A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 


CAPÍTULO 54


Era tempo de Natal e todo o grupo resolveu participar juntos de uma missa.
Elen e Caio, Naiara e Samuel, Clara e Rodrigo, Janice e Cláudio, Aline e Marcos.
Durante a entrada dos Coroinhas, Acólitos e Ministros, bem como sacerdote, o Ministério de Música e os fiéis, cantaram, Vinde Cristãos:
“Vinde, cristãos, vinde à porfia
Hinos cantemos de louvor
Hinos de paz e de alegria
Hinos de Anjos do Senhor


Glória a Deus nas alturas – 2 vezes


Foi nesta noite venturosa
Do nascimento do Senhor
Que Anjos de voz harmoniosa
Deram a Deus o seu louvor


Glória a Deus nas alturas – 2 vezes


Vinde juntar-vos aos pastores
Vinde com eles a Belém
Vinde correndo pressurosos
O Salvador que enfim nos vem


Glória a Deus nas alturas
Glória in Excelsis Deo...”


Em seguida, foram realizadas as leituras, as orações.

 

O Sacerdote na Homilia, explicou que "Glória in Excelsis Deo" é uma frase em latim que significa "Glória a Deus nas alturas" ou "Glória a Deus no mais alto dos céus".
E que a expressão, "À porfia" significa em disputa, competição ou em um esforço conjunto e incansável para superar na adoração, celebrando a "noite venturosa".
Uma disputa do bem, para ver quem melhor exulta o Senhor.
E na Primeira Leitura, que trata do Profeta Isaías, o profeta fala da Profecia do Reino de Deus.
O Retorno do Senhor a Sião, e a Salvação do Mundo.
Na Segunda Leitura, o Filho Amado que está a direita do Pai.
Está acima de todos os Anjos, sendo o Filho Amado de Deus.
Na Terceira Leitura, o Verbo que é Jesus, se fez carne e habitou entre nós.
João batista, seu primo, veio antes para mostrar a todos, o que caminho que leva a Jesus.
Em outra passagem da Bíblia, perguntaram a João Batista se ele é o Messias.
E ele afirmou que virá Aquele que é o Messias, e que ele não é digno de desatar o nó de suas sandálias.  
Quando mencionaram que seus alguns de seus seguidores passaram a seguir Jesus, ele destacou que é preciso que Ele cresça e que ele – João Batista – diminua.
Demonstrando que a humildade é o mais importante, e que a soberba da vida – o orgulho – não leva a nada.   
Ao final da Missa algumas pessoas cumprimentaram o padre, ao saírem da igreja.          


Mais tarde em viagem, o Grupo ao passar pelo interior, avistou uma Folia de Reis.
Em viagem a Aparecida, local onde foi encontrada a imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida, eles avistaram uma Folia de Reis, na estrada, em passagem pela cidade.
Elen e Caio, Naiara e Samuel, Aline e Marcos, Clara e Rodrigo, Janice e Cláudio, ficaram encantados com aquele grupo de pessoas cantando, com algumas fantasias e estandartes enfeitados de fitas de cetim coloridas.
Aline pesquisou em seu celular, sobre a referida festa, quando viu um grupo de cantadores, usando vestes coloridas.
E cantando músicas que faziam menção ao nascimento Cristo, e aos Reis Magos, que foram visitar o Menino Jesus, levando ouro, incenso e mirra.


Nisto, a mulher descobriu que a Folia de Reis é uma das mais tradicionais festas populares e religiosas do Brasil, celebrada entre 24 de dezembro e 6 de janeiro (Dia de Reis).
Onde Grupos de foliões, com fantasias coloridas e instrumentos, percorrem casas cantando e celebrando a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus.
A tradição envolve devoção, folclore e a bênção dos lares, comum em estados como Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Bahia.
Celebra a jornada dos Reis Magos (Gaspar, Melchior e Baltazar) guiados pela estrela para adorar Jesus, popularizado no Brasil como uma manifestação de fé e cultura.
Geralmente composto por um mestre ou embaixador, contramestre, os três Reis Magos, palhaços (que representam os soldados de Herodes) e músicos.
A Visita (Bandeira): Os foliões pedem licença para entrar nas casas com o estandarte (bandeira) para abençoar a família, sendo comum os moradores oferecerem dinheiro ou alimentos como forma de devoção e agradecimento.
A celebração é marcada por hinos, danças, desfiles coloridos e, no final, comidas típicas e banquetes comunitários, sendo muito forte em regiões rurais e pequenas cidades.
A festa dura 12 dias, finalizando em 6 de janeiro, data em que os Reis Magos teriam chegado a Belém.
Pesquisando na internet, Aline leu o texto que encontrou, para o grupo de amigos.  


Com isto, o  grupo que viajava junto, parou para ouvir os cantadores.
Participaram da Folia de Reis, e ouviram a seguinte canção, “Hino de Reis” (ao que parece de autoria, do Trio Parada Dura):
“...Vinte e cinco de dezembro
Quando o galo deu o sinal
É que nasceu o Menino Deus
Numa noite de Natal, ai, ah


…Em Belém cantou o galo,
Ai Meu Deus o que seria.
E que nasceu o Menino Deus
Filho da Virgem Maria ai, ah.   


...A estrela do oriente
Fugiu sempre dos Judeus
Ai, pra avisar os três Reis Santos
Que o Menino Deus nasceu, ai, ah


...Os Três Reis, quando souberam
Viajaram sem parar
E cada um trouxe um presente
Pro Menino Deus saudar, ai, ah


…Que estrela é aquela
Que estas alumiando
É o Menino Jesus
Que estas nos acompanhando ai, ah


… Nesse instante, no ranchinho
Brilhou a estrela da guia
E visitou todos os presentes
Onde o Menino dormia, ai, ah


...Deus, que salve a Casa Santa
Onde é sua morada
Aqui mora Deus Menino
Onde mora o Cálix Bento
E a Hóstia consagrada ai, ah…”


Todos eles, foram convidados pela família que participava da Folia, a adentrar a residência e a turma agradeceu, pediu licença e entrou na casa.   


Acompanharam a cantoria, e a oferta de alimentos pela família que recebeu os cantadores.
Por fim, ao término da cantoria, o grupo agradeceu a acolhida.
Foi então que a família, sugeriu que eles ficassem para almoçar.
Aline e Janice agradeceram, mas disseram que precisavam chegar em Aparecida.
Helena, a dona da casa, comentou que eles estavam perto da cidade, e que poderiam comer e depois prosseguir viagem.
Aline e Janice comentaram que era muita gente, que daria trabalho e despesa.
A mulher respondeu que estava alimentando uma roda de cantadores, além de convidados, e que onde um comia, comiam outro tanto.
Sem jeito, o grupo agradeceu e ficaram para almoçar.
As mulheres se prontificaram em ajudar a arrumar a mesa, e assim colocaram os pratos, os copos e os talheres.
Eram duas mesas imensas, e outras duas mesas menores.
As mulheres ao verem o salão, a churrasqueira, o forno e o fogão a lenha, comentaram que ela devia estar acostumada a receber sempre.
Helena respondeu que sim.     
E durante a refeição todos se sentaram.


Descobriram que a família era bastante conhecida na região por acolher peregrinos em romarias, cantadores de Folias, entre outras coisas.
Conversando com os vizinhos, descobriram que toda a comunidade se cotizou para organizar a recepção dos cantadores, os quais, passaram por todas as casas do bairro, com suas músicas, suas fantasias e seus estandartes.


Tratava-se de uma pequena vila, com cerca de vinte casas.
Todas as casas do lugar estavam enfeitadas de bandeiras.
Nisto, os vizinhos perguntaram se eles gostariam de participar da Festa do Divino.
Curioso, o pessoal perguntou do que se tratava.
A vizinha respondeu que se tratava de uma festa, com vários símbolos, onde o Império, que nada mais é que a figura central da festa, e um "imperador" (frequentemente uma criança) é coroado, simbolizando a partilha e a devoção.
Em seguida, destacou que tem as Folias e Bandeiras, que são grupos de fiéis (foliões), que percorrem as casas cantando, rezando e arrecadando donativos, levando a bandeira do Divino.
Também tem o Símbolo da Pomba Branca (representando o Espírito Santo), o Mastro, os Tocadores de Tambor e a Coroa.
Destacaram que era uma Festividade Popular, que incluía Missas, Procissões, Alvoradas (que é o momento de início da folia, com o começo da cantoria e a entrada na primeira casa), Queima de Fogos, comidas típicas e danças.        
Elen, Caio, Marcos e Aline, comentaram que devia ser tudo muito lindo.
Naiara e Samuel responderam que se fosse possível, gostaria de participar, mas que com a vida atribulada de todos, destacaram que não seria possível prever se daria para participar da festa naquele ano.
A vizinhança por sua vez, comentou que as portas estavam sempre abertas para os amigos, e que se quisessem, poderiam aparecer sim, e que seriam muito bem vindos.
Cláudio e Janice, Sandra e José, Clara e Rodrigo agradeceram o convite.   
Andando pelo lugar, perceberam uma Capela, que neste dia estava aberta.
Todos aproveitaram para observar o local, e rezar um pouco diante do sacrário.
Mais tarde se despediram e seguiram viagem.
Chegaram no Hotel, realizaram o check in, e cada um deixou suas malas em seus respectivos quartos.            

  

Em Aparecida, visitaram a Basílica, onde assistiram algumas missas nos dias de sua estada, visitaram a Imagem de Nossa Senhora Aparecida, conheceram a história da imagem.
Em um dos Museus que visitaram na cidade, conheceram a história do Manto dedicado a Nossa Senhora, assim como a coroa.
Conheceram a história da Princesa Isabel, católica fervorosa, que resolveu homenagear sua santa de devoção com os itens. 
Agradecida pelos filhos que tivera, ela que teve tanto trabalho para engravidar, decidiu que Nossa Senhora, que foi Coroada no Céu, merecia ser Coroada na terra.
Salientou que se ela não fosse coroada rainha, Nossa Senhora seria Rainha em seu lugar.  
E a Princesa infelizmente perdeu o trono, por assinar a Lei Áurea.
Por sua atitude, recebeu uma Rosa de Ouro do Papa Leão XIII, em razão da atitude de libertar os escravizados.
Em dos Museus da cidade, viram imagens de cera de algumas personalidades católicas, em outros imagens sacras, além de objetos históricos.
Visitaram o interior da Basílica.
Em um dos pontos da visita a um desses Museus, do alto avistaram o interior da igreja, e o som do órgão subia pela estrutura da igreja, como se fora um túnel.
Naiara ao ouvir o som, comentou depois, visivelmente emocionada, que sentiu o Céu descer e tocar a terra, com um coro de Anjos cantando do alto.
Disse que se morrer fosse assim, gostaria de ter uma morte destas.
Marcos e Aline ao ouvirem isto, concordaram, e comentaram que quando passearam por ali, em sua lua-de-mel, tiveram a mesma experiência.  
Samuel por sua vez, ficou um pouco chocado com as palavras da moça.
Comentou que ainda era muito cedo para pensar em morte.
Salientou que eles tinham filhos, e não era certo deixá-los sozinhos.


Quando a isto, Sandra e José estavam cuidando das crianças em São Paulo.
Os outros casais que tinham filhos, arranjaram babás para cuidarem das crianças neste período, mas pediram para o casal tomar conta das moças e verificarem se esta estava tudo bem.
E assim Sandra e José ficaram apenas supervisionando o trabalho das babás.
E a casa dos dois ficou parecendo uma creche, ou uma escola de educação infantil.
Mais tarde a mulher comentou que as pessoas quando passavam perto de sua casa, acreditavam que estavam perto de uma escola por causa do barulho das crianças.
E eram várias crianças.
Natália e João – filhos de Naiara e Samuel; Paulo e Tereza – filhos de Elen e Caio; Lourenço – filho de Marcos e Aline; Sara, Ester e Jessé – filhas(o) de Rodrigo e Clara; Carlos – filho de Janice e Cláudio.      

            

E seguindo a história da imagem encontrada no Rio Paraíba...
A imagem encontrada no Rio Paraíba, recebeu Manto e Coroa, de Rainha.
Tornou-se a Padroeira do Brasil.
Três pescadores recolheram o corpo e a cabeça da imagem.
Construíram uma Capela para ela. 
Milagres começaram a acontecer.
Até que a imagem ganhou uma Igreja, e depois uma Basílica.
E o pessoal ao ficar diante do Santuário Nacional, ficou encantado com o lugar.
Perceberam suas imponentes dimensões.
Aparecida era de fato, uma cidade que podia ser denominada como a Capital da Fé.   
E a turma visitou museus, e participou de algumas missas no lugar. 

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