A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 


CAPÍTULO 58

 

Mais tarde, a criança foi batizada, e todos os amigos foram convidados.
Com padrinhos da criança, Clara convidou Sandra e José.
Quando a moça ligou para eles convidando-os para serem padrinhos, a mulher ficou muito feliz, agradeceu o convite e disse que estaria na igreja no dia do batizado.


E assim, no dia do Batizado, Sara recebeu o sinal da cruz em sua fronte, bem como a unção de óleo.
Seus pais e padrinhos renunciaram a satanás e suas obras.
Em seguida foi feita a consagração da água, com a invocação de que os batizados renasçam da água e do espírito, recebendo uma vida nova em Cristo.
Os pais e padrinhos reafirmaram sua fé em Cristo e na Santíssima Trindade, e adesão a Comunidade Cristã.
Em seguida, foi derramada água na fronte da criança, e o sacerdote a batizou diante dos pais, padrinho, madrinha e amigos, proferindo a fórmula:
- Eu te batizo, em nome do Pai e do Filho, e do Espírito Santo.
Nisto, foi dado prosseguimento a missa, com a Eucaristia.
Enquanto a cerimônia acontecia, Naiara e Elen tiraram fotos do batizado.
Mais tarde todos comungaram.
Clara recebeu a comunhão na boca.
E todos sorriam ao ver criança dormindo em seu colo.
Por fim, ao término da missa, a moça convidou todos para irem em sua casa.


E assim, Elen e Caio, Aline e Marcos, Sandra e José, Naiara e Samuel, Janice e Cláudio, foram ao apartamento da moça.
Todos levaram presentes para Sara.
Clara, ao receber os presentes agradeceu, e comentou que Sara estava sendo muito paparicada.
Com ajuda de Rodrigo e Janice a moça preparou uma feijoada.
Rodrigo empolgado, preparou uma caipirinha e distribuiu para todos.
Sara era uma criança tranquila e dormiu praticamente o tempo inteiro.
Clara comentou que de fato, a menina não dava muito trabalho.


Samuel disse rindo:
- Espera só ela crescer mais um pouquinho!
Rodrigo riu.
Falou que Sara raramente chorava a noite, e que eles estavam conseguindo ter uma noite tranquila.


Naiara respondeu que eles tiveram sorte, pois Natália, quando era bebê, chorava praticamente todas as noites.
Recordou-se das vezes que ela e Samuel se revezaram nos cuidados com o bebê.
Era um tal de Naiara amamentar a criança, sentada em uma poltrona, com o auxílio de uma almofada.
Após, Samuel segurava a criança no colo e a ninava, até dormir, e cuidadosamente, a colocava na cama.
E cuidadoso, apagava a luz do abajur e saía do quarto, pé ante pé.
Contou que por diversas vezes teve que voltar e ninar a criança novamente, até ela dormir.  
Em conversa com a turma, comentou que Lia deu trabalho.


Elen por sua vez, comentou que de fato filhos dão muito trabalho.  
A moça contou que Paulo era inquieto, e tirava tudo do lugar.
A turma comentou que era um brinde que ela ganhou, por ser a única até aquele momento a ter um menino.
Elen relatou que era questão de tempo para outras pessoas ganharem meninos.
Tereza, neste tempo era pequena.


E dito e feito, Naiara mais tarde teve João; Janice teve Carlos; Aline teve Lourenço; e Clara teve Ester e um menino - Jessé.
Ao final de um encontro, Elen comentou rindo, que o tempo era o senhor da razão.
Os rapazes comentaram que ela era uma pessoa perigosa.
Elen respondeu que nascerem garotos era uma coisa natural, e que seria questão de tempo para isto acontecer.
Marcos comentou que ela tinha razão.
Afinal o mundo precisava de homens e mulheres.
Disse rindo que não sabia que meninos davam tanto trabalho.
Elen concordou.


Recordando-se de uma traquinagem do filho, Marcos contou que Lourenço, aproveitando um momento de distração, subiu em uma mesinha de vidro.
Quando viu, mandou logo descer.
Aflito, comentou que pensou que a mesa iria se espatifar e o menino se cortar todo.
Elen perguntou como ele subiu na mesa.
Marcos comentou que era a mesinha de centro da sala.  
Elen sugeriu trocar o tampo de vidro da mesa, por um tampo de madeira.
Marcos respondeu que estava considerando a possibilidade de vender a mesinha, e comprar uma mesa de madeira.


Com efeito, no batizado, de Sara todos comeram uma feijoada.
Cláudio na primeira garfada, disse que a feijoada estava muito boa, e tinha o tempero de Janice.
Clara comentou que pediu ajuda “da universitária” para fazer o prato.
Ao ouvir o termo “universitária”, a turma riu. 
Clara destacou então, que queria fazer algo especial para a ocasião.    
Janice comentou que a moça preparou o arroz, a couve, deixou as carnes de molho.
Clara contou que o feijão com as carnes, foi preparado por Janice.


A moça revelou que um dia desses foi convidada pelo casal para visitar o apartamento deles.
Clara e Rodrigo ao chegarem no local, foram servidos por uma caipirinha de cachaça, e depois comeram uma bela feijoada.
A moça gostou muito do prato, tanto que elogiou a iguaria.
Conversando, pediu a receita.
Cláudio comentou que também já havia ouvido a receita, inclusive passou para alguns conhecidos, que também conheciam a feijoada de Janice.
Destacou porém, que ninguém conseguiu replicar a receita.


Clara comentou que havia entendido, e brincando disse que quando fosse fazer a receita, levaria a cozinheira junto.
Cláudio brincando, disse que a receita era exclusiva.
Comentou que até ajudava a cortar a couve, a separar as carnes, lavar, deixar de molho, que até fazia o arroz, o suco, preparava a caipirinha, mas não se atrevia a dar palpite no feijão.
Dizia que em time que está ganhando, não se mexe.
Rodrigo também elogiou a feijoada.
Comentou que era um prato difícil de fazer, e que Janice cozinhava muito bem.
A mulher agradeceu.
Por fim, Janice separou um pouco da feijoada para o casal, que levou para casa e comeu a iguaria em dois jantares.


Clara comentou que chegar depois de um dia cheio, e encontrar comida pronta, só precisando esquentar o pranto, era uma maravilha.
Rodrigo relatou que mesmo esquentando a comida, estava tudo delicioso.
Janice ficou um pouco constrangida.
Clara comentou que se não tivesse gostado do prato, não teria pensado em servir uma feijoada.


Naiara e Elen relataram que não foram convidadas.
Janice ao ouvir isto, falou que convidou a todos.
Relatou porém, que só não estava decidido o que iria servir.


Caio indagou:
- E eu perdi esta gostosura?
Janice respondeu que estava provando ali, e rindo, disse que em outra oportunidade, não poderia recusar o convite.
Caio comentou:
-  Cê é loco! Nunca mais! Eu não perco mais a feijoada de Janice!
Ao ouvir isto, a turma riu. 

     

Clara respondeu que a turma não foi em peso, por que no dia houve uma chuva na região em que estavam, e não foi possível comparecer.
Janice, disse que acompanhando o noticiário, descobriu que de fato, a chuva foi forte em algumas regiões.
Cláudio destacou que todos ligaram dizendo que não poderiam ir, por causa das chuvas.
Janice comentou que num primeiro momento, pensou que estavam todos pensando em uma desculpa, mas depois viu que choveu forte em vários bairros de São Paulo.


Marcos então comentou, que primeiro veio a raiva, e depois o perdão.
Janice rindo, disse que foi mais ou menos assim.


Com efeito, no batizado de Sara, muitas pessoas repetiram o prato.
Clara comentou que Janice foi generosa na quantidade de feijoada, mas em dado momento, achou que havia calculado mal e iria faltar comida.
Mas não, a comida foi suficiente.
Janice relatou que estava um pouco preocupada, pois no primeiro convite sobrou feijoada.
Cláudio por sua vez, comentou que ficou uns três dias comendo feijoada.
Levava marmita de feijoada, e o pessoal do escritório, elogiando o cheiro.
Destacou que chegou a levar um pouco de feijoada para o pessoal que trabalhava no escritório.
E salientou que quem comeu, elogiou.   


Caio estava inconformado.
Disse que não viu ele comendo feijuca.
- Perdeu! - respondeu Cláudio.
Todos riram.
Até a pequena Tereza degustou a feijoada, dada por seus pais Elen e Caio.
A menina disse que estava muito gostoso.
Paulo, seu irmão, concordou.
Lia também destacou que tudo estava uma delícia.


Com efeito, no batizado, não sobrou feijoada para contar história.
Janice ao ver isto, ficou muito feliz e agradecida.
Quem não ficou feliz foi a turma, que não teve feijoada para levar para casa.
Intimada por todos, Janice prometeu que faria uma nova feijoada para todos, assim que fosse possível.
A turma, também elogiou o capricho da montagem da mesa, comentou que o arroz estava soltinho, comentou que a caipirinha de Rodrigo estava ótima, e a feijoada além de gostosa, estava em uma louça muito bonita.
Clara agradeceu o comparecimento de todos, e disse que convidou Janice fizesse a feijoada em seu apartamento.
Brincando, disse que ela foi a primeira da turma a provar.
Rodrigo rindo, comentou que ela merecia ocupar a tribuna de honra.
Ao ouvir isto, todos riram.
Nisto, a turma se despediu.

              

Recordando-se da luta de Clara para engravidar, quando a moça finalmente ficou grávida e conseguiu levar a gestação a termo; todos ficaram muito felizes, pois muitos haviam rezado por esta intenção.             

Nisto, ao verem a postagem do rapaz informando o nascimento da criança, a turma comemorou.
No escritório de Marcos, todos comemoraram.
Na repartição onde Naiara trabalhava, todos também ficaram felizes com a novidade.
Mais tarde, Marcos ligou para Rodrigo, parabenizou ele e Clara pelo nascimento da criança, e comentou que assim que pudessem, precisavam comemorar.                                                          


Emocionada, a jovem comentou que por diversas vezes, pensou que isto não iria acontecer.
Conforme os anos se passaram, destacou que não fossem as palavras de conforto das amigas, principalmente de Aline, Sandra e Janice, talvez tivesse desistido de seu maior sonho.
Ao ouvir isto, todos disseram quase em uníssono:
- Ainda bem que você não desistiu!
Aline comentou que se ela tivesse desistido, não teria três tesouros em sua vida.
Clara e Rodrigo concordaram.
O moço comentou que durante muito tempo de sua vida, viveu apenas por ele.
Mais tarde conheceu Clara, e descobriu que a vida não era egoísmo, e sim doação, entrega.
Contou que mesmo trabalhando em sua igreja, a vida a dois é muito mais exigente, embora a vida em comunidade não seja fácil.


Destacou que se casando descobriu algo muito especial.
Pois se soube amante e amado, de uma forma como nunca havia acontecido antes.
Contudo, após ter sua primeira filha, comentou que é um amor, que com todo o respeito, que nunca sentiu antes na vida, nem mesmo por sua esposa.
Com efeito, Rodrigo comentou que Clara também concordava.
A moça assentiu com a cabeça.
Disse que os filhos, mudaram sua percepção sobre o amor.
Comentou que sempre considerou que amar era sofrer.
Contou que teve um relacionamento em que foi muito sacaneada por seu parceiro, mas com o tempo, acabou se liberando.


Mais tarde conheceu Rodrigo, e disse que ele mudou totalmente sua percepção sobre o amor.
A moça comentou que ele ensinou o que era amar e ser amada.
Mas que ao ter sua primeira filha, destacou que isto era só o início, pois o amor que sentia por seus pequenos, não tinha comparação com o que sentia por Rodrigo.
E o moço concordou.
Destacou que se ela tivesse desistido, nunca poderia ter sentido esta alegria, não teria tido esta oportunidade.
E o pior, nem saberia o que estava perdendo.
Aline ao ouvir, novamente destacou:
- Pois é, ainda bem que vocês não desistiram!
Clara comentou que Sara havia sido a cura, para muitas de suas dores.
E que ela abriu caminho para que outras duas crianças viessem.
Destacou depois nasceram Ester e Jessé.              
O pessoal abraçou o casal.

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