A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 


CAPÍTULO 53


De fato, quando Aline casou-se com Paulo, a mulher passou a morar no apartamento do advogado.
A casa onde morava foi alugada, da mesma forma como fez Janice.
Em dado momento, Marcos sugeriu a mulher, se não seria melhor vender o imóvel, já que o mesmo gerava despesas.
Aline respondeu que por hora não venderia.
Marcos retrucou dizendo que ela não confiava no relacionamento deles.
A mulher respondeu que não era nada disso, apenas estava pensando no que seria melhor a ser feito.
Com efeito, antes dela se mudar para a casa dele, Marcos resolveu fazer uma reforma no imóvel.
Pediu sugestões a Aline sobre as obras.
Destacou que queria montar um quarto confortável para eles, com espaço para os pertences de ambos.
Aline respondeu que não tinha tantas roupas e tantos objetos para guardar.
Destacou que sua filha tinha mais tralha que ela.
Elen ao ouvir isto, ficou perplexa.
Caio que estava por perto, concordou.
Respondeu que a esposa tinha um pouco de tralha.
Elen disse que suas coisas não eram tralha, e que antes de se casar, se desfez de algumas coisas.
Caio rindo, concordou.
De fato, Elen havia feito algumas doações.  
Abraçou a esposa.

Marcos por sua vez, achou graça na indignação de Elen.
E de fato, Aline não levou muita coisa para o apartamento.
A mulher também se desfez de alguns pertences.
E Marcos, ao ver a mulher chegar com algumas caixas, ficou espantado.
Perguntou dos utensílios de sua casa, de suas coisas.
A mulher respondeu que algumas coisas, jogou fora, outras vendeu, algumas coisas doou, e o que importava, estava trazendo com ela.
Comentou que ao contrário do que pensava, tinha muita quinquilharia.
Destacou que se assustou com a quantidade de coisas que estavam boas de jogar fora.
Salientou que as coisas que estavam em melhor estado, ou vendeu ou doou.
E outras tantas estava levando para sua nova casa.
A mobília, parte foi vendida, e outra parte foi doada.
E assim, aos poucos, a mulher foi colocando os objetos no apartamento.
Marcos ajudou.
Quando a mulher foi guardar as roupas, o homem se assustou.
Percebeu que ele tinha mais roupas do que ela.
Nisto, o homem, respondeu que alguém iria ganhar muitos presentes.
Aline riu.
De fato, sempre que tinha uma oportunidade, o homem providenciava um presente para a mulher.       
No dia das mães, o homem presenteou a mulher com um vestido.
No aniversário, algumas peças de roupa, e uma bijouteria bonita.
No Natal um perfume e no Ano Novo uma joia.
Mas não bastasse isto, o homem providenciou roupas para a Noite de Natal e Ano Novo, tanto para a esposa, quanto para Elen.
A jovem ficou encantada com a gentileza.
Agradeceu.
Marcos respondeu que não havia feito nada demais.      
   
E de fato, alguns anos após o nascimento de Paulo, Elen deu a luz Tereza.
E quem percebeu que ela estava grávida de novo, foi sua mãe.
Ao saber que a filha teria uma menina, a mulher toda a vez que via uma roupinha bonita, tratava logo de comprar e presentear a filha.
Eram vestidinhos estampados, conjuntinhos de short e blusinhas, sainhas, macacões, jardineiras, entre outras peças.    
Elen comentou que sua mãe era exagerada, e que ela não precisaria se preocupar com roupas, pois sua mãe pensava mais na neta, do que ela na filha.
Marcos por sua vez, dizia que esta neta estava sendo até mais mimada que Paulo.
Brincando, disse que o menino não tinha tantos mimos assim.
Aline retrucava dizendo que o amor pelos netos tinha a mesma intensidade.
Marcos rindo, disse que estava brincando.

E de fato, Aline gostava de brincar com os netos.
Dava atenção para Paulo e Tereza.
Em sua geladeira, muitas guloseimas para as crianças, que se esbaldavam quando iam para a casa da avó.
E as crianças adoravam isto.
As vezes pediam para Elen e Caio saírem, só para poderem dormir na casa da avó e do vô postiço.
Quando Lourenço, o tio deles nasceu, as crianças caíram na risada.
Diziam que o tio era mais novo que os sobrinhos.
Caio respondeu que a avó Aline era uma gatona, e tinha uma criança pequena para cuidar.
Elen comentou que a vida às vezes era de fato engraçada.
Destacou que a mãe, a esta altura da vida, iria começar tudo de novo.
- Filho novo, vida nova. - comentou Caio.
Ao ouvirem isto, todos os que estavam por perto, riram.   
Isto por que, de vez em sempre, a turma se reunia em algum restaurante para confraternizar.   

E Marcos, ao tomar conhecimento de que era pai de primeira viagem, ficou muito feliz com a novidade.
Feliz disse a esposa, ainda na maternidade, que ela havia dado o melhor presente que ele recebeu na vida.
Comentou que começou com o namoro, depois veio o casamento.
Com a convivência, uma filha postiça – uma enteada, que já era o início do projeto de um filho.
E com esta filha postiça, um noivo, que não deixava de ser um filho torto também.
E assim, a família foi aumentando.
Destacou que depois vieram os netos, Paulo e depois Tereza, e por fim, a cereja do bolo, que era seu filho com Aline, o Lourenço.
Caio e Elen comentaram que eles não poderiam esquecer-se deles e dos netos.
Marcos destacou em uma reunião, que aquela família jamais seria desfeita.
E assim, abraçou Elen, e chamou Caio.   
O qual também abraçou.

Mas voltando a Naiara, após algum tempo, a criança nasceu.
Sandra e José, foram visitar a filha.
Primeiro a mulher entrou para visitar a filha e o neto.
Sandra segurou a criança no colo, e comentou que aquele menino seria muito paparicado.
Destacou que até Natália estava apaixonada por ele.

Com efeito, a menina pode ir ao hospital visitar o menino.
Segurou a criança no colo.
Chamou o menino de lindo.
Disse que ele também seria seu filho.
Sentadinha com o bebê nos braços, o menino se espreguiçava no seu colo.         
Em dado momento, Naiara pediu a Samuel para pegar o menino e levar para ela.
Natália respondeu que ainda não.
E ficou algum tempo observando o menino.
Depois de algum tempo, Samuel pediu para levar o menino para Naiara.
E Natália então concordou.

Mais tarde, José também visitou a filha na maternidade.
Tímido, entrou sem fazer barulho no quarto.
Segurou o menino no colo.
Comentou que o bebê parecia tranquilo.

Com efeito, ao chegar em casa, Naiara e Samuel se revezaram nos cuidados.
Sandra e José também ajudaram a cuidar da criança.    
E a turma, sempre que podia, pedia auxílio ao casal para cuidar das suas crianças também.
Por vezes, além de Naiara; Elen, Aline, Janice, e posteriormente Clara, arranjavam pessoas para cuidar das crianças, mas também pediam para ela ficar de olho nos cuidados.
E a mulher ajudava.
José a certa altura, comentou rindo que a casa parecia uma creche.
Sandra achava graça.  
   
Às vezes, era Aline a detentora da creche.
Marcos achava graça.
Adorava a bagunça que as crianças faziam.
Isto por que as vezes olhavam os filhos dos outros casais, além dos filhos de Elen e Caio.
Também ajudavam nos cuidados com as crianças da turma.  

E Natália adorava observar o menino João, no berço dormindo.
Por vezes ficava com o irmão no colo.
E a birra inicial, se converteu em bons momentos de convivência e afeto.
Naiara ensinou a menina a alimentar o menino.
E quando João começou a andar, era Natália quem ensinava o menino a segurar em sua mão.
E assim, caminhavam juntos.
O menino apontava a mão para algum lugar perguntando o que era, e a menina respondia.
Natália achava uma graça os irmãozinhos juntos.

Quando Janice teve seu filho Carlos, Elen comentou que mais uma entrava para a confraria das mães de menino, assim como sua amiga Naiara e sua mãe Aline.
Elen comentou que não estava mais sozinha.
Caio respondeu que ela havia criado uma turma.
Aline respondeu que não só criou uma, como ainda era a líder, já que fora a pioneira.
Nisto todos riram.
Cláudio por sua vez, ao ver o menino, ficou encantado.
Comentou que a criança era linda.
Rindo, Janice comentou que ele estava dizendo isto, por que era seu filho.
Cláudio respondeu que nem ele quando era bebê era tão lindo assim.
Janice ao ouvir isto, caiu na risada.
Comentou que não sabia como alguém podia ser tão convencido assim.
Cláudio respondeu que sua mãe sempre disse que ele era um lindo bebê.
Janice retrucou dizendo que as mãe sempre veem beleza nos filhos.
O homem contrariado, respondeu dizendo que um dia, iria mostrar uma foto.

E assim, mais tarde, o homem mostrou a foto.
Janice ao observar a imagem, comentou que a foto era muito bonita.
Cláudio ficou inconformado.
Respondeu que a foto ficou bonita por que a pessoa fotografada também ajudava.
Janice rindo, concordou.
Disse que ele era uma criança bonita.
- Acho bom! - respondeu ele um pouco amuado.

Com efeito, o casal se revezava nos cuidados com a criança.
Sandra também auxiliava.
Quando Cláudio mostrou a foto, a mulher disse que ele foi uma criança muito bonita, e que Carlos era parecido com ele.
Ao ouvir isto, o moço ficou muito feliz.
Cláudio olhou para Janice como a dizer: “Está vendo?”

Tempos depois, a mulher disse que ele estava parecendo uma criança.
Mas Cláudio parecia aborrecido.
Janice então comentou que de fato, Carlos era parecido com ele.
O homem ao ouvir isto, perguntou se ela achava mesmo isto.
Janice respondeu que sim.
Suspirando, disse que a semelhança podia acabar por aí, já que o marido já havia dado o que falar.
Cláudio ao ouvir isto, comentou que não daria motivos para o filho proceder mau.
Destacou que estava arrependido, e que não tinha motivos para ser infiel, aliás, nunca teve, mas agora mais ainda.
Feliz, comentou que tinha um lar e uma família que nunca teve.
Mencionou que durante algum tempo andou perdido e fazendo besteiras, mas agora entendia o que era uma família de verdade.
Ressaltou que agora entendia o que era a felicidade de chegar em casa, e encontrar a mulher que se ama; a alegria de ajudar na casa em que ser mora, a se tornar um lugar habitável, não de coisas, mas de pessoas, de alegria e de memórias.
Salientou que agora com seu menino, a felicidade estava completa.
Nisto, beijou a esposa.
Rindo, comentou que este era apenas o começo.
Janice perguntou o que ele estava querendo dizer com aquilo.

Clara por sua vez, depois de Sara, teve Ester.
Quem percebeu que ela poderia estar grávida, foi Aline.
Clara estava feliz com Sara, e já nem contava em ter outros filhos.
Aline por sua vez, ao ver a moça comentando sobre seus mau estar frequentes, e ao vê-la comer um balde inteiro de pipoca e um pacote inteiro de biscoitos, pediu para ela ter cuidado, ou acabaria passando mau.
Rodrigo ao saber disto, ficou preocupado.
Contudo, para surpresa de todos, a mulher não passou mau.
Desconfiado, o rapaz agendou uma consulta médica.
Após a consulta, a moça fez alguns exames, e mais tarde se verificou que ela de fato estava grávida.

De posse da notícia, o casal comemorou.
A turma quando soube, felicitou Clara e Rodrigo, assim que os encontraram.
Clara comentou então, que ficou surpresa com a notícia, mas de fato ao saber da gravidez, ficou muito feliz.
No início preocupada, procurou ficar de repouso.
A médica que acompanhou a gravidez, por sua vez, ao ver o desenvolvimento da gestação, recomendou-lhe que não levantasse peso, mas destacou que não havia necessidade de repouso.
Recomendou-lhe apenas cuidado.
E assim, a mulher cuidou da casa durante a gravidez, e trabalhou presencialmente.
Aproveitou roupinhas de Sara, que foram usadas por Ester.
Também ganhou roupinhas, novas em um chá de bebê organizados pelas amigas. 

Mais tarde, a mulher ficou novamente grávida, desta viria vez um menino, de nome Jessé.
Com efeito, quando Elen e Aline souberam que mais um menino estava a caminho, comemoraram. Diziam que mais uma iria integrar a turma.
Caio rindo, comentou que não era mais uma turma e sim uma gangue.
As mulheres por sua vez, constataram ao final, que com exceção da mãe de Naiara, todas elas, tiveram meninos.
A esta altura, a moça recebeu roupinhas das mulheres que já haviam tido meninos.
A moça agradeceu.
Clara comentou que as orações foram tão ungidas que ela havia pedido um filho, e agora teria o terceiro filho.

E assim, quando o menino nasceu, foi uma verdadeira festa.
Rodrigo emocionado, comentou que para quem achou que talvez não tivesse nenhum filho, ele estava com muita sorte.

E assim, ao final de alguns anos, todos os casais já tinham filhos.
Sandra e José comentaram que após cinco casamentos, várias famílias haviam se formado.
E assim, um grupo pequeno se converteu em diversas famílias.
Sandra constatou que Deus era surpreendente.

A mulher relembrou dos relacionamentos tumultuados da filha.
José comentou que Samuel foi uma benção para Naiara.
Sandra concordou, mas acrescentou que a filha também foi uma benção para ele.
José disse que de fato, o moço era muito sozinho, e com a filha deles, teve a oportunidade de formar uma família.
A mulher comentou que todos estavam com as pessoas certas, em que pesem os percalços por que passaram.
José concordou.
E destacou que quem semeou entre lágrimas, agora estava colhendo com alegria.  
Sandra ressaltou que a noite pode ser densa, escura, mas não importa quão intensa e longa seja a escuridão, não importa o breu que esteja, o amanhã sempre chega, e com ele um novo dia.

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