A HISTÓRIA DE TODOS NÓS  


CAPÍTULO 41

  

Na igreja em que Cláudio participou da missa, também teve procissão.    
 
Com efeito, Cláudio, ao chegar a igreja e participar da missa, percebeu que Janice não havia ido a igreja.
Ficou um pouco surpreso, e decepcionado, mas participou da missa e da procissão.
Cláudio estava disposto a mudar, e precisava provar sua mudança a Janice.
Pensando nisto, prometeu que não iria desistir, por mais difícil que fosse.
 
Com efeito, dias antes, houve a Procissão do Senhor dos Passos e o encontro com sua Mãe Dolorosa, em meio a procissão.
 
Destacando cada uma das Estações da Via Sacra.
Duas Capelas participaram da Procissão.
Caminharam por ruas da cidade, até se encontrarem, e seguirem em uma só procissão.
Momento de muita beleza, com o encontro da imagem do Cristo carregando sua cruz (Senhor dos Passos, dos Passos da Paixão) e sua Digníssima Mãe Maria, a virgem dolorosa (Nossa Senhora das Dores, com uma espada de dor transpassando seu coração).
 
Durante a procissão a narradora mencionou a profecia de Simeão relatando que uma espada de dor transpassaria seu coração.
Quando da apresentação do Menino Jesus no Templo, ainda bebê, o velho sábio disse que Ele seria causa de soerguimento para muitos, e de queda para outros tantos, e que uma espada de dor atravessaria seu coração.
E Maria mesmo sem compreender, guardou a profecia em seu coração.
E assim, na Paixão de Seu Filho Amado, vivia o que velho Simeão havia profetizado.
 
Desta forma, durante a Procissão, rezaram o Terço de Nossa Senhora das Dores.
 
O narrador deu início, com o  Sinal da Cruz.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Traçando uma cruz sobre si.
Levando a mão a testa/fronte, enquanto diziam: “Em nome do Pai”.
No peito, desceram a mão até o centro do peito (ou umbigo) dizendo: “e do Filho”.
No ombro esquerdo, a seguir, tocaram o ombro esquerdo dizendo: “e do Espírito”.
No ombro direito, moveram a mão para o ombro direito dizendo: “Santo. Amém”. 
 
Em seguida foi realizado o oferecimento do terço, com a seguinte oração: 
“Divino Jesus, nós Vos oferecemos este terço que vamos rezar, contemplando as Dores de Vossa Digníssima e Dolorosíssima Mãe, Nossa Senhora das Dores. Concedei-nos, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem nos dirigimos, as virtudes para bem rezá-lo e a graça de ganharmos as indulgências desta santa devoção.” 

E um Ato de Contrição.
Qual seja:
"Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido  e, com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém."
 
Em seguida, deu início a Oração Inicial:
Onde foram rezadas 3 Ave-Marias em honra às lágrimas de Maria.
 
E após, Os Sete Mistérios (e assim foi explicado que se menciona as Dores de Nossa Senhora. Primeiro a Dor, mais um Pai Nosso e sete Ave Marias).
O narrador mencionou ser um terço diferente, com sete mistérios e sete Ave Marias em cada Mistério.  
 
1ª Dor: A profecia de Simeão.
A narradora destacou novamente a apresentação do Menino Jesus e a Profecia de Simeão.
A profetisa Ana também estava presente.
E o velho sábio mencionou a missão de Jesus de trazer luz ao mundo e dor a sua Mãe Maria. 
Pois uma espada de dor transpassaria seu coração.  
Foi rezado um Pai Nosso e Sete Ave Marias.
"Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de Vosso Filho Jesus".
 
2ª Dor: A fuga para o Egito.
A narradora mencionou que um Anjo visitou José em sonhos, e recomendou-lhe que fugisse com a Sagrada Família para o Egito, para escaparem da perseguição de Herodes.
E lá ficaram até o Anjo os chamar de volta.  
Foi rezado um Pai Nosso e Sete Ave Marias.
"Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de Vosso Filho Jesus".
 
3ª Dor: A perda de Jesus no Templo.
Aos doze anos, Jesus foi encontrado no Templo, em meio aos Doutores da Lei, conversando, ouvindo, e falando sobre as coisas da Lei e do Templo.
José e Maria ao darem pela falta do menino, voltaram a Jerusalém e ao encontrarem-no, comentaram que ficaram aflitos procurando-o.
E Jesus respondeu: “Não sabeis que devo me ocupar das coisas de Meu Pai?”
Em seguida o menino acompanhou os pais de volta para casa.
Foi humilde e obediente, submisso aos pais por toda a vida.      
Nisto foi rezado um Pai Nosso e Sete Ave Marias.
"Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de Vosso Filho Jesus".
 
4ª Dor: Maria encontra Jesus no caminho do Calvário.
A Virgem das Dores encontra seu Jesus carregando sua pesada cruz.
Seus olhos se cruzaram, e o rosto de Cristo, coberto de sangue, mostrou uma face desfigurada.
O Servo Sofredor, o Homem das Dores, diante da Virgem Dolorosíssima, a Virgem das Dores.
Foi rezado um Pai Nosso e Sete Ave Marias.
"Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de Vosso Filho Jesus".
 
5ª Dor: Maria contempla a morte de Jesus na Cruz.
Maria aos pés da cruz, junto ao Discípulo amado.
E Jesus deixa sua Mãe, aos cuidados do discípulo.   
Foi rezado um Pai Nosso e Sete Ave Marias.
"Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de Vosso Filho Jesus".
 
6ª Dor: Maria recebe o corpo de Jesus nos braços.
Após a crucificação e morte na cruz, Cristo é descido da cruz, seu corpo é levado e ungido de óleo, para depois ser sepultado. 
Foi rezado um Pai Nosso e Sete Ave Marias.
"Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de Vosso Filho Jesus".
 
7ª Dor: Jesus é sepultado.
Jesus é levado ao túmulo, seu corpo coberto por um Sudário, é depositado na sepultura, e em seguida é rolada uma pedra.  
Foi rezado um Pai Nosso e Sete Ave Marias.
"Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de Vosso Filho Jesus".
 
Por fim, a Jaculatória, onde após cada mistério, reza-se:
"Ó Mãe de Misericórdia, lembrai-nos sempre das dores de Vosso Filho Jesus".
E no encerramento: foram rezadas 3 Ave-Marias finais, e a oração da Salve Rainha.  
 
E enquanto rezavam, algumas pessoas seguravam o Terço de Nossa Senhora das Dores.
Caminhavam e rezavam.
Em alguns momentos paravam.
Ao término de cada mistério, cantavam um trecho da canção, “Hino às Sete Dores da Santíssima Virgem Maria (Bendita Sejais)”:
“Ó Mãe Dolorosa, que aflita chorais
Repleta de angústias, bendita sejais
Bendita sejais, Senhora das Dores
Ouvi nossos rogos, Mãe dos pecadores
 
A voz de Simeão no templo escutais
Cruéis profecias, bendita sejais
Bendita sejais, Senhora das Dores
Ouvi nossos rogos, mãe dos pecadores
 
O Céu manda um Anjo dizer que fujais
Da fúria de Herodes, bendita sejais
Bendita sejais, Senhora das Dores
Ouvi nossos rogos, mãe dos pecadores
 
Voltando do templo, Jesus não achais
Que susto sofrestes, bendita sejais
Bendita sejais, Senhora das Dores
Ouvi nossos rogos, mãe dos pecadores
 
Que dor indizível quando o encontrai
Com a cruz às costas, bendita sejais
Bendita sejais, Senhora das Dores
Ouvi nossos rogos, mãe dos pecadores
 
A dor ainda cresce quando contemplais
Jesus expirando, bendita sejais
Bendita sejais, Senhora das Dores
Ouvi nossos rogos, mãe dos pecadores
 
No Vosso Regaço, Seu Corpo abrigais
Com Ele abraçada, bendita sejais
Bendita sejais, Senhora das Dores
Ouvi nossos rogos, mãe dos pecadores
 
Sem filho e Tal Filho então suportais
Cruel solidão, bendita sejais
Bendita sejais, Senhora das Dores
Ouvi nossos rogos, mãe dos pecadores. (Maria do Rosário)”
 
Janice por sua vez, achou linda a procissão.
Estava tão cheia, que a mulher só foi encontrar-se com Elen e Aline, ao término do evento.
As moças estavam com Caio.
Janice cumprimentou a todos.
Comentou que Caio estava se saindo muito bem.
Janice destacou que nunca o imaginou participando de uma missa, quanto o mais de uma procissão.
O moço por sua vez, confessou que adorou.
Comentou que nunca havia algo tão bonito em sua vida.
Destacou que estava começando a entender toda essa piedade, e a devoção a Nossa Senhora.
Contou que nunca foi muito católico, mas que Elen o estava ensinando a ser.
Janice contou que estava trilhando também, um caminho de conversão.               
 
Cláudio em sua paróquia também seguia seus passos na religião.
Também participou da procissão, mas não encontrou o pessoal.
 
Com efeito, durante o Período Pascal o moço participou de uma vigília, bem como acompanhou a missa com o rito de lavagem dos pés dos doze apóstolos. 
Trata-se de escolher doze pessoas da comunidade, para participar da missa como apóstolos.
E as pessoas participaram da cerimônia e tiveram seus pés lavados.
Ao final da missa, uma procissão seguiu até uma Capela montada para a adoração do Senhor.
Os Ministros, Coroinhas, e os Apóstolos e Apóstolas seguiram o cortejo.
Foram adorar o Senhor e rezar diante Rei dos Reis.
 
Cláudio, acompanhou uma outra Procissão do Senhor Morto, em outra igreja, onde uma imagem de Jesus Morto (deitado e coberto por um pano), foi carregada pelas ruas da cidade, em um cortejo, que relembrou a Morte de Jesus.
Juntamente a imagem de Jesus Morto, a imagem de Nossa Senhora das Dores, o acompanhou.
E assim, deu-se início a procissão com velas e pessoas caminhando e cantando, Mãe Que Chora:
“Mãe que chora a dor
De um Filho que morreu
Mãe que entrega o Cristo
Por saber que era Deus
 
Vi naquele olhar
O silêncio de um Coração
Escondendo lágrimas
Obedecendo o Sim Maior
 
Ó Divina Cruz
A dor e a certeza
Morre, então, um Deus!
Morre, então, um Deus!
 
Eis a Tua Mãe
Mãe que chora a morte
Mãe que dilacera o Coração
Mãe! Mãe!
 
Ontem vi Maria na Cruz
Ao Pé da Cruz… (Irmã Kelly Patrícia)”
 
As imagens foram acompanhadas por um cortejo que as levou até uma Capela.
Onde as imagens são colocadas no interior da edificação.
Maria ao lado de Jesus, em um nicho onde ficou a imagem de Jesus Morto.
Lá a imagem foi descoberta, e as pessoas se aproximaram para beijar o corpo, ou mais especificamente a imagem de Jesus Morto. 
 
Cláudio, ao final das Missas, Procissões, Ofícios e Ritos da Semana Santa, ficou a pensar em como as outras religiões se posicionam diante disto.
 
Pensou que para quem não era católico, devia ser muito difícil entender isto.
E que por esta razão talvez, os protestantes chamassem os católicos de idolatras.
Pensando nisto, chegou a conclusão, que a aparência poderia levar a isto, mas o conceito estava errado, já que a imagem é uma forma de nos aproximarmos de seres, de pessoas que estão no Céu, pois trazendo as figuras dos Santos, chamamos todos a ficarem juntos de nós.
Santificamos nossas casas, nossos lares, nosso trabalho, nossas ruas.
Com todas essas devoções e demonstrações de piedade, trazemos Deus, os Anjos, os Santos e Santas, para cada vez mais junto de nós.
Certa vez, conversando com Caio sobre isto, o homem chegou a esta conclusão.
Caio respondeu então, que isto fazia todo o sentido.
 

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