A HISTÓRIA DE TODOS NÓS
CAPÍTULO 40
Nisto, Cláudio e Janice sentaram-se juntos em uma mesa.
E Elen um pouco atrás, em outra.
Janice comentou que não sabia que ele era agora um frequentador de missas.
Cláudio contou que fazia pouco tempo que passou a frequentar missas, e que já havia até se confessado.
Comentou que havia contado ao padre todos os seus pecados, bem como pedido orientação espiritual.
Relatou que o sacerdote o orientou a rezar, para obter a graça que tanto queria alcançar, e que procurasse se converter todos os dias, mudando seu coração.
Janice disse:
- Muito bem! A missa é realmente importante! Enfim, antes da tarde do que nunca!
Cláudio comentou que agora enxergava as coisas com mais clareza.
Disse que sabia que as coisas não voltariam a ser como antes, como num passe de mágica. Ressaltou que estava consciente de seus erros, de suas falhas como marido.
Janice respondeu que pretendia sair de seu apartamento.
Cláudio comentou que não precisava.
Disse que ela não precisava sair.
Mencionou que sabia que eles ficar juntos de novo, e que se ela se mudasse dali, teria que voltar.
Janice irritou-se ao ouvir isto.
Comentou que estava até disposta a perdoá-lo, pois sentia sinceridade em seu arrependimento, mas que não iria voltar para ele.
A mulher falou alto, e os frequentadores da padaria ouviram a bronca que ela passou em Cláudio.
Constrangida, Janice comentou que ele tinha um grande talento para fazê-la perder a paciência.
O homem riu.
Comentou que eles sempre implicaram um com o outro.
Disse que sentia falta disso também.
Neste momento, Janice disse:
- Eu não devia ter aceitado falar com você! Esta conversa está indo para um caminho que eu não estou gostando!
Cláudio comentou:
- A nossa relação sempre foi para caminhos inesperados. A gente sempre se divertiu muito, mas também brigou muito. Eu sei que eu pisei na bola, eu fui um idiota, um cretino, um canalha. Eu sei que não mereço você. Mas eu estou arrependido de tudo o que eu fiz! E eu prometo que se você voltar a morar comigo, não verá nem sombra daquele homem velho com quem você se casou. Eu nunca mais vou te trair. Eu nunca mais vou te machucar. Eu prometo. Eu só quero cuidar de você. Mesmo não merecendo, me perdoe, me aceite de volta!
Janice disse que não havia ido até lá para isto.
Comentou que poderia até perdoá-lo, mas não o aceitaria de volta.
Cláudio perguntou se ela o estava perdoando.
Janice respondeu que sim.
O homem agradecido, segurou sua mão.
Janice tentou se soltar, mas Cláudio não deixou.
Elen, percebendo o desconforto da amiga, aproximou-se da mesa, e pedindo licença, disse que Janice precisava sair com ela.
Cláudio então, desculpou-se e soltou a mão de Janice.
A mulher levantou-se.
Cláudio então, agradeceu.
Disse que ela não sabia o bem que estava fazendo a ele.
Nisto, as duas mulheres saíram da padaria.
No caminho, Elen percebeu que Janice estava pensativa.
Juntas caminharam em silêncio, até próximo do apartamento onde Janice estava morando...
Ao final da semana, Janice por sua vez, foi novamente a igreja.
Participou da missa em outra paróquia.
Durante o tempo pascal, a moça participou da Via Sacra, onde foram encenados os passos da Paixão de Cristo.
Os participantes vestiam túnicas.
Um dos integrantes da apresentação, segurava uma cruz cenográfica.
O narrador mencionou que a Primeira Estação é a condenação de Cristo a morte.
Destacou que O Filho do Homem foi injustamente condenado a morte, por uma multidão enfurecida, que libertava Barrabás e o condenava a morte, aos gritos de: “Crucifica-o!”
Pôncio Pilatos tentou libertá-lo, mas a multidão se opôs.
Com isto, o narrador disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
O narrador mencionou que na Segunda Estação, Jesus Cristo carrega sua pesadíssima cruz às costas.
Com o corpo exausto das torturas, chicotadas, açoites, cusparadas, bofetadas, coroado de espinhos que lhe atravessaram a cabeça, Jesus foi obrigado a carregar uma cruz pesada.
A Cruz do seu martírio, Ele o Homem das Dores, o Servo Sofredor conforme o profeta Isaías.
Carregou em si toda a dor e os pecados do mundo.
Ele que se assemelhou em tudo ao homem, menos no pecado.
O narrador mencionou que não devemos fugir das nossas cruzes, do nosso sofrimento, das nossas dores.
Salientou que o sofrimento nos causa repulsa, aversão, e que Jesus também sentiu agonia no Horto das Oliveiras.
Suou sangue, pediu para que o Pai afastasse este cálice dele, mas ponderou dizendo que não devia ser feita a Sua Vontade, mas a Vontade de Deus.
Aceitou com resignação a Sua Cruz.
Exemplo para todos nós.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
O narrador mencionou que na Terceira Estação, ocorre a Primeira Queda de Jesus.
Mencionou nossas quedas no pecado.
Ressaltando que Santo é aquele que persevera na luta, e nas quedas da vida, se levanta e permanece na luta contra o pecado.
Pois como o Apóstolo Paulo, não fazemos o que queremos, mas fazemos o que não deveríamos fazer.
Destacou que nossa natureza concupiscente é propensa ao mal, ao pecado.
E assim como Jesus foi ao chão, em sua Primeira Queda, reergueu-se e prosseguiu seu caminho.
Assim também devemos nos levantar.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Nisto, o narrador mencionou a Quarta Estação, quando o Cristo, carregando a cruz, encontra sua Mãe dolorosa.
Relatou que o olhar de ambos se encontraram, e compartilharam da mesma dor, e do mesmo sofrimento.
O narrador mencionou a necessidade de se ter piedade e compaixão pelos sofrimentos de nossos irmãos, bem como ser preciso a reparação do pecado da indiferença.
Salientou que não devemos ser mornos e indiferentes.
Pois Cristo exigia firmeza de posição, ressaltando que os mornos seriam vomitados por Ele.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
O narrador destacou a Quinta Estação, onde Cristo exausto, é auxiliado por Simão de Cirene, que foi instado a ajudar O Filho do Homem, a carregar a cruz.
Não por bondade dos soldados romanos, mas por medo de que o Cristo não aguentasse chegar a crucificação.
Desta forma, resolveram poupá-lo um pouco.
Entre muitas aspas, ressaltou o narrador.
Pois Cristo deveria ser crucificado para servir de exemplo, visto que estava sendo acusado de revolta popular.
O Homem que dizia que Seu Reino não era deste mundo.
O narrador destacou que Cristo quis precisar de ajuda.
Pois se Ele o quisesse, seus Anjos o libertariam, mas enfim, era Ele que se deixava entregar ao sacrifício.
Destacou que em nossa vida cotidiana, muitos Cireneus nos auxiliam em nossas dificuldades.
E quantos deles estão a nos auxiliar, e não nos damos conta de seu auxílio.
São Anjos invisíveis em nossas vidas.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
O narrador falou sobre a Sexta Estação, onde Verônica compassiva, enxuga o rosto sofrido e desfigurado de sangue, de Jesus.
Sangue da coroa de espinho, e das torturas, que cobriam sua face, desfigurando-o e tornando-o semelhante a um verme, como está em Isaías.
Ao redor, soldados romanos hostis àquela aproximação.
Mas Verônica aproxima-se, ajoelha-se e enxuga o Rosto Sagrado de Jesus, Sua Sagrada Face.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
O narrador relatou sobre a Sétima Estação, a segunda queda de Jesus.
Relatou que em nossas vidas, caímos muitas vezes no erro, no pecado, e em todas as nossas quedas devemos nos esforçar para nos levantarmos.
Destacou que somos reincidentes em nossos erros.
Assim como Cristo, mesmo exausto e sofrendo, o fez.
Levantou-se, reergueu-se, e prosseguiu em seu caminho.
E esta é a nossa luta contra as tentações e os pecados.
A pavimentação de nosso caminho para o Céu.
O narrador destacou que o Reino dos Céus é dos violentos, os que lutam contra suas más tendências, suas concupiscências.
Luta que travaremos até o fim dos tempos, até o fim da vida.
E destacou que sem luta não há Céu.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Na Oitava Estação, o narrador destacou, que Jesus encontra as mulheres de Jerusalém e as consola.
Disse que Jesus as exortou que elas deveriam chorar não por Ele, mas por elas mesmas e pelos seus, pelos pecadores do mundo, pelos que precisavam de conversão, de mudança de vida, de salvação.
Estas pessoas precisavam de maior piedade.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Na Nona Estação, o narrador contou, que era a terceira queda de Jesus.
Destacou que mais uma vez, o Rei dos reis foi ao chão, e novamente, mesmo em meio às dificuldades, levantou-se, e prosseguiu seu caminho, segurando a cruz pesada.
O corpo inteiro era uma ferida.
E no ombro, uma chaga o incomodava deveras.
O narrador mencionou que em revelações particulares, Cristo destacou ser esta a chaga mais dolorida.
Ressaltou que devemos nos levantar, nos reerguer, superar mesmo em meio aos sofrimentos, as nossas dificuldades.
Mesmos em nossos erros mais persistentes.
Devemos sempre nos levantar.
Pois Cristo não desistiu.
E nós também, não devemos desistir.
Devemos honrar seu sacrifício. Pontuou o narrador.
Com isto, isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Na Décima Estação, o narrador destacou, que Jesus é despojado de suas vestes.
O Homem das Dores, sofre mais uma entre tantas humilhações.
Suas vestes são arrancadas, levando junto pedaços de sua pele, causando dor e vergonha, por sua nudez diante dos homens.
As vestes foram repartidas e sorteadas entre os soldados.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
O narrador mencionou a Décima Primeira Estação, onde Jesus é crucificado.
Suas mãos e seus pés são fixados na cruz, por meio de pregos, e seus braços são dilacerados e esticados, para caberem na cruz.
No processo de crucificação, mais dores e sofrimentos.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz, remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Ao falar da Décima Segunda Estação, o narrador destacou, que Jesus em agonia, morre na cruz.
Morre, tendo ao lado sua Mãe e o Discípulo amado.
Nos momentos finais, entrega sua Mãe aos cuidados do discípulo, e ela se torna a Mãe das Mães, Mãe de todos os homens.
Jesus profere algumas palavras, e o ator as repete na apresentação:
- Meu Deus! Meus Deus! Por que me abandonaste!
- Pai perdoa-lhes, por que eles não sabem o que fazem!
- Tudo está consumado!
- Em Tuas Mãos entrego o Meu Espírito!
O ator, caracterizado de Jesus Cristo, carregou a cruz em meio a multidão, que participava da procissão.
Neste momento os participantes da procissão aplaudiram.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Ao contar sobre a Décima Terceira Estação, o narrador disse que Jesus foi descido da cruz.
O Filho do Homem foi entregue a sua Mãe que cuidou de seu corpo.
Antes José de Arimatéia reclamou o corpo de Jesus, pedindo para que fosse retirado da cruz, para ser dignamente sepultado.
O Homem que disse que não possuía nada de seu, e não tinha onde repousar sua cabeça - Jesus.
E assim, Pôncio Pilatos anuiu, e Jesus foi retirado a da cruz.
Suas pernas não foram quebradas, por que já estava morto.
E o cordeiro não teve partes de seu corpo quebradas.
Cordeiro de Deus, que tirou os pecados do mundo.
Seu corpo foi lavado, e ungido com óleos, para em seguida ser enterrado.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Na Décima Quarta Estação, Jesus é colocado na sepultura de José Arimatéia, enrolado em panos, depositado no túmulo.
E em seguida é rolada uma pedra.
Com isto, o narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Nesta apresentação, havia uma Décima Quinta Estação, onde o narrador mencionou, a Ressurreição de Jesus.
De morto para o mundo, para o Renascimento para a Vida Eterna.
Desta feita, um Anjo orientou as mulheres que choravam, por achar que o túmulo havia sido violado: “Por que chorais por Aquele que está vivo para a Vida Eterna?”
Cristo apareceu para elas, e disse que Ele estava vivo, que havia ressuscitado.
O participante da apresentação, que representava Cristo, mencionou estas palavras.
Um homem fantasiado de Anjo aparecia às mulheres.
Por fim: O narrador isto disse:
- Nos Vos adoramos e Vos bendizemos.
E a plateia respondeu:
- Por que pela Santa Cruz remistes o mundo.
Em seguida, rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria.
E ao final da Via Sacra, foi tocada a música "Porque Ele Vive":
"Deus enviou Seu Filho amado
Para morrer no meu lugar
Na cruz da dor por meus pecados
Mas o sepulcro vazio está por que Ele vive
Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã
Porque Ele vive, temor não há
Mas eu bem sei, que o meu futuro
Está nas mãos do meu Jesus, que vivo está
Um dia eu vou cruzar os rios
E verei então um Céu de Luz
E verei que lá em plena Glória
Vitorioso vive e reina o Meu Jesus
Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã
Porque Ele vive, temor não há
Mas eu bem sei, que o meu futuro
Está nas mãos do meu Jesus, que vivo está ...”
Por fim, todos participaram da Missa, que narra na Liturgia, os últimos passos de Jesus.
Sua paixão.
O sacerdote deitou-se de bruços em frente ao altar em sinal de penitência, unindo-se a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras.
Durante a Missa a imagem de Jesus Crucificado foi descoberta, e primeiramente o Sacerdote, os Coroinhas, e Ministros beijaram-na, em reparação dos pecados e do desprezo com que Cristo é tratado.
Em reparação pelos sacrilégios e indiferenças cometidos no mundo inteiro.
Em seguida, os fiéis se aproximaram para beijar a imagem, em sinal de respeito e devoção.
Frequentemente é passado um pano na imagem, e recomeça o ritual.
Ao final da Missa as pessoas ficavam um pouco mais, para tocar a imagem.
Para render-lhe homenagem.
Com efeito, Elen e Caio, assim como Aline e Marcos, participaram de uma Procissão com a imagem de Nossa Senhora das Dores, transpassada por sete espadas de dor, e com a imagem de Jesus Morto.
Fiéis de várias Capelas e da Igreja Matriz, se encontraram de vários pontos da procissão.
Pois as imagens saíram de duas Capelas diferentes, e no caminho da Procissão se encontraram.
Durante a procissão, uma narradora em um carro de som, explicou passagens da Bíblia.
Atores caracterizados encenaram algumas cenas narradas.
E assim, a narradora relatou que antes, de sua Paixão, Jesus expulsou os vendilhões do Templo, que faziam comércio com as coisas de Deus.
E Jesus enfurecido, com um chicote na mão os expulsou, dizendo que a Casa de seu Pai, não é uma Casa de Comércio.
Jesus mencionou aos discípulos, que seria morto, negado por Pedro, e que um dos Discípulos o trairia.
Cristo então subiu ao Monte e pediu aos discípulos para ficarem em vigília com ele por uma hora.
E eles não foram capazes de ficar acordados, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
E assim, deu-se início a Paixão de Cristo, quando Cristo, foi levado, após suar sangue no Horto das Oliveiras.
Jesus aflito pede ao Pai, que afaste dele este cálice de sofrimento, mas depois, reconhecendo sua missão, pede que não seja feita a vontade Dele, a sim a vontade do Pai.
Soldados o procuraram e Pedro, decepou a orelha de um deles.
Jesus por sua vez, disse a Pedro que não devia reagir, e solicitou que seus discípulos fossem liberados.
Jesus foi levado pelos soldados.
Foi levado diante de Pôncio Pilatos, que lavou suas mãos diante da multidão, e tentou soltar Cristo, mas a multidão preferiu a libertação de Barrabás.
E gritou enfurecida para crucificar Jesus.
E Cristo foi condenado a morte, levou uma bofetada, questionou a agressão, e mesmo sem provas de sua insurgência, foi entregue à morte.
Foi flagelado, chicoteado, esbofeteado, recebeu um manto e uma coroa de espinhos, que perfurou seu cérebro, cobriram seu rosto, e bateram nele, pedindo para que adivinhasse quem havia batido.
Seguiu um caminho árduo segurando uma pesada cruz.
Caiu três vezes, e no caminho foi auxiliado por Simão de Cirene.
O homem foi constrangido, e obrigado a auxiliar Jesus.
Verônica enxugou seu rosto, e as mulheres piedosas choraram por Ele.
Maria o observou compassiva, João a acompanhou até a cruz.
Jesus foi despido de suas vestes, ficou nu em meio a multidão, e suas vestes foram sorteadas pelos soldados.
Foi pregado em uma cruz, pelas mãos e pelos pés.
Na cruz lhe foi oferecido vinagre.
Jesus sentiu sede.
As pessoas o ridicularizaram, e pediam que fizesse um milagre, e que descesse da cruz.
Jesus disse que Deus o havia abandonado.
Dois crucificados estavam a seu lado, sendo que um dizia que Ele poderia fazer algo para libertá-los, e Dimas, disse que Ele era um Homem Santo.
Jesus, a pedido de Dimas, disse que naquele mesmo dia, ele estaria a Seu Lado.
Jesus entregou sua Mãe a João.
Jesus morreu na cruz.
Judas que havia entregue Jesus, se arrependeu, devolvendo as moedas que recebeu de prêmio pela traição, e se matou.
Após a morte de Jesus, José de Arimatéia pediu a retirada do corpo para o sepultamento.
Maria cuidou do corpo de Jesus e Ele foi sepultado, envolto em panos, ungido, e colocado no túmulo, onde foi rolada uma pedra.
Três dias depois, Jesus ressuscitou.
As mulheres ao verem a pedra rolada do túmulo, choraram, e um Anjo as informou que não deviam chorar por Aquele que ressuscitou.
Jesus apareceu então, para elas, que contaram a Boa Nova aos Apóstolos, que não acreditaram nelas.
Jesus apareceu então para os Discípulos e Lhes exortou a ter fé.
Mais tarde ascendeu aos Céus.
Durante o trajeto, foi relembrada a Paixão de Cristo, com atores encenando, em meio a Procissão.
E ao final da dramatização, as imagens de Nossa Senhora das Dores e Jesus Morto se encontram.
E eis que tocou uma música que os integrantes da Procissão cantaram, “Belíssimo Esposo”:
"Beijo a Tua Paixão, que me liberta das minhas paixões
Beijo a Tua Cruz, que condena e esmaga o pecado em mim
Beijo Teus Cravos, Tuas Mãos, que apagam o castigo do mal
Beijo Tua Ferida, que curou a ferida do meu coração
Eu Te beijo Senhor e a Tua Paixão é o meu tudo
És meu tudo, Jesus
Amado de minh'alma
Oh, Belíssimo Esposo
Mais belo que todos os homens
Santo, Santo és Tu!
Belíssimo Esposo
Esconde-me em Teu Lado Aberto
Em Tua Chaga de Amor, de amor!
Beijo a lança que abriu
A fonte do amor imortal, a fonte do amor sem fim
Que pagou o que eu não poderia pagar
Beijo o Teu Lado Aberto, jorrando rios de vida e de paz
Fazendo brotar em mim um canto novo, um hino esponsal
Beijo Tuas Vestes, que esconderam minhas misérias
Vergonha não há
Me adornas com amor
Oh, Belíssimo Esposo...
Beijo os Lençóis que envolveram
O Teu Corpo ferido de amor e cobriram meu coração
Revestiram-me de realeza
Beijo o Teu Santo Sepulcro, testemunha da ressurreição
Quero ressuscitar também
Quero ressuscitar também e encerrar-me dentro de Ti
Quero em Ti mergulhar e então renascer na Tua Chaga criadora
Descansar a minh'alma
Em Teu Coração
Oh, Belíssimo Esposo... 2 vezes
Esconde-me em Tua Chaga de Amor, amado meu
Esposo meu, Amado Meu. (Fernando Martins, Cristiano Pinheiro)"
E assim, as pessoas seguiram ao fim da Procissão.
Encerraram a procissão cantando a canção, e após seguiu-se a missa.
Comentários
Postar um comentário