e os questionamentos da moça, o incomodavam.
Gláucia, insegura, ficava o tempo todo o questionando.
Quando conversava com alguma mulher, ela sempre tentava se aproximar e interferir na conversa.
Após, discutia com o homem.
Dizia que ele não tinha que ficar conversando com a mulherada, que os assuntos dele eram com Marcos, e que ele poderia passar certos assuntos para os outros colegas trabalharem.
Cláudio ficava irritado quando Gláucia se comportava desta forma.
Tanto que a certa altura, arrumou suas malas e saiu do apartamento da moça.


Com efeito, quando seus colegas souberam da gravidez de Gláucia, ficaram inconformados.
Caio e Samuel por algum tempo, deixaram de conversar com ele.
Clara também ficou desapontada.
O homem percebeu isto.
Chateado, comentou com Marcos, que seus colegas e amigos, o estavam evitando.
Mencionou que até Clarisse havia se distanciado.
Marcos respondeu que o que ele fez com sua esposa não estava certo, e que as pessoas estavam solidárias com Janice.
O homem respondeu que entendia que as pessoas apoiassem Janice.
Argumentou porém que não era um monstro.
Triste, comentou que estava muito arrependido do que havia feito.
Salientou que se arrependimento matasse, já estaria mortinho!
Marcos comentou por sua vez, que o mau já havia sido feito.


Mais tarde, em outro momento, Cláudio comentou com Marcos que Gláucia havia perdido o bebê.
Comentou que a moça passou mau em um almoço, e socorrida por suas amigas, foi levada ao hospital.
Lá, passou por um procedimento médico, e foi confirmado o aborto.
Quando soube do ocorrido, tratou de ir logo ao hospital, e foi informado do aborto.
Mencionou que após este momento, ainda viveram juntos por alguns meses.
E em todo este tempo, Gláucia mencionou que não suportaria ser deixada por ele.
Cláudio mencionou ao amigo porém, que eram muitas cobranças.
Que estava cansado disto.
Comentou que não podia conversar com outra mulher, que Gláucia surtava.
Ficava questionando sobre o que havia conversado, o que a moça queria.
Marcos disse que ele devia ter paciência, já que a havia escolhido.       
Cláudio, respondeu porém, que estava cansado das cobranças de Gláucia.
Mencionou que iria sair da vida dela.
Confessou que nem sabia ao certo se a havia escolhido, ou se foi levado pelas circunstâncias.
Com raiva de Janice, acabou metendo os pés pelas mãos, e fazendo uma grande besteira.
Comentou mais uma vez, que estava muito arrependido.
Marcos então, aconselhou-o a não tomar uma decisão intempestiva.
Cláudio respondeu que já havia pensado muito no assunto.
Ressaltou que decisão intempestiva, foi se separar de Janice.
Destacou que o que estava fazendo era a decisão mais certa a ser feita.
Salientou que estava determinado a fazer isto, antes que fosse tarde demais.
Marcos ouviu tudo com paciência, e aconselhou-o a ir com calma.
Cláudio respondeu que teria paciência, mas que isto já estava decidido.            


Janice, por sua vez, recordou-se da traição de Cláudio.
Relembrou-se do dia que soube que seu marido estava envolvido com uma colega de trabalho, e ficou arrasada.
Com efeito, certo dia, ao esperar o marido sair do prédio onde trabalhava, avistou o homem saindo do local de mãos dadas com a moça.
Seguiu-o, e constatou que ele acompanhou a jovem, e entrou com ela em um prédio.
Janice viu a cena, mas não tomou nenhuma atitude intempestiva.
Voltou para casa, e prometeu que no dia seguinte, iria procurar um advogado.
Isso por que, precisava dar um basta naquela relação.   


Nervosa, resolveu tomar um banho, e relembrando-se da cena vista, chorou.
Pensou que nunca em sua vida enfrentaria uma situação com essa.
Sentia-se humilhada.
Depois de algum tempo, a moça terminou seu banho.
Desligou o chuveiro. 
Pegou a toalha, saiu do banheiro.
Enxugou suas lágrimas, e se dirigiu ao quarto.    


Com o tempo, o relacionamento extraconjugal terminou, e Cláudio, depois de muita conversa e muitas discussões, acabou por convencer a mulher de que estava arrependido, e que também havia se convertido ao catolicismo, que era outro ponto de divergência entre eles.
Mas este convencimento não foi fácil.
A reconciliação levou muito tempo e esforço para acontecer.


De fato, o homem começou a frequentar a mesma missa que Janice frequentava.   
Após o término do relacionamento com Gláucia, o homem procurou um padre, pedindo aconselhamento.
Disse que era casado, mas havia abandonado sua mulher, envolvendo-se com uma colega de trabalho.
Destacou que a nova relação não deu certo.
Informou que a moça havia engravidado, mas perdeu a criança e ficou pressionando-o, dizendo que não aguentaria ser abandonada por ele.
A certa altura, após muitas brigas, ele acabou se separando da amante.
E longe da esposa, começou a perceber que ela havia aguentado muitas grosserias dele.
Cláudio comentou que não foi um bom marido, mas que estava disposto a mudar.
Comentou que a viu diversas vezes indo toda arrumada para seu trabalho, e ficava aborrecido com isto.
Destacou que não havia dado valor a mulher que ele tinha em casa.
O sacerdote, ouvindo tudo com calma, comentou que ele devia ter paciência e rezar, pedindo a Deus que convertesse o coração de ambos, pois eram casados, e não podiam viver separados.
Recomendou que ele se arrependesse de seus pecados, e aprendesse a cuidar melhor de sua esposa.  
Perguntou-lhe se era católico, e Cláudio respondeu que sim, mas não era praticante.
O padre disse-lhe que católico de IBGE não valia.
Ressaltou a necessidade de mudança de vida, aconselhou a participar da missa, a se confessar e depois comungar.
Orientou-o a ter vida de oração.
Ao ouvir tais palavras do sacerdote, Cláudio se recordou da esposa, lhe explicando como fazer uma confissão bem feita, falando sobre os pecados.
Recordou-se do quanto criticou a esposa por isso, e chamou-a de carola, de fanática.
Pensou: “Quem diria, que a pessoa um dia iria pagar com a língua!”
O sacerdote ao ver que o homem se distraía, perguntou se ele estava entendendo o que estava falando.
Cláudio respondeu que estava se recordando de sua esposa lhe explicando como fazer uma confissão, e disse que ouviu tudo o que o padre estava lhe explicando que deveria viver.
Comentou que criticou a esposa por isso.
Neste momento, ficou tristonho, e seu semblante ficou pesado.
O padre percebendo isto, compreendeu que ele estava de fato arrependido e disposto a reconquistar a esposa.
Compadecido, orientou-o a fazer um bom exame de consciência, e depois agendar na Secretaria da Paróquia, uma data para se confessar.
O sacerdote comentou que o arrependimento repara uma multidão de pecados, e que a mudança de vida, seria o primeiro passo para mostrar a ela que estava disposto a mudar.
Cláudio concordou, e comentou que faria tudo como o padre lhe recomendou e agradeceu.
Padre Otávio, o abençoou.


Nisto o homem começou sua jornada.
Passou a frequentar as missas dominicais, a confessar-se periodicamente.
Na primeira confissão relatou sua impaciência com a esposa, seu adultério, seu arrependimento, e sua intenção de mudar.
Comentou que foi muito impaciente com a esposa, que a criticou muito, sendo muitas vezes injusto, e que se arrependia de tudo o que havia feito.
Chorando, disse que só queria uma outra oportunidade para mostra a Janice, sua esposa, que havia mudado, e que seguiria conforme a vontade de Deus.
Prometeu que se abriria para a vida, se fosse da vontade de Deus ter filhos, e que lutaria para ficar junto da esposa.
Ressaltou que casamento é indissolúvel, e que não queria se separar.
O sacerdote o absolveu, recomendou-lhe que lesse a Bíblia, a Carta aos Efésios, e rezasse um terço.
Cláudio, ao término da confissão, entrou na Capela, ajoelhou-se e rezou o terço.
Em casa, procurou uma Bíblia, e disposto, leu todo o livro indicado pelo padre.
Percebeu ao ler, que praticava muita daquelas condutas consideradas reprováveis, e até pecados.
A começar pela luxúria, pensamentos impuros, o pecar contra a castidade, o adultério, as conversas tolas e fúteis, os maus pensamentos, as condutas impróprias, más mesmo, mais o agir pelo impulso, as paixões desordenadas, desenfreadas, a ira, o agir mais conforme a carne, do que pelo espírito, conforme as explicações de Paulo.
Cláudio constatou que as mudanças que teria que realizar, seriam enormes.
Impressionado, leu a Carta novamente, com mais calma, e começou a anotar as más condutas, e as condutas boas que deveriam ser seu norte a partir de então.
Conversando com o Padre Otávio, o sacerdote foi então indicando outras passagens da Bíblia, que Cláudio passou a ler.


Aos poucos, Cláudio leu todo o Novo Testamento, as Cartas Paulinas, que eram boa parte dos livros, com a história de santidade e conversão do apóstolo e santo que foi preso, açoitado, solto, fez milagres, foi apedrejado, sobreviveu, sofreu naufrágios, também sobreviveu, foi mordido de cobra - e a serpente não lhe fez dano algum, pregou, foi espancado, preso novamente.
E mesmo preso, não deixou de pregar o evangelho, até o fim, quando foi morto.
Escreveu Cartas, exortou as boas práticas, enfrentou poderosos, não teve medo.
O homem que antes perseguia, prendia, e que viu Santo Estevão ser apedrejado e não o salvou; e que em uma queda de cavalo, a caminho de Damasco se converteu, onde ficou cego após uma visão, e depois teve sua visão restaurada; viveu um processo de conversão, onde passou a pregar, e aqueles a quem ele perseguia, o temeram num primeiro momento, mas foram após orientados que ele havia mudado.
E de perseguidor, passou a ser perseguido.
Muito culto, foi ensinado por um dos grandes daquele tempo, Gamaliel.
Cláudio, percebeu que a instrução de Paulo, judeu, cidadão romano, lhe possibilitou escrever tantos textos, tantas Cartas, tantas exortações, tantos ensinamentos.
Ao ler tudo o que Paulo havia escrito, comentou de fato, ele merecia fazer parte das festas litúrgicas católicas.
Paulo chegou a criticar inclusive algumas atitudes de Pedro, considerando-as erradas.
Cláudio, ficou impressionado com Paulo, e com a determinação e firmeza dos primeiros cristãos que eram muito unidos, partilhavam e dividiam tudo, inclusive os bens, a exceção de um casal que prometeu entregar tudo, mas não deu; faltou com a verdade e a promessa, e por isso, ambos faleceram.
Pois só entregaram parte do que prometeram.  
Paulo, chegou a ressuscitar um rapaz que caiu e morreu. Restituiu-lhe a vida.
Preso, as portas da prisão se abriram.
Batizou alguns, mas seu maior trabalho, foi pregar, divulgar o evangelho.
Trabalhava fazendo redes, vendendo e evangelizando, pois não queria ser um peso para ninguém, e dizia que quem não trabalhasse, também não deveria comer.
Ao comentar com sacerdote, tudo o que havia aprendido com Paulo, o sacerdote ficou admirado. Contou que poucas vezes viu alguém tão entusiasmado em aprender a Bíblia, e que tenha aprendido tantas coisas com tamanha rapidez.    
Nisto, o sacerdote recomendou-lhe que lesse os Evangelhos, e além das Cartas Paulinas, os textos de outros santos, e também o Apocalipse.
Desta forma, deu-se início ao processo de conversão do homem.
Dedicado, Cláudio leu os Evangelhos e os ensinamentos de Cristo, suas Parábolas, seus ensinamentos, o Sermão da Montanha, o desapegar-se de tudo, dos bens materiais, e que o dinheiro não deve ser nosso senhor.
Entendeu pelas leituras, que o Caminho da Salvação passa pela Porta Estreita, pela Cruz.
Que muitos são chamados, mas poucos escolhem o Caminho da Salvação, embora Deus queira que nenhum de nós se perca.
Como Jesus dizendo que gostaria de recolher toda a humanidade como se fossem pintinhos e abrigá-los, protegê-los, mas nem todos quiseram este cuidado.
Jesus demonstrava tristeza ao saber que nem todos se salvariam, embora o Plano de Salvação seja para todos.
Ficou abismado como o povo daquela terra, naquele tempo, que mesmo em meio a tantos sinais, não foi capaz de entender que Ele era o Cristo, Salvador dos Homens, o Messias, tão anunciado pelos Profetas. 
O Cristo de Deus.


A esta altura, o sacerdote, após o comentário de Cláudio, ao ler o Livro da Revelação – o Apocalipse, e perceber que o moço havia entendido pouco, recomendou-lhe que lesse todos os Livros Proféticos, do Antigo Testamento.
Cláudio disse, que o livro falava de catástrofes, e de algumas bem aventuranças, e que não haveria Templo, pois Deus e Jesus, seriam o Templo e a luz a iluminar a todos, não havendo necessidade de sol e lua para iluminar, e que muros e construções teriam pedras preciosas em suas bases.
Comentou que leu sobre a Árvore da Vida, sobre as Águas que matariam a sede, como Jesus havia dito no Evangelho.
A descida da Jerusalém dos Céus lindamente ornada como a noiva do Cordeiro, que era Cristo Jesus.
Destacou que o Cordeiro se casaria com sua noiva, a Igreja.
O sacerdote comentou que nós os fiéis somos sua igreja, e que este casamento representa a união do Povo de Deus, que somos todos nós, a humanidade, obra da criação, com Jesus.
Destacou que esta referência se encontra no Livro do Cânticos dos Cânticos, onde a noiva busca ardentemente por seu noivo, e vice e versa.
Comentou que o Livro trata do amor carnal, o amor esponsal, bem como o amor espiritual de Jesus por sua amada, a Igreja, a humanidade.
Cláudio comentou sobre uma vocação universal para o sacerdócio, por parte de toda a humanidade, homens e mulheres.
Padre Otávio, comentou que ele estava correto, pois havia uma nova Ordem Sacerdotal inaugurada por Cristo, e que iriamos governar com Ele e com Deus.
Seriamos seus sacerdotes, seu povo escolhido.
Cláudio comentou que tinha dificuldade de entender certas passagens, e o sacerdote comentou que isto era perfeitamente normal, e que com leituras reiteradas, ele passaria a entender melhor o assunto.
E assim, o homem continuou lendo a Bíblia, rezando, participando das Missas, se confessando, estudando, ouvindo palestras, buscando orientação espiritual com o Padre Otávio.
Com o tempo, Cláudio passou a rezar o Rosário da Madrugada, e passou a adotar as atitudes que muitas vezes, criticou em sua esposa.


A certa altura, o moço começou a falar em religião até para Marcos, que estranhou.
Marcos, chegou a perguntar ao amigo o que estava acontecendo.
Cláudio, comentou que já sabia o que ele estava pensando, afinal havia criticado tanto a esposa, e agora estava tendo as mesmas atitudes, e que isto não fazia sentido.
Triste, comentou novamente que estava arrependido do que havia feito, e que precisava mostrar para ela que havia mudado, e que isto não poderia ser apenas da boca para fora.
Marcos, concordou.  
Comentou que de fato, ele parecia empenhado em mudar.
Destacou que até seu jeito de falar estava diferente.

                                                             

E assim, Cláudio continuou caminhando em seu processo de conversão.

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