A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 


CAPÍTULO 45


Cláudio, com o tempo, voltou a enviar mensagens a Janice.   
Mas a mulher não respondeu.


Em dado momento, o homem saiu com os amigos.
Durante a noite, bebeu um pouco mais do que devia, e foi até o prédio de Janice.
Conversou com o porteiro, e dizendo ser morador do prédio, e conseguiu autorização para entrar.
Apertou a campainha de seu apartamento.
Janice, ao vê-lo pelo olho mágico, espantou-se.
Cláudio bateu na porta e pediu para abrir.
Como Janice ser recusou a abrir a porta, o homem começou a insistir para ela abrir, e disse que não sairia dali.
O homem sentou-se na porta, e acabou dormindo.
No dia seguinte, ao sair de casa para o trabalho, a mulher se deparou com Cláudio dormindo na entrada do apartamento.
Assustada, Janice perguntou o que ele estava fazendo ali.
Cláudio, ao ser acordado bruscamente, perguntou onde estava.
Ao ver Janice, perguntou-se como havia parado ali.
Nisto sentiu uma pontada.
Dor de cabeça.
Recordou-se que havia bebido bastante na noite anterior.


Envergonhado, pediu desculpas a mulher.
Perguntou se havia sido muito inconveniente.
Janice respondeu que estava tudo bem.
Perguntou se ele estava precisando de alguma coisa.
Um pouco desorientado, Cláudio respondeu que não.
Janice, disse que desceriam juntos.
Cláudio e Janice entraram no elevador.
Em silêncio, passaram pela portaria.
Janice fechou o portão do prédio.


Cláudio saiu andando, e distraído, quase foi atropelado.
Janice ao ver a cena, assustou-se.
Gritou o nome dele.
Nisto, puxou o homem de volta para a calçada.
Nervosa, Janice perguntou o que ele tinha na cabeça.
Cláudio disse que não sabia mais o que estava fazendo.
Aflita, Janice segurou o homem pelo braço.
Perguntou como ele havia chegado até ali.
Cláudio respondeu que não se lembrava direito.
Mas de uma coisa tinha certeza, não havia usado seu carro.


Janice resolveu então chamar um táxi.
Disse que iriam ao pronto socorro.
No caminho ligou para o trabalho, e informou que iria se atrasar.
Ao chegar no local, o homem passou pelo médico, que o encaminhou para tomar soro.
Cláudio, ao sair do pronto socorro, mencionou que podia voltar sozinho para casa.
Janice respondeu que iria levá-lo até sua casa.
Chamou outro táxi.
A mulher levou o homem para casa.
Antes, passaram em uma farmácia próxima dali, e compraram os remédios prescritos pelo médico.
Cláudio mostrou para ela onde morava.
Janice ao chegar no lugar, percebeu que as condições de moradia não eram das melhores.
Cláudio sentou-se no sofá e dormiu.


Janice ficou atônita.
Sem saber o que fazer, disse que antes de dormir, ele deveria tomar o remédio.
Nisto separou um comprimido, pegou um copo, encheu com água e entregou nas mãos de Cláudio.
Preocupada, comentou que era melhor ele comer alguma coisa, e depois poderia dormir.
Cláudio deitou-se novamente.
Enquanto isto, a mulher olhou nos armários e na geladeira.
Resolveu preparar uma sopa.
Quando a sopa ficou pronta, chamou o homem para comer.
Cláudio, um pouco melhor, ficou feliz ao vê-la em sua casa.
Sorrindo, comentou que por um instante, achou que era um sonho.
Janice pediu para que ele comesse um pouco.
Cláudio ao sentir o cheiro da sopa, comentou que estava muito cheirosa a comida.
Ao ver que era sopa, contou que sentia muita falta da comida dela.
Janice comentou que ele vivia criticando o que ela fazia.
Dizia que ela era estabanada, e que não fazia nada direito.
Cláudio ao ouvir as palavras de Janice, comentou:
- Houve um tempo em que eu não fui nem um pouco legal com você, não é mesmo? Me desculpe!
Janice pediu para que ele comesse, pois precisava ir ao trabalho.
O homem, ao perceber isto, pediu desculpas novamente.
Disse que iria comer a sopa, e que ela não precisava se preocupar, que poderia ir ao trabalho.
Janice, disse que assim, caso precisasse, poderia falar com ela no celular.
Cláudio agradeceu.    
A mulher pediu licença e saiu.
Nisto, o homem ligou para o escritório e avisou que não iria trabalhar.
Em seguida, pegou um prato, e colocou a sopa.
Comeu.
E ficou pensando em tudo o que havia acontecido.
Sorriu.

 

Janice saiu do apartamento do homem.
Novamente chamou um táxi e foi para o trabalho.
Ao lá chegar, cumprimentou as pessoas, seus colegas e foi trabalhar.  

      

Mais tarde, o moço ligou para ela.
Agradeceu a sopa.
Disse que estava deliciosa.
Janice admirou-se:
- Você gostou?
Cláudio comentou que ela era uma cozinheira de mão cheia.
Cozinhava muito bem.
Janice perguntou se ele estava precisando de alguma coisa.
Cláudio indagou da receita médica.
Janice ao procurar em sua bolsa, percebeu que estava com ela.
Pediu desculpas e prometeu entregar a ele.
Nisto, perguntou se ele estava bem.
Cláudio comentou que estava melhorando.
Janice se comprometeu em entregar a receita no final do dia.
Comentou que ao sair do trabalho, iria a seu apartamento.
O moço ao ouvir isto, respondeu que tudo bem, estaria aguardando-a.   
Janice ao término do seu trabalho, foi encontrar-se com Cláudio.
O homem a estava aguardando com uma certa ansiedade.
A mulher perguntou se ele havia melhorado.
Cláudio respondeu que estava um pouco melhor, sim.
Nisto perguntou da receita, e Janice entregou-lhe.
Em seguida, disse que precisava voltar para casa.


Cláudio, segurou seu braço.
Disse que eles tinham muito o que conversar.
Janice perguntou se havia necessidade de ser naquele momento.
Cláudio ficou em silêncio.
A moça perguntou então, se ele estava bem mesmo.
Se podia ficar sozinho.
O homem comentou que passou quase o dia todo dormindo.
Janice perguntou se ele havia tomado a sopa.
Cláudio disse que sim.
De fato, Janice olhou a panela e percebeu que ela estava vazia.
Perguntou então se ele estava precisando de alguma coisa, se queria que ela preparasse alguma coisa para ele comer.
Cláudio respondeu que ainda não estava com fome.


Nisto, Janice encostou sua mão no rosto dele e percebeu que ele estava com um pouco de febre.
Perguntou onde havia um termômetro, e medindo sua temperatura, verificou que estava um pouco alta.
Janice perguntou então, se queria ir um num pronto socorro.
Cláudio disse:
- Duas vezes no mesmo dia, não!
A mulher preocupada, disse que ele que estava com febre, e que não era bom que ficasse sozinho.
O homem respondeu que fazia meses que vivia sozinho, e que sabia se virar.
Janice retrucou dizendo que agora ele estava doente.
Cláudio respondeu que estava tudo bem, e que ela não precisava se preocupar.
Janice olhou a sala, observou novamente o apartamento, e disse que iria levá-lo para o apartamento que de fato era dele.


Nisto, perguntou onde estava sua mala, e aos poucos foi colocando seus pertences.
Examinou toda a casa, para ter certeza que não estava deixando nada para trás.
Cláudio, um pouco apático, estava quase dormindo no sofá.
Janice aproveitou então para lavar a louça, e a deixou escorrendo.
Quando terminou de fazer a mala, disse para ele se arrumar, que ela iria chamar um táxi.
O homem então, foi ao banheiro, lavou o rosto, penteou o cabelo com as mãos, ajeitou a camisa.
Depois saiu do ambiente.
Janice ao vê-lo, segurou em seu braço.
Disse que o taxista estava esperando-os do outro lado da rua.
Cláudio não respondeu nada, só a acompanhou.
O casal entrou no táxi, e seguiram para o apartamento do homem.
Ao chegarem no local, Janice disse para ele sentar-se.
Com o auxílio do taxista, pegou a mala de Cláudio e a levou para o apartamento.
Em seguida, agradeceu o homem, e pagou a corrida.
Entrou no apartamento, fechou a porta, e levou a mala para o quarto deles.


Cláudio meio sonolento, comentou que iria reembolsá-la das despesas de táxi.
Janice respondeu que mais tarde falariam sobre isto.
Nisto, perguntou se ele não queria comer alguma coisa, tomar um banho.
Ao se aproximar do homem, comentou que ele de fato, precisava de um banho, pois notou que desde o dia anterior, ele estava com a mesma roupa.
Nisto a mulher separou uma toalha de banho, e comentando que ele já era de casa, destacou que já sabia onde estavam as coisas.
A seguir, abriu a mala de mão em cima da cama de casal, e separou os itens de higiene pessoal que ele gostava de usar.
Entregou tudo nas mãos do homem e indicou-lhe o caminho do banheiro.
Cláudio foi ao banheiro.
Fechou a porta e tomou um banho.
Saiu do banheiro enrolado na toalha.
Janice ao vê-lo, um pouco constrangida, pediu desculpas.
Disse que não havia separado uma muda de roupa para ele.
Cláudio perguntou onde estava sua mala de roupas.
Janice apontou para o quarto.
O moço um pouco sem graça, perguntou se poderia se trocar lá.
Janice respondeu que sim.           
Nisto, Cláudio pediu licença e fechou a porta do quarto.
Ao sair, a mulher comentou que parecia um outro homem.      
Janice então, segurou-o pelo braço e o levou para a cozinha.
Havia preparado arroz, feijão, uma carne e salada.
Colocou um pouco de cada coisa no prato de Cláudio, e pediu para que comesse.
O homem jantou.
Janice ao ver o prato de Cláudio vazio, perguntou se ele gostaria de mais alguma coisa.
Cláudio segurou o braço da mulher, e disse que a única coisa que ele queria era ela.
Janice ao ouvir isto, ficou espantada.
O homem falando baixinho, disse que se ela se deu ao trabalho de cuidar dele, levando-o ao pronto socorro, comprando os remédios, depois de volta para casa, fazendo sopa para ele, levando um documento que ele pediu, recolhendo todas as suas coisas em uma mala, fazendo uma jantinha para ele, cuidando dele, isto era sinal de que havia sentimento entre eles.
Enfim, pontuou que ela se importava com ele.
Janice tentou desconversar, argumentando que qualquer pessoa agiria daquela forma.
Cláudio, segurando o braço dela com um pouco mais de força, argumentou que nem Gláucia teria todo aquele cuidado.
Ao ouvir o nome da amante, Janice irritou-se:
- Nunca mais fale o nome desta vagabunda aqui dentro!
Cláudio, pediu-lhe então, desculpas, e disse que não falara aquilo para ofendê-la.
Destacou que apenas queria mostrar a disparidade de atitudes, comportamento, e até de caráter.
O homem comentou que estava muito arrependido do que fez.
Contou que a convivência com Gláucia não foi das melhores, mas serviu para ele perceber o tesouro que ele tinha em casa, e jogou fora por ser um idiota.
Disse que quando caiu em si, entrou em desespero, achando que o que fez não teria volta, que nunca seria perdoado e que seu casamento havia acabado.
Janice disse que havia dado entrada nos papéis do divórcio e que a separação seria questão de tempo.
Cláudio respondeu um pouco sem fôlego, que não daria o divórcio.
Salientou que o céu seria testemunha, se a partir dali ele não fosse um bom marido para ela.
Quase chorando, pediu uma chance.
Disse que se ele pisasse na bola novamente, ela poderia se separar dele, anular o casamento, fazer o que bem entendesse, que ele não criaria problemas para ela.
Apenas pediu uma única condição: “Que eles tentassem por um ano, ficar juntos.”
Janice tentou argumentar dizendo que se na primeira vez não deu certo, como daria em uma segunda vez?
Cláudio por sua vez, disse que não era homem para brincar.
Honesto, falou que ela tinha razão em não confiar nele, em ter medo de tentar novamente.
Cláudio porém, disse que a amava muito, que sentiu a falta dela, até quando estava com Gláucia.
Brincando, perguntou se ela não o havia puxado de volta para ela.
Janice brava, respondeu que não mexia com bruxaria.
Comentou apenas que rezou para ficar livre dele, daquele sentimento de ódio, de raiva, e que depois de algum tempo, decidiu perdoá-lo, pois aquele sentimento de dor, estava acabando com ela.
Cláudio perguntou se ela o havia perdoado.
Janice disse que sim.
Nisto, o homem a abraçou.
Janice tentou se desvencilhar de Cláudio, mas mesmo doente, o homem era mais forte que ela.
E a mulher não conseguiu.
A certa altura, Janice percebeu um ressonar.
Perguntou se ele estava dormindo.
Cláudio respondeu que não.
Soltou a moça, e pediu para que ela pensasse no assunto.
Janice prometeu que ficaria de pensar.
Nisto, pediu para o moço fosse dormir no quarto, que ela pegaria uma camisola, e iria dormir na sala.
Cláudio disse que não.
Respondeu que ele dormiria na sala.
Janice então, pegou um lençol e um cobertor, e dois travesseiros e deu ao moço.
Ajudou o moço ao fazer a cama.
Cláudio ao perceber que o sofá era pequeno para ele, sugeriu fazer uma cama no chão.   
Janice comentou que era melhor ele dormir na cama.
Disse que ela era mais baixa do que ele, e que caberia no sofá.
Nisto, um pouco contrariado, o homem dormiu na cama.
Janice dormiu na sala.
E assim, de vez em quando Cláudio ia até a sala para ver se Janice estava bem.
Em dado momento ajeitou o cobertor.
Em seguida voltou para o quarto e dormiu.


No dia seguinte, os dois saíram atrasados para o trabalho.
Nervosa, Janice comentou que acabaria tomando uma advertência por tantos atrasos.
Cláudio relatou que iria buscar seu carro, e que ela não iria precisar mais se preocupar com transporte para ir para o trabalho.
Nisto, acompanhou a moça até o ponto de ônibus.
No caminho, a moça perguntou se ele estava bem.
Cláudio respondeu que sim.
Ao chegar o ônibus, a mulher se despediu.
Cláudio então, pegou um táxi e foi até o seu antigo endereço, onde pegou seu carro.


Ao término do dia, o homem foi buscar Janice, que ficou surpresa com o gesto.
Cláudio comentou que sempre que pudesse, iria buscá-la.
Elen e Naiara ficaram felizes ao ver os dois juntos.


Ao chegar em casa, Janice foi preparar o jantar.
Cláudio se prontificou em ajudá-la.
Janice pediu para que ele recolhesse o lixo e levasse para fora do apartamento.
O homem fez o que ela pediu, sem pestanejar.
Janice ficou espantada.
Pensou: “Quem te viu, quem te vê! Brigava até para buscar um copo com água para beber. Agora parece um anjo! Quero ver até quando vai durar esta gentileza!”
Cláudio então, levou o lixo até a rua.


Um funcionário do prédio o auxiliou a colocar na lixeira comunitária.
- Doutor! Não precisa se incomodar, eu mesmo faço isto!
Cláudio agradeceu.
O homem perguntou se ele estava de volta, e Cláudio respondeu que por enquanto sim.
Rindo, comentou que enquanto a patroa quisesse ele por perto, que ele ficaria sim.
O funcionário comentou que estava torcendo para os dois ficarem juntos.
Cláudio agradeceu.
Nisto, subiu para o apartamento e perguntou se ela precisava de mais alguma coisa.
Janice disse que não.



Nisto falou que iria lavar as mãos e que iria ajudá-la na cozinha.
Cláudio então lavou as mãos e foi para a cozinha.
Um pouco cansado, sentou-se um pouco.
Janice perguntou se ele estava bem.
Cláudio respondeu que só estava um pouco cansado.
Em seguida, pegou uma cenoura, uma tábua, e perguntou como ela queria que fosse cortada.
Janice explicou e ele cortou.
Cortou outros legumes.
Mexeu panelas, ajudou a arrumar a mesa.
Comeram juntos, conversaram.
Cláudio lavou a louça e Janice enxugou e guardou.       
Janice dormiu novamente no sofá, e Cláudio dormiu no quarto.
O homem até tentou argumentar, mas Janice insistiu que ele dormisse no quarto.
Cláudio respondeu que isto não estava certo.
Janice teimosa que era, não aceitou os argumentos do homem.
Cláudio por sua vez, foi até a sala ver como a mulher estava.
Aproximou-se da mulher e segurando-a, acabou acordando-a.
Cláudio disse para ela continuar dormindo.
Nisto, pegou Janice no colo e a levou para o quarto.
A mulher ia falar algo, mas Cláudio pediu para ela não falar nada.
Deitou a moça na cama, disse que ela estava cansada, pois trabalhou o dia inteiro e precisava descansar.
Mencionou que o sofá era desconfortável, e que ele poderia dormir no chão.
Disse que estava melhor.
Janice disse que não precisava.
Mencionou que ele poderia dormir na cama, desde que se comportasse.
Cláudio comentou que de fato não era, mas iria se comportar como se fosse um santo.

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