A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 


CAPÍTULO 39


E assim, combinadas, as moças foram juntas para a missa de domingo.
Janice e Elen se encontraram na entrada da igreja.
Cumprimentaram-se.
Era Domingo de Ramos.


Antes da missa, houve uma procissão, onde foram distribuídos ramos de palmeiras.
As moças pegaram um ramo cada uma, e seguiram a procissão.
Durante o trajeto, foram entoados cânticos e proferidas orações, bem como foi recordada Jesus entrando na cidade, e sendo aclamado pela multidão.  
As amigas acompanharam a procissão, que percorreu algumas ruas do bairro.
Cantaram diversos cânticos, como este:


“Hosana hei, Hosana ha
Hosana hei, Hosana hei
Hosana ha (mais um vez!)
Hosana hei, Hosana ha
Hosana hei, Hosana hei
Hosana ha


Ele é o Santo, é o filho de Maria
Ele é o Deus de Israel
Ele é o filho de Davi
Santo é o seu nome, é o Senhor Deus do universo
Glória Deus de Israel
Nosso Rei e Salvador


… Vamos a ele com as flores dos pinhais
Com os ramos de oliveira
Alegria e muita paz …”


Em dados momentos, os ramos das palmeiras eram balançados.


Depois de algum tempo, começou a tocar outra canção que se chama, “Mantos e Palmas/Hosana”:
“Hosana Ao Rei
Hosana
Hosana ao Rei
Hosana
Hosana ao Rei


Mantos e palmas espalhando vai
O povo alegre de Jerusalém
Lá bem ao longe se começa a ver
O Filho de Deus que montado vem


Enquanto mil vozes ressoam por aí
Hosana que vem em nome do Senhor
Com um alento de grande exclamação
Prorrompem com voz triunfal


Hosana
Hosana ao Rei
Hosana
Hosana ao Rei


Como na estrada de Jerusalém
Um dia também poderemos cantar
A Jesus Cristo que virá outra vez
Para levar-nos ao eterno lar


Enquanto mil vozes ressoam por aí
Hosana que vem em nome do Senhor
Com um alento de grande exclamação
Prorrompem com voz triunfal …”


Enquanto caminhavam na procissão, algumas pessoas cantavam esta linda canção.
Cláudio, que estava na procissão, também pegou ramos de palmeira, e seguiu o cortejo.


Depois começou a tocar outra canção, “Hosana ao Filho de Davi”:
“Hosana ao Filho de Davi
Bendito o que vem em nome do Senhor.


Pelas ruas o povo vem,
Com ramos nas mãos cantando ao Rei.
Simplesmente Ele entrou
Manso e Humilde, o Salvador.
Corações a proclamar,
Esperança florescer, pelo ar.


Hosana ao Filho de Davi
Bendito o que vem em nome do Senhor   
Hosana nas alturas
Nos Céus e na Terra ressoou.


Crianças correm a louvar.
Toda cidade a celebrar.
Bendito Rei que vem trazer
A paz que o mundo não pode ter.
Ergam ramos vamos cantar  
Nosso Rei vem nos salvar.

 

Hosana ao Filho de Davi
Bendito o que vem em nome do Senhor.
Hosana nas alturas.
Toda a Igreja a proclamar
Mesmo que a cruz venha depois
Seu amor permanece em nós.
Da dor nasce a redenção
Vida nova em seu perdão.


Hosana ao Filho de Davi
Bendito o que vem em nome do Senhor.
Hosana nas alturas
Glória Eterna ao Nosso Senhor.
Hosana, Hosana, Hosana nas alturas
Hosana, Hosana pra sempre.
Amém.


Hosana ao Filho de Davi
Hosana ao Filho de Davi
Rei de Israel, Hosana nas alturas.”


Elen e Janice estavam à frente, e não viram o homem.
Cláudio tentou acompanhar as canções, mas só conseguiu acompanhar os refrões.
E assim o cortejo percorreu algumas ruas do bairro.
Das casas e prédios, algumas pessoas observavam a procissão.     


A frente, um carro de som.
E o louvor:
“Santo, Santo, Santo
Santo é o senhor
Deus do universo
Os céus e a terra proclamam
A vossa glória


Bendito é aquele que vem
Em nome do senhor
Hosana, Hosana
Hosana no alto céu…”


E as pessoas acompanharam os ministros, acólitos e coroinhas, na procissão.
Os quais seguiam a frente da procissão, com suas túnicas brancas.  

 

Após a procissão, deu-se início a missa.
Nas leituras, o profeta Isaías fez referência ao Servo Sofredor, o Homem das Dores, que teve sua barba arrancada, sua face desfigurada.
Seu aspecto assemelhado a um verme, o homem das dores, não reagiu, aceitando tudo de forma resignada.
Em outra leitura, a menção a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém, com pessoas estendendo panos, e ramos de palmeiras e oliveiras, aclamando-o.
E mais uma leitura, onde Jesus é condenado a morte, por uma multidão enfurecida, e que escolhe Barrabás para ser liberto, e grita: “Crucifica-o!”.
Pôncio Pilatos é alertado pela esposa para que não o crucifiquem, mas ele, temendo a multidão, em um gesto simbólico, lava as mãos, para se isentar do sangue da morte de um inocente.
E a multidão, grita que o sangue de Jesus caia sobre a cabeça deles e de seus filhos.
Em dado momento, a multidão grita que se Ele é Filho de Deus, que salve a si mesmo, descendo da cruz, pois não fora Ele que salvara a tantos, e não pode salvar a si Mesmo?
E a multidão insuflada, condenava Jesus a morte.    
Sendo mencionado o auxílio de Simão de Cirene para carregar a pesada cruz, e as palavras de Jesus: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?!”
Em seguida, expirou.
Cristo foi condenado a morte de cruz, flagelado e crucificado em meio a dois ladrões.
Em sua cruz estava escrito que era o: “Rei dos Judeus”.
Quando de sua morte, a terra tremeu, o chão se abriu, mortos reviveram, e as pessoas passaram a compreender que Ele era verdadeiramente o Filho de Deus!  
Nos Salmo Responsorial, se cantou:
“Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes?”

          

Na homilia, foi mencionada a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, sendo aclamado pela multidão, que o admirava.
O padre comentou na Homilia, que neste momento, Jesus era aclamado, louvado e aplaudido, para depois ser execrado e vilipendiado, por uma multidão enfurecida.
Mostrando que a vida é feita de contrastes.
Em um momento somos elogiados e aplaudidos, em outros somos hostilizados e até odiados. Salientou que devemos bem viver em nossa comunidade, mas não devemos depositar nossa esperança e expectativas nos homens.
Mencionou Jeremias e seu ensinamento: “Maldito o homem que confia no homem.”
Salientou que nossa esperança e nossa fé deve ser sempre em Deus.
Nosso alicerce e nossa fortaleza é Deus.
Ressaltou a obediência de Jesus a seu Pai, sua resignação.
O Filho voltava ao Pai, e deixava o Espírito Santo.
Mencionou que nunca estamos sós, e que mesmo na dor, Jesus nos traz a consolação.


Cláudio também aproveitou para acompanhar a missa.
Elen notou a presença do homem.
Janice porém, demorou um pouco mais para perceber.
Cláudio ficou a todo o momento observando a mulher.  
Quando percebeu que Cláudio estava na igreja, Janice tratou de ignorá-lo, e preferiu prestar atenção na missa.
E assim, ficou observando a imagem de Jesus Crucificado, e os Santos que estavam em cada um dos lados do altar.  
Quando a missa terminou, saiu o cortejo com os padres, coroinhas, ministros, e uma multidão de fiéis.
Janice tentou se desvencilhar de Cláudio ao sair da igreja.   
Despediu-se de Elen, e tentou sair do local rapidamente.  


Ao término da missa, porém, Cláudio segurou a mão de Janice.
Disse que precisava conversar com ela.
Janice respondeu que não tinha nada para conversar com ele.
Ao falar isto, as pessoas ficaram olhando.
Sem alternativa, Janice acompanhou-o para fora da igreja.
Elen por sua vez, percebendo a situação delicada, pediu para que eles não brigassem.
Mencionou que havia uma padaria próxima dali, que eles poderiam conversar.
Janice porém, não queria saber de conversa.
Elen aproximou-se dela, e pediu para que ela ouvisse Cláudio.
Insistiu para que ela se recordasse do que haviam conversado no restaurante anteriormente.
Janice então, mesmo reticente, acabou concordando.
Impôs porém, uma condição.
Que Elen os acompanhasse.
A moça concordou.

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